quarta-feira, 18 de março de 2026

Boletim de Anelândia: #44 - (Re)buscando a rotina de escrita (Novas rotinas e criatividade)


 
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Sei que a edição acabou atrasando, mas foi por motivos pessoais, em resumo de uma troca de trabalho e que ironicamente vai acabar combinando bastante com a temática que vou falar hoje.
Eu queria falar desse tema antes de toda a treta que aconteceu comigo no final de janeiro/início de fevereiro (que eu comentei num dos meus blogs) e justamente agora que aconteceu tudo isso, acho que o tema vai ficar mais interessante.
Hoje falarei sobre uma das coisas que tem me afetado bastante como autora, que é tentar encaixar o ato da escrita dentro da minha rotina.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!


O Momento da Escrita dentro da rotina

Não sei que com todos os autores é assim, mas comigo é preciso quase todo um ritual para eu poder escrever. Realmente a hora de escrever é uma coisa bastante importante, porque eu preciso me concentrar, me preparar, me isolar dentro da minha mente criativa e finalmente assim poder escrever.
Podemos chamar carinhosamente de: O Momento da Escrita. E acredito que ela deve ser feita realmente de uma maneira que não dependa tanto de uma inspiração externa, mas como um pedaço da rotina, mais uma tarefa dentro de tantas outras.
Porque, nessa fase da minha vida, em que encaro a escrita como uma segunda profissão, preciso também desse momento em que vou trabalhar nos meus livros.
Acredito que todos os autores poderiam fazer isso, fica mais fácil para lidar com questões externas que podem atrapalhar.

Meus hábitos de escrita, de acordo com a época da vida

Já passei por diversas fases em que eu tinha uma rotina de escrita diferente, porque inclusive, como falei acima, a forma que eu enxergava a minha escrita era bem diferente.
Quero falar um pouco sobre como era cada uma delas, só pela nostalgia.

Começo da adolescência

Quando comecei nessa aventura de ser escritora, eu fazia de maneira bem esporádica e normalmente até nos finais de semana.
Na verdade, a característica desse período é de que não havia uma rotina, escrevia quando dava ou quando tinha vontade e inspiração.
A autora que costumava escrever nos horários mais inapropriados! 

Ensino Médio/Faculdade

Com o avançar da idade, fui tomando gosto pela escrita e eu fazia uma coisa “bem feia, acabava por escrever em diversos momentos durante as aulas.
Alguns dos meus primeiros livros, como o JV e O Diário da Escrava Amada foram escritos durante aqueles momentos tediosos em que não se faz nada sentado na carteira. Como não tinha celular para poder me ocupar, sempre tinha umas folhas extras - de refil de fichário - ou até um caderno. Eu só pegava uma caneta ou lápis, colocava na mesa e me isolava no meu mundinho de escritora enquanto as palavras iam preenchendo o papel.
Ainda me lembro que um dos meus capítulos favoritos do DEA - o famoso capítulo 35 - escrevi durante uma aula de estatística. (Não cheguei a terminar, pois a aula acabou na melhor parte do capítulo e eu terminei em casa depois.)
O fatídico capítulo que escrevi na aula!

Pós-faculdade/Trabalhando

Quando deixei de estudei e passei a trabalhar, o tempo livre em aulas acabou sumindo, então tive que achar outro bom momento para poder escrever.
Como trabalhava o dia inteiro e nos dias de folga acabava por ter outros compromissos, deixava para escrever no final da noite, lá pelas 22h ou 23h.
Meus livros após 2019, ou seja, durante a pandemia (e depois também) acabei por fazer assim e boa parte do 12 Meses com Minorin acabei por escrever depois das 22:30h e na maior parte dos dias morrendo de sono e precisando acordar cedo no dia seguinte e enfrentar o transporte cheio.
Mas, era um dos poucos horários em que a casa dos meus pais ficava mais quieta e eu conseguia colocar uma música no fone, sentar com meu notebook velhinho na cama - ou às vezes no meu computador - e escrever nem que fosse por meia hora.
 





Tentando voltar à rotina após a mudança

Como é sabido, agora eu estou morando na minha própria casa, junto com digníssimo. Então, muitas coisas mudaram e acabou que a minha rotina de escrita acabou sofrendo com isso.
Ainda está sendo um período de muitas adaptações e eu só digo isso, porque eu realmente ainda não encontrei o melhor momento de tirar o meu momento para poder escrever.
Pode até soar um pouco egoísta da minha parte, mas eu preciso estar sozinha para poder conseguir escrever. Sei que durante muitos anos fiz com pessoas perto, mas eu ainda assim conseguia me fechar na bolha… Eu preciso desse momento de me isolar e realmente poder me concentrar, pensar e escrever o livro.
Só que, é meio complicado fazer isso quando tem uma pessoa que sempre está sentada do seu lado e costuma, quando você está super empolgada, acabar te chamando e quebrar todo o seu ritmo e fluxo.
Não é uma hipótese, se eu estou falando é porque acontece! Não falando mal do meu marido, longe disso, mas, indiretamente, ele acaba atrapalhando. E olha que isso é quando escrevo postagens do blog, imagina com meus livros.
Tudo bem que, com a mudança, a minha criatividade praticamente desapareceu. E eu ainda estou tentando recuperá-la!


É tudo um processo e que vou achar a solução

Ironicamente, cheguei a comentar sobre esse tema numa das minhas sessões recentes de terapia, porque eu comentei sobre as metas do ano e comentei o que falei logo acima.
E agora acabou que a minha rotina mudou toda de novo, para me ajudar ainda mais.
Uma coisa que aprendi nesse tempo todo é que existem épocas e épocas. As últimas vezes em que escrevi, senti que tudo fluiu bem. Uma vez foi em Agosto de 2025, quando finalmente escrevi mais uma parte de Destinos Florescentes; e em Novembro, quando eu escrevi os dois textos especiais pelos meus 20 anos como autora - o conto Mensagem e Essência Adormecida.
Acho mesmo é que eu vou voltar a escrever meus livros na força do ódio. Tirando novamente os horários da noite ou até de manhã, antes ou depois de eu ir pro trabalho.
Enfim, eu ainda vou reencontrar essa rotina e transbordar ainda mais a criatividade que acho que nunca acaba (ainda bem!).
Eu fingindo que tá tudo bem, mas eu tô é puta por não conseguir escrever!
 
Bem, pessoal, espero que tenham gostado do Boletim de Anelândia de hoje.
Até a próxima!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Boletim de Anelândia: #43 - Novidades para 2026 (“Serase“ vem aí?)


 
Olá, pessoas! Boas-vindas a primeira edição do Boletim de Anelândia de 2026.
E nada mais justo do que falar sobre as novidades que estou planejando para o ano.
Eu espero que desta vez eu consiga fazer algumas delas, porque nos últimos anos têm sido complicado.
Então, já vou deixar adiantado aqui que são só minhas vontades com meus livros, espero conseguir cumprir!

Não são muitas coisas, mas vamos lá!

Publicação da Contemporânea Erótica (E-book e Físico)

Mais uma publicação que já faz uns bons anos que estou adiando.
É uma história que me acompanhou na época da pandemia e mesmo não sendo das mais diferentes que eu escrevi, tenho um carinho enorme.
Por se tratar de outro livro erótico, é bem capaz de ter um público legal.
Ainda vou terminar a revisão e lançar primeiro em versão digital e depois fazer a versão física. E já adianto que estou com ideias para deixar a diagramação mais bonita e que vai dar um trabalho danado.
Espero que dê tudo certo!


“12 Meses com Minorin” - Edição Física Especial (Limitada)

Este aqui eu estava com vontade de fazer desde que eu acabei o Projeto e ficou ainda mais presente depois de que escrevi o 13º Conto Especial.
E como foi um bastante especial e para comemorar ainda mais os 20 anos como escritora, quero fazer uma edição física totalmente especial e limitada.
Ainda não sei como vou fazer isso! Se vou deixar o livro a venda tipo na Uiclap ou no Clube dos Autores; ou se eu produzo uns 10 exemplares e deixo para quem quiser comprar e vão ser só esses sabe?
Eu já tenho uma parte da diagramação feita, só tenho que terminar. E já adianto, o livro não vai ser pequeno, a começar que o conto de Outubro é imenso. haha
Confesso que estou ansiosa para fazer! (Mais pela vontade de ter os contos compilados e bonitinhos do que qualquer outra coisa.)


Continuar publicação gratuita de Destinos Florescentes (e a escrever também)

Outra ideia é retornar os projetos de escrita e não só os de publicação.
A história que estou disponibilizando de forma gratuita atualmente - e já faz um bom tempo sem atualização - é Destinos Florescentes.
Uma história que ainda está me conquistando, só que a pobre tá sofrendo para que eu a escreva… O que eu falei na edição sobre ela foi antes de eu escrever.
Uma das ideias deste ano é continuar a escrevê-la, dando o carinho que ela merece; postando também os capítulos para quem quiser continuar acompanhando a história inspirada no meu drama asiático favorito.


Continuar escrever ASA e JV4

É um ano em que eu quero escrever muito também!
Comecei o JV4 numa NaNo, mas só escrevi o comecinho da história. É uma série que é bastante divertida de escrever e que faz muito parte do meu eu autora. (Foi com o Jimmy que eu descobri que amo narrar usando voz masculina e é sobre!)
Vai acontecer mais coisa na vida do pobre Jimmy, mas prometo que vai ser mais light que o 3º livro… Porque não tem existe nada pior do que aquele genitor insuportável!
E quero, em honra ao meu escritora (e a Anelise criança) continuar a escrever, ou melhor, reescrever o meu primeiro livro e que sinto que nunca falo o suficiente, que é As Super Agentes.
No meio da pandemia também comecei a nova versão, mas ela acabou ficando paralisada. Preciso reler, revisar, arrumar algumas coisas que meu editor - vulgo meu marido - pediu e continuar escrevendo essa histórias e esses personagens que cresceram comigo e que eu conheço tanto.
A minha intenção é adiantar essas histórias, mas se eu conseguir terminar, vou ficar muito feliz!

A minha cabeça quando penso na quantidade de coisa que quero escrever em 2026!
 


Bem, pessoal, é isto!
Perdoem eu ser essa autora relapsa ou só uma autora que tem um trabalho para poder ser escritora (o que dá um tema para uma edição)!
Quem sabe traga algumas atualizações sobre o processo - como edições bônus além das tantas reflexivas que eu escrevo por aqui.
Espero que tenham gostado de saber das novidades pro ano!
Até o próximo “Boletim de Anelândia”!  

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Boletim de Anelândia: #42 – Se eu não fosse autora... O que eu seria afinal? (Meus hobbies fora dos livros)


 
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
A última edição deste ano de 2025 e de mais uma ideia que faz parte das tantas aleatoriedades que eu sou.
Hoje não vou falar sobre escrita, mas sim sobre outras coisas que eu gosto de fazer. Então, sim, vou falar hoje sobre alguns dos meus tantos hobbies.
Enfim, vamos lá!

A pessoa com hobbies demais

Desde muito novinha, sempre gostei de fazer diversas coisas diferentes.
Na infância, eram só umas brincadeiras muito criativas e que eu ficava interpretando pequenas peças e me enrolando em panos para fingir que era um figurino.
Depois, fui adquirindo diversos gostos e eles se tornaram tantos que nem chega a dar tempo de fazer tudo. Haha 
Não que obrigatoriamente precisamos fazer todos os hobbies todos os dias, mas é que a vontade de fazer todos me deixa indecisa do que realmente farei.
Costumo brincar que eu sou uma pessoa que tem hobbies demais e se der mole ainda vou adquirindo outros. Talvez seja culpa da minha alma criativa e entediada demais ao mesmo tempo e acaba que eu preciso colocar isso para fora de alguma forma. 
O resultado: 300 mil hobbies diferentes! 

Alguns deles são… 

Costura/Bordado 

No começo da minha pré-adolescência, acabei aprendendo alguns pontos de bordado junto com a minha avó, num curso gratuito na igreja. Eu lembro de ter gostado muito, mesmo não desenvolvendo muito além do vagonite e do ponto de cruz. 
Hoje em dia, quando quero dar um presente legal ou só relaxar um pouco, acabo fazendo uma toalhinha bordada. 
E relacionado, nessa mesma idade tinha vontade de fazer moda. Só que a fui vetadíssima por mamãe e ficou por isso! 
Uns bons anos depois, quando comecei a trabalhar no Lar Fabiano de Cristo e dar aula para turmas de diversos cursos e dentre eles está a Costura. E lá pela pandemia e o ritmo de aulas mais lento que eu finalmente aprendi a costurar, fazendo não sei quantos panos de prato e agora eu fico inventando roupa para poder fazer. 
Confesso que tem dias que até me frustro bastante porque realmente há uma inabilidade minha e a pobre da minha professora fica tentando consertar as merdas que eu arrumo. (Pior que eu entendo bem a modelagem, eu me embanano na hora de montar as coisas!) 
Apesar disso, eu gosto do resultado depois de tanto trabalho e estresse. 


Leterring 

Esse eu também descobri lá pela pandemia. Sempre gostei de desenhar letras, desde o ensino médio. 
Nunca fui uma boa desenhista, mas descobri que a arte de desenhar letras é bem divertida! 
De vez em quando, em momentos de tédio no trabalho acabo rascunhando alguns inspirados em letras de músicas que gosto. 
E ainda quero continuar o projeto de lettering com trechos dos meus livros! 

 

Jogar jogos 

Esse eu gosto desde criança, mas confesso que nunca fui muito boa. 
É muito bom chegar num final de noite, ligar o vídeo game ou abrir no computador algum jogo e se perder por horas e mais horas jogando. 
Ainda lembro um dia em que estava de férias e eu perdi a noção do tempo jogando. Tão distraída e absorta em apertar botões num controle e é sobre! 

Assistir séries, animes, dramas 

Outra coisa – acredito que esse seja um dos mais comuns – que eu gosto de fazer é sentar e assistir alguma coisa. Dentre minhas escolhas ficam séries, filmes, doramas e animes. Depende muito do meu humor ou vontade do dia! 
E nessa era de sempre ficar no celular, eu prefiro deixá-lo de lado e prestar plena atenção no que estou assistindo! 
É muito gostoso inclusive quando a gente perde a noção maratonando alguma série, passando um episódio atrás do outro. 

Leitura (Livros, mangás, coisas…) 

E como uma boa escritora (que eu acredito que sou) também sou uma boa leitora. 
Além dos livros, dentre minhas leituras também tem mangás, manhwa, fanfics e etcs. 
Algumas delas são de um caráter bem duvidoso, ainda mais quando escolho alguns mangás obscuros. 
É maravilhoso quando uma história acaba te prendendo e você simplesmente não consegue largar e fica triste quando termina.
 

Um dia a escrita também foi, mas virou algo mais 

Uns bons anos atrás, quando eu era adolescente e comecei a escrever, encarava como mais um hobby, porque eu realmente fazia por diversão. 
Quantas histórias eu passei as minhas aulas do ensino médio escrevendo; com tanta criatividade e ao custo de muitas canetas, lápis e folhas. 
Em certo momento no final da adolescência e começo da vida adulta que eu percebi que era boa nisso e decidi tornar uma carreira. 
Apesar de ainda escrever em blogs como hobby e muitas das histórias ainda por puro surto, já encaro essa coisa de escritora com mais responsabilidade. 
E acho que fica bem claro pela quantidade de coisas que já falei no Boletim de Anelândia e todas as coisas que conquistei como autora desde então. 
Os lendários cadernos onde estão meus primeiros rabiscos de livros.
 

Se não fosse autora, eu seria… 

Confesso que eu já me fiz essa pergunta mais vezes do que eu gostaria! Ainda mais porque vivemos num lugar em que se conseguir viver disso é mais a exceção do que a regra.
Só que, por outro lado, a escrita já faz parte da minha vida há tanto tempo que eu não consigo me enxergar fazendo outra coisa.
Meio piegas dizer isso, mas mesmo que seja secundário - quase terciário -, ser autora vai continuar sendo um trabalho/profissão.
Meu sonho é que um dia é que eu consiga viver da minha escrita, mas por enquanto vou seguindo nas outras coisas que eu tenho afinidade, como ser professora, por exemplo.
A ironia de que eu descobri, ou melhor, desenvolvi uma aptidão em dar aulas.
Ou até usando da escrita para poder trabalhar com jornalismo - que é a minha outra formação.
Enfim, eu tenho várias opções que posso escolher quando as pessoas me perguntarem com o que eu trabalho… Já para a maioria ser escritora não é trabalho, mas sim uma coisa paralela né?
O povo só acha chique que conhece escritor, porque apoiar mesmo… É triste a vida da autora nacional!
(Isso dá mais um tema pro Boletim!)

Só veem o livro lindo e cheiroso e não sabem o trabalho que dá!


Bem, pessoal, é isto!
Muito obrigada por acompanharem o Boletim de Anelândia durante todo este ano de 2025, mesmo eu falando tanta coisa aqui.
Quero desejar a todos um Feliz Natal atrasado e um ótimo 2026.
Espero que meus planos de lançamentos não precisem ser adiados de novo. haha
Até 2026 e a próxima edição da newsletter!

Obs: Sei que tá no sub-título desta edição “fora dos livros” mas vocês entenderam!  

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