sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Capítulo 29 - Viagem à praia (Parte 2)

  E mais um dia de trabalho acabou. (Pois é, estava lendo na hora do almoço de novo.)
Voltei para casa e aproveitei o tempo com Kazuko e Takumi. Antes de dormir, fui continuar a leitura, mas a minha esposa reclamou, claro que brincando:

-Não sei porquê deixei você encontrar isso. Não larga nunca!

-Culpa sua mesmo! - respondi - Quem mandou escrever um diário? Sabe que isso desperta curiosidade em qualquer um.

-Sei disso. - se virou para dormir - Só não fique até muito tarde, tem que acordar cedo amanhã.

Não evitei de rir. Fiz um cafuné nela e abri o diário. Era uma outra anotação da madrugada.

"Querido diário,

É madrugada agora. É o único momento possível para escrever. Eu e Makoto ficamos juntos o dia todo. E hoje foi um ótimo dia também, não sabia que viajar era bom assim. E a "fantasia" do Makoto me ajudou a evitar tantos olhares e o resto do preconceito que existem para mim normalmente. Basta andar de mãos dadas com ele, e também, claro, não ligar para quem está a minha volta.

Fomos a praia de manhã de novo e como era mais cedo, estava mais vazia. Tão bom poder tomar um banho naquela água gelada. No finalzinho da manhã voltamos a casa, já que iríamos almoçar no polo comercial de lá. Fui me banhar antes, para tirar a areia e o sal do corpo. Enquanto me distraí cantarolando, eis que Makoto entra, me assustando:

-Posso ir com você?

Apenas assenti. Ele tirou as roupas e entrou no chuveiro. Obviamente, acabou acontecendo alguma coisa. Uns amassos breves e fizemos no chão do banheiro mesmo. A única coisa que incomodou foi o gelo que chão estava. Quando gozou, ele deu uma baforada quente no meu pescoço e apertou minha coxa com vontade. Um suspiro de alívio na sequência. Tinha pensado em ir me trocar, mas percebi que teria que retornar para a ducha e ri.

-Que foi, Kazuko? - ele indagou

-Parece que vamos voltar ao banho.

Ele só concordou.

Depois nos vestimos e saímos. Não demoramos a escolher o restaurante no centro daquela pequena cidade. Escolhemos um que servia frutos do mar e comeríamos peixe. Era um salmão delicioso e ficamos um tempo conversando por lá. Depois decidimos dar uma volta, para consumir e comprar algo. Havia muitas lojas e uma enorme variedade de coisas, que iam de meras lembrancinhas a roupas. Acabei comprando uma coisa que se chama canga, que é só um pedaço de pano grande, mas é totalmente versátil. A vendedora e Makoto acharam engraçadas as minhas reações."



Realmente foi engraçado. Imagine uma criança vendo um brinquedo novo e muito legal.

Foi exatamente isso!

"Comprei também algumas roupas e Makoto também.

Já era o final da tarde quando paramos e sentamos para tomar sorvete, dos grandes.

-Não morda o sorvete, Kazuko.

-Comendo com colher nem tem como. - respondi brincando

-Vai querer voltar ou vamos fazer algo por aqui durante a noite?

-Se tiver algum lugar legal para ir... Tô com vontade de dançar. Mas, se não quiser ir, tudo bem.

-Sua ideia é boa! - ele sorriu e chamou o atendente dali - Ei, sabe onde tem um lugar para ir à noite por aqui? Tem muito tempo que não venho.

-Tem uma danceteria muito boa umas ruas abaixo. É um ambiente legal para um casal!

Ele explicou o caminho e agradecemos. Já tinha anoitecido, chegamos e já estava razoavelmente cheia. Escolhemos uma mesa, mas sem antes esquecer de pôr as compras e outros pertences no guarda-volumes. A pista ainda não estava aberta, então bebemos um drink leve enquanto esperávamos. Passou um tempo e finalmente uma música começou a tocar. Aquilo indicava que a pista de dança estava liberada e logo encheu também.

Eu sei que dançava no centro de escravos todas as noites, porém eu estava junto das minhas amigas e não tenho vergonha com pessoas conhecidas. Só que não conhecia ninguém ali, sabia que ficariam observando meu jeito de dançar, que é deveras estranho. Estava entre a vontade e o medo. Makoto, então, chamou:

-Você não queria dançar, querida?

Será que dá para não me chamar assim?

-É muita gente, Makoto.

-E você tá com vergonha?

Assenti.

- Vem, vou contigo. - levantou-se.

-Mas... Mas...

-Sem "mas". - me puxou para perto dele - É só se concentrar em mim.

Makoto me arrastou pro meio da pista e fez uns passos estranhos para me animar. Acabei entrando na pilha dele e fiz uns passos bizarros também. A gente gargalhou durante uma música inteira com isso. E quando a seguinte começou, eu resolvi que dançaria à sério. E puxei Makoto para minha dança sensual, ou uma tentativa de.

Fiz como não fazia tinha muito tempo, só deixei a música me levar e estranhamente, ele me acompanhou. Primeira vez que dancei em par... Com alguém do sexo aposto.

Várias músicas depois, já cansada, saímos. Pegamos nossas coisas e voltamos. O passeio e a dança deram fome, comemos um lanche rápido e subimos para dormir, sem esquecer de tomar banho antes."

Ver a Kazuko dançando de novo me fez lembrar uma das maiores razões de tê-la comprado e aquilo acabou me afetando, da forma que vocês estão pensando.

Eu estava desesperado para ela sair do banho e irmos logo ao que interessava. Só que não expus isso diretamente.

"Sai vestindo uma camisola e um roupão. Makoto estava olhando a paisagem na sacada. Aproximei-me dele:

-Distraído com o mar e o céu?

Depois de um pequeno susto, respondeu:

-Sim. Estava te esperando.

-Hoje foi divertido! - falei parando ao lado dele.

-Foi sim! Fiquei até um pouco cansado.

-Eu também. Vamos dormir?

-Vamos! Mas antes... - me puxou e me beijou

Continuamos até cair na cama. Ele estava meio com pressa, pelo que eu percebi. Pediu para eu mesma tirar minha roupa e ele tirou a dele. E bem, foi um pouco rápido demais. Só cinco minutos, no máximo. No final, quando Makoto se ajeitou na outra metade da cama, me senti estranha, talvez vazia. Não de uma forma depressiva. E só aquela sensação de ser usada e posta de lado, o que me acomete muito. Fiquei olhando para o teto, quieta.

-Kazuko, o que foi?

-Nada! Só...

-Foi rápido demais? - ele me interrompeu e eu assenti - Desculpe! É que te ver dançando hoje me fez lembrar de uma coisa.

Ele mudou o tom no final da frase e mudou a fala.

-Porque você me comprou! - afirmei - Não precisa disfarçar, eu sou a escrava no final de tudo. É isso mesmo que eu sou. Essa fantasia que inventou é só algo para tentar me agradar e me fazer esquecer, talvez até descarregar um pouco a sua consciência. Mas estamos mentindo, não para os outros, mas para nós mesmos.

Ele ficou mudo. Era a forma dele de concordar. Então, soltei:

-Vou a varanda para tomar um ar."


Realmente fiquei sem reação, foi um tapa na cara. Tem momentos em que ela joga as coisas dessa forma. E é quando menos esperamos. Sempre!

Fiquei um tempo deitado na cama, matutando aquilo que ela dissera. Logo, decidi ir lá para fora com ela.

"Um pouco depois, Makoto me abraçou por trás e apoiou o queixo no meu ombro. Eu ia falar, mas ouvi antes:

-Se você quer ser minha escrava, será a minha escrava.

-Eu já sou, Makoto. - retruquei.

-Estou falando agora e aqui. Vamos acabar com essa nossa fantasia maluca, ou melhor, minha fantasia maluca.

-Pelo menos mantenha até o final da viagem. Foi a sua ordem.

-Estou retirando-a agora, Kazuko. - com tom de autoridade"

Essa foi uma das poucas vezes que nos comportamos como dono e escrava mesmo.

"Virei-me para ele.

-Por favor, não faça isso. Bem ou mal, eu estou me divertindo.

-Agora está se divertindo? Não pareceu quando falou lá no quarto.

Ele resolveu ser o meu dono justo logo? Deve ter ficado puto pelo que eu disse. Resolvi ser sincera:

-Eu só não me diverti... Ainda agora.

-Quer dizer que o sexo foi ruim?

-Não. Só foi rápido. - a última palavra saiu mais aguda do que esperava.

-Culpa sua. - Makoto mudou sua feição, sorrindo - Me deixou com vontade!

-Até parece que fiz de propósito.

-E fez! Ficou me chamando para perto e ainda se assanhou nas minhas pernas. Não tinha como!

-Mas... Fazia parte da dança.

-Não! Fazia parte da sua sedução, provavelmente uma dança de acasalamento. - fiz careta - Eu vou te dar o que quer!

Pegou-me pela cintura e me beijou com vontade. Arrastou-me para o quarto de novo e tirou a única peça que vestira de novo: a calcinha. Ele acariciou, apertou, lambeu e mordiscou meus seios, alternando ente um e outro. Depois vieram dois dedos lá embaixo, que brincaram um pouco comigo. E eu fui surpreendida, outra vez, pela língua de Makoto passando pelo meu clitórias. Lambia, mordia e chupava aqui e ali. Mas ela não permitiu que eu fosse ao ápice.

-Não vai gozar sozinha, amor.

Amor? Amor?! Isso está indo longe demais!

Penetrou com uma facilidade e fez os movimentos de vai-vem habituais. Depois de alguns minutos, parou e me chamou:

-Será que podemos fazer de outro jeito?

-E qual seria?

Ajeitou-me, me fazendo ficar igual a um cachorro, ou como dizem: de quarto. E continuou dali. E eu gemi mais alto em cada estocada que ele dava. E consequentemente, gozamos juntos.

-Satisfeita agora?

Eu não tinha forças para responder, o que ele entendeu como sim. Larguei-me na cama e apaguei em segundos. Só levantei para escrever aqui. Voltarei a dormir agora.

Até!"


Fechei o diário, desliguei as luzes e também dormi rápido.

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