sexta-feira, 29 de maio de 2026

Boletim de Anelândia: #46 - Charmosinha, a cidade das flores (Falando sobre uma das cidades fictícias)


Olá e boas vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Hoje falarei sobre a cidade fictícia que eu criei para as minhas histórias, que é Charmosinha.
Eu costumo usar cidades reais ou, na verdade, nem citar um local específico; só que em certo momento surgiu esta querida que eu falarei hoje.
Sem mais enrolar, segurem na minha mãozinha e vamos!

De onde veio o nome?

Bom, o nome surgiu inspirado no nome “Charming”, que é um nome de cidade bem comum nos EUA. Acabei que entrei em contato com ele na série Sons of Anarchy - que eu tentei muito e ainda sobrevivi uma temporada inteira com tédio - e por se tratar de uma cidadezinha de interior fiquei imaginando como seria se essa cidade fosse no Brasil.
Como eu estava vendo a série com digníssimo, ela disse que traduzir o nome ficaria como “Charmosinha” e eu, na minha cabeça de escritora, pensei: Esse nome tem muito carinha de cidade lá no interior de Minas Gerais.
E foi assim que nasceu Charmosinha, que acabou virando o pano de fundo para algumas coisas que já escrevi e estou escrevendo, ou seja, temos um Universo de Charmosinha.
Vou falar sobre essas histórias abaixo.

Só para constar, as histórias são...

Amores Perfeitos - Conto (tem essa flor como ponto de enredo)

Este foi o primeiro conto ambientado em Charmosinha, que nessa época nem tinha nome e admito: coloquei no universo depois. (Mas, aí faz parte!)
Como o nome sugere, a flor de inspiração é a Amor-Perfeito e conta a história de um florista e um escritor que acabam por se encontrar e se relacionar por causa tanto da flor quanto por um livro que precisa ser escrito.
Foi um dos tantos contos que eu escrevi pro Café com Letra e esse era justamente com a temática das flores.
Alias, eu amo muito este conto!


A Pura do Nota do Girassol - Conto (mesma coisa)

Essa daqui é a história que escrevi para um projeto especial e como a Minorin tem o Girassol como a sua flor, por que usar Charmosinha né?
Aqui foi a primeira vez em que eu citei diretamente o nome da cidade; deixando claro que a história se passa na cidade e eu também estabeleci o grande evento anual da cidade: Festival das Flores.
Nessa história temos uma perfumista que vai passar um tempo na casa dos tios, que moram e trabalham com girassóis na cidade.
Durante a história, a personagem encontra a inspiração para ajudar o negócio da família, usando a sua percepção para cheiros e criação para tal.
Aqui neste história, já temos o crossover de duas histórias e sobre ela que falarei agora.


Destinos Florescentes - que tem as Tulipas como a flor da família da protagonista

Um projeto atual que eu tenho um carinho enorme, mas ele está sofrendo pela minha vida ter mudado bastante nesses últimos tempos e eu simplesmente não consigo parar para escrevê-la.
Temos uma edição falando sobre ela, bem antes de eu começar oficialmente a história; mas eu falo aqui também para quem não conhece.
Destinos Florescentes conta a história de Ana Maria e de Dimas; ela sendo nascida e criada em Charmosinha, enquanto ele é do Rio de Janeiro. Só que os dois acabam se encontrando numa situação não muito legal - que é bem problemática no livro - e os dois precisam lidar com as consequências disso.
Neste aqui temos a Tulipa (uma das minhas favoritas), que é a flor que a família de Ana cultiva… Ou cultivava! O evento favorito do ano dela é justamente o festival!
É uma história que ainda estou desenvolvendo, porém já posso adiantar que eu vou tentar tirar os problemas que as inspirações para ela acabaram por trazer. Para quem não sabe, é inspirada num dos meus dramas favoritos.
E bem, tem uma cena em comum entre este livro e o conto do girassol. (Os catadores de referências vão pegar bem fácil!)


Eu chamei de Cidade das Flores e é mesmo!

Deu para perceber que todas as histórias envolvem algo relacionado a uma flor!
Acabou que naturalmente que Charmosinha, de um nome inocente e bem carinha de Brasil (e de Minas Gerais) se tornou a Cidade das Flores.
Eu adoro esse pequeno universo que eu criei, situado no interior e que ambienta histórias das quais tenho um carinho enorme e que eu amei escrever.
Ainda não sei se teremos mais histórias se passando nessa pequena cidade de tamanho, mas grande de criatividade.
Com certeza, se essa cidade existisse, eu ia muito visitar e passar alguns dias; no comércio e também nas tantas fazendas e plantações de flores que existiriam por lá.

Bem, pessoal, é isto!
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a cidade de Charmosinha.
Até o próximo Boletim de Anelândia!

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Boletim de Anelândia: #45 - Pequenas regras de autor (E como eu as odeio)


Olá, pessoal! Como vão?
Sejam bem-vindos a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Cá estou eu hoje para falar sobre mais um assunto meio polêmico que faz parte dessa vida de ser autora e que desde sempre me incomoda bastante.
Vou falar sobre como algumas pessoas instituem alguns pequenas regras para autores e como elas me incomodam muito.
Segurem na minha mãozinha e vamos!

Como eu encontrei essas “regras”

Antes de entrarmos nas questões que me incomodam, vou comentar porque elas acabam fazendo isso comigo.
Boa parte dessas coisas acabei por entrar em contato justamente por ser uma autora muito presente online, principalmente no começo dos anos 2010, que foi quando eu publiquei minhas primeiras histórias no Nyah e no Wattpad. Eu era muito presente em grupos de autores e leitores desses sites; acabava que o pessoal trocava e compartilhava bastante e pedia algumas dicas uns aos outros, ainda mais porque a maioria eram de autores iniciantes e que ainda estavam aprendendo muitas coisas sobre escrita e criação de histórias.
E infelizmente, a ignorância faz com que a gente pense certas coisas que não são verdade!
Eu, com um pouco mais de bagagem mesmo naquela época, já ficava muito incomodada! Tanto que até hoje me sinto assim, na mesma escala e é por isso que temos essa edição de hoje.


Minha cara vendo os outros "cagando regra" na escrita dos outros!

Algumas coisas que me incomodam são…

Limitar a quantidade de capítulos ou palavras que uma história deve ter

A primeira barreira que muitos se deparam é justamente qual o tamanho que a história deve ter, em quantidade de palavras mesmo! Claro que existe uma média, mas só para determinar se vai ser um conto ou um romance, por exemplo.
Só que, em alguns casos, alguns autores pensam que é regra ter que escrever capítulos curtos ou capítulos longos e que o contrário é justamente o “errado”.
Pensar que a história vai ficar cansativa ou mal desenvolvida só por conta de uma quantidade de palavras a mais ou a menos. 

Limitar os tipos de nomes dos personagens

Essa daqui eu sofri pessoalmente, porque eu escrevo histórias com personagens com nomes de origem asiático; o DEA tá aí de prova.
E admito que muitas pessoas que estavam presentes nesses grupos não foram ler algumas das minhas histórias só porque os personagens tinham nomes diferentes do “convencional”.
Diziam que se somos brasileiros, os personagens tinham que ter nomes considerados mais comuns. Sendo até mais aceitável alguns nomes que vemos nas outras mídias, como nomes americanos.

Local em que a história se passava

Esse aqui também me enlouquecia, mas mais pela indecisão.
Alguns diziam que, por sermos brasileiros, devíamos escrever histórias ambientadas em nosso país. Enquanto outros até aceitavam os dramas escolares de ensino médio exatamente no local em que se pensa ao se falar sobre isso.

Limitar quais temáticas devem ser escritas (isolar em tropes)

Esse aqui foi tema da última edição bônus que eu escrevi. Mas, o pessoal também ficava muito isolado com relação aos clichês que deveriam ser escritos. Tudo bem se for uma questão de preferências, mas não era só isso!
Mas, não vou me alongar muito neste, deixo a edição bônus para vocês lerem!

Estipular como deve ser o comportamento de divulgação de um autor na rede

Esse aqui foi também uma que eu recebi um ataque pessoal, justamente por causa do Moda Personagem. Ainda lembro a pessoa dizendo que se eu quisesse ser uma “autora sério” eu não deveria me sujeitar a este papel.
Ainda vou fazer uma edição sobre ser uma autora cronicamente online, mas ainda acho que toda essa cultura de redes sociais já acaba por nos podar e ser uma “regra” terrível.

Essas pequenas regras só servem mais para atrapalhar do que para ajudar…

E isso me irrita em níveis que nem sei descrever!
Mas, de verdade, as pessoas julgavam muito só pelos aspectos que citei acima. Fico imaginando realmente uma pessoa que estava começando ali e queria escrever uma história legal e ter leitores se deparando com a essa quantidade - porque tinham mais algumas que eu não citei aqui - e pensando em como que ela vai fazer.
Em especial o ambiente das fanfics, na minha humilde visão, sempre foi mais sobre explorar e se descobrir dentro do mundo da escrita. 
Acredito que essas pequenas regras, que são criadas meio que sem contexto ou sentido alguns. acabam mais por atrapalhar e limitar esses novos autores do que ser um auxílio.
Claro que existem algumas pequenas “regras”, mas creio que na escrita seja algo mais como um guia - igual quando eu escrevo o “Dicas para Escrever” - do que como realmente um grande manual a ser seguido passo a passo.
Por favor, autores novatos, parem de ouvir os conselhos dessas pessoas e explorem o que vocês quiserem! Escreva do tamanho que quiserem, no local que quiserem, com os personagens que quiserem. 
Ser autor é se libertar e não se prender! Livrem-se dessas regras!

Vamos só ler ou escrever nossos livros e ser felizes!

Bem, pessoal, é isto para a edição de hoje. Estou sempre cutucando em vespeiros nessa newsletter.
Espero que tenham gostado!
Até o próximo Boletim de Anelândia!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Boletim de Anelândia: Bônus #12 - Tá, mas a história é sobre o quê? (Por que tropes literárias me irritam)


 
Olá e boas-vindas a mais uma edição extra do boletim de Anelândia!
Esta até poderia ser uma versão normal da newsletter, mas acho que essa temática é mais raiva pessoal minha do que falar sobre o mundo autoral num geral. E assim, quero apenas evitar a fadiga, desabafar em paz e colocar de novo às edições normais no final do mês; mas sem deixar vocês muito tempo sem atualização.
Vai se parecer muito com o que acabo fazendo num dos meus blogs, só que isso é detalhe.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
 

Uma reflexão sobre tropes literárias...

Acho que é mais do que sabido nessa atualidade autoral e de divulgações de livros num geral que uma coisa que muitos leitores procuram hoje são sobre alguns clichês específicos, ou melhor, por tropes específicas.
Imagino que essa ideia surgiu justamente com a explosão das fanfics no comecinho dos anos 2000 - que não foi o foco da minha pesquisa de TCC, por isso que não sei - e que foi tomar mais forças dentro do mundo literário depois da pandemia.
Porque antes os outros autores divulgavam seus livros através da sinopse e até tinha o meme de que era mais difícil escrevê-la do que a história em si. Até tinham os clichês que faziam parte, porém eles eram uma coisa mais secundária na divulgação.
Não sei em que momento chegamos que isso acabou por se inverter e agora usam esses detalhes como o principal da divulgação e o próprio enredo em si fica como algo em segundo plano.
E é sério… Isso me irrita de uma forma muito desproporcional!
Porque eu tenho a sensação de que as divulgações só cumprem uma espécie de checklist para agradar leitor que não sabe procurar coisa ou só é preguiçoso e não lê 5 linhas de sinopse.
É tipo: Meu livro é enemies to lovers; só tem uma cama; found family…
Tá legal! Mas, qual é a história? Quem são os personagens? Qual é o pano de fundo para que tudo isso aconteça? Como tudo se desenvolve?
Alguns livros podem ter as mesmas tropes, mas a forma que vamos trabalhar com elas vai mudar bastante de autor para autor. São apenas umas ideias base e que são desenvolvidas durante o livro… Só que a maioria acaba por não entender isso.
O problema não são usá-las, mas transformar a divulgação e a forma de contar a história numa coisa tão simplista como apenas uma lista de tarefas literárias.
Talvez seja culpa da escrita ter se tornado ainda mais comercial, principalmente depois da pandemia… Ou só uma síndrome de pessoas preguiçosas que não sabem mais procurar um livro/história usando os recursos que já existiam, como a capa, o título e a própria sinopse.
Parece que até a leitura, que era uma coisa até mais profunda, se tornou só mais um lugar em que não se deposita mais a atenção devida e só quer receber aquela dopamina rápida - que são as cenas que tem a ver com a bendita trope - e não aproveitar as outras nuances da história, os momentos de altos e baixos da história. Porque a leitura é justamente isso!
Antes de fecharmos, só lembrando que o problema não são as tropes em si e sim a maneira que elas estão sendo usadas.
E eu, como uma autora que gosta de ir contra a curva (só por rebeldia mesmo e porque é o meu estilo) acabo sofrendo porque eu escrevo coisas fora dessas ideias em algumas das histórias e como que eu faço para divulgar? Não faço né?!

Enfim, pessoal, vou terminando essa edição bônus por aqui.
Espero que tenham me entendido e espero não sair cancelada por essa internet por conta disso.
Até o próximo Boletim de Anelândia!
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