Olá e boas-vindas a mais uma edição extra do boletim de Anelândia!
Esta até poderia ser uma versão normal da newsletter, mas acho que essa temática é mais raiva pessoal minha do que falar sobre o mundo autoral num geral. E assim, quero apenas evitar a fadiga, desabafar em paz e colocar de novo às edições normais no final do mês; mas sem deixar vocês muito tempo sem atualização.
Vai se parecer muito com o que acabo fazendo num dos meus blogs, só que isso é detalhe.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
Esta até poderia ser uma versão normal da newsletter, mas acho que essa temática é mais raiva pessoal minha do que falar sobre o mundo autoral num geral. E assim, quero apenas evitar a fadiga, desabafar em paz e colocar de novo às edições normais no final do mês; mas sem deixar vocês muito tempo sem atualização.
Vai se parecer muito com o que acabo fazendo num dos meus blogs, só que isso é detalhe.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
Uma reflexão sobre tropes literárias...
Acho que é mais do que sabido nessa atualidade autoral e de divulgações de livros num geral que uma coisa que muitos leitores procuram hoje são sobre alguns clichês específicos, ou melhor, por tropes específicas.Imagino que essa ideia surgiu justamente com a explosão das fanfics no comecinho dos anos 2000 - que não foi o foco da minha pesquisa de TCC, por isso que não sei - e que foi tomar mais forças dentro do mundo literário depois da pandemia.
Porque antes os outros autores divulgavam seus livros através da sinopse e até tinha o meme de que era mais difícil escrevê-la do que a história em si. Até tinham os clichês que faziam parte, porém eles eram uma coisa mais secundária na divulgação.
Não sei em que momento chegamos que isso acabou por se inverter e agora usam esses detalhes como o principal da divulgação e o próprio enredo em si fica como algo em segundo plano.
E é sério… Isso me irrita de uma forma muito desproporcional!
Porque eu tenho a sensação de que as divulgações só cumprem uma espécie de checklist para agradar leitor que não sabe procurar coisa ou só é preguiçoso e não lê 5 linhas de sinopse.
É tipo: Meu livro é enemies to lovers; só tem uma cama; found family…
Tá legal! Mas, qual é a história? Quem são os personagens? Qual é o pano de fundo para que tudo isso aconteça? Como tudo se desenvolve?
Alguns livros podem ter as mesmas tropes, mas a forma que vamos trabalhar com elas vai mudar bastante de autor para autor. São apenas umas ideias base e que são desenvolvidas durante o livro… Só que a maioria acaba por não entender isso.
O problema não são usá-las, mas transformar a divulgação e a forma de contar a história numa coisa tão simplista como apenas uma lista de tarefas literárias.
Talvez seja culpa da escrita ter se tornado ainda mais comercial, principalmente depois da pandemia… Ou só uma síndrome de pessoas preguiçosas que não sabem mais procurar um livro/história usando os recursos que já existiam, como a capa, o título e a própria sinopse.
Parece que até a leitura, que era uma coisa até mais profunda, se tornou só mais um lugar em que não se deposita mais a atenção devida e só quer receber aquela dopamina rápida - que são as cenas que tem a ver com a bendita trope - e não aproveitar as outras nuances da história, os momentos de altos e baixos da história. Porque a leitura é justamente isso!
Antes de fecharmos, só lembrando que o problema não são as tropes em si e sim a maneira que elas estão sendo usadas.
E eu, como uma autora que gosta de ir contra a curva (só por rebeldia mesmo e porque é o meu estilo) acabo sofrendo porque eu escrevo coisas fora dessas ideias em algumas das histórias e como que eu faço para divulgar? Não faço né?!
Enfim, pessoal, vou terminando essa edição bônus por aqui.
Espero que tenham me entendido e espero não sair cancelada por essa internet por conta disso.
Até o próximo Boletim de Anelândia!
