segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Boletim de Anelândia: #47 - A autora que não vende (lidando com a frustração na participação de eventos)


Olá e boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Sei que fiquei ausente nesses últimos meses e não tivemos nada novo, foi porque a minha vida ficou um caos e aconteceram bastantes coisas, dentre elas o meu casamento (e a lua de mel) e outras que não quero comentar por aqui.
O que importa é que agora eu estou de volta e já trago mais uma edição polêmica e reflexiva também. Então, peguem na minha mãozinha e vamos lá!

Última participação do Encha Seu Kindle

Para quem não sabe, no último dia 13 de Agosto aconteceu mais uma edição do Encha Seu Kindle, que é um evento que muitos autores deixam seus livros de graça ou em promoção.
Como acontece desde a 1º edição - que foi em 2024, se não me engano - coloquei alguns dos meus livros/contos gratuitos e pela primeira vez, coloquei alguns em promoção; que foram os três volumes de As Aventuras de Jimmy Wayn e também O Diário da Escrava Amada.
Em resumo, talvez por a minha eterna falta de divulgação, (porque eu estou muito desanimada com diversas coisas que aconteceram) acabou que apenas os livros gratuitos foram “vendidos”, enquanto os em promoção não vendi nenhum!
E foi justamente o que aconteceu nesse evento que me despertou a ideia para essa edição, porque não foi a primeira e nem vai ser a última em que eu participo de eventos e saio sem nenhuma venda.
Só para contabilizar, eu tive cerca de 550 downloads dos meus livros, vou deixar a tabela abaixo. Se for comparar com outros anos, foi bem abaixo do que eu estava esperando.

Eis os gráficos mais ou menos flopados! 
 
Admito que fiquei um bocado chateada e frustrada, tanto que cheguei a desabafar nas minhas redes sociais e que me deixaram muito reflexiva sobre muitas coisas, como sempre acontece e como tem me ocorrido com um cadinho mais de frequência nesses últimos meses.
 

Eventos que investi e não vendi NADA

É mais fácil eu listar eventos em que eu fui e vendi alguma coisa, sendo bem honesta! É bem triste falar isso, mas é verdade!
Alguns dos feirões lá do Lar Fabiano, só fui vender lá mesmo quando levei livro de promoção (e que não eram os meus)! Só que nos primeiros anos foi uma lástima!
Eu já até sabia que ia ser mais mostrar o trabalho do que vender mesmo, aí eu levava um livro de cada e não sofria para votar com peso na 
Alguns eventos literários que participei também. Ou porque o evento foi mal divulgado ou era um evento mais fechado ou porque realmente meu livro acaba não atraindo todos os públicos.
Acontecia muito de outro autor acabar comprando livro, mais como uma troca!
Não vou citar todos os eventos nominalmente para evitar a fadiga, mas é muito complicado vender em feiras. A que eu mais vendi mesmo foi a Bienal e olhe lá!

Quem olha a carinha sorridente nem imagina a decepção que fica na cabeça!


Quem olha a mesa assim arrumadinha nem imagina o que se passa!


Quem não é visto não é lembrado

Vou ser honesta e realista aqui, sei que quem não divulga, quem não aparece acaba sendo “esquecido”. É aquele ditado que coloquei neste tópico!
Sei que não sou a melhor divulgadora desse mundo e sei que eu deveria participar de mais eventos. Sei que são só desculpas mesmo e eu quem tenho que resolver!
É aquilo: Sei como resolve, só me deixa reclamar um pouco!
Ainda me lembro o quanto eu fui dedicada e divulguei durante o lançamento do DEA e do JV1 e dos outros volumes também. Até em 2022 quando fiz os contos especiais e que eu estava dedicada em escrever e também em divulgar cada um deles.
Já coloquei carinho em muitos projetos, só que ambos já tem uns anos e bem, se você não é presente nas redes sociais, não divulga, não lança um novo livro todo ano… Não adianta nada!
O JV3 já bateu mais de um ano de lançamento e os outros livros que estão na Amazon estão lá há pelo menos uns 4 anos.
Infelizmente, as pessoas querem coisas novas e eu sofro muito por ser uma autora lenta nesse quesito.
Eu estou ausente da minha carreira de autora, tento reviver, mas é uma coisa que ainda vai me custar um tempo.
Realmente preciso reaparecer para que as pessoas lembrem que eu sou autora e que tenho histórias publicadas e que eles podem ler!

Será que meu livro é tão ruim que nem em promoção ou de graça as pessoas querem?

Outra questão que eu fico sempre me perguntando, tentando não ser injusta comigo é se realmente meu livros são ruins e que nenhum leitor tem interesse em lê-los!
É difícil não se comparar, ainda mais num mercado que é um bocadinho competitivo.

Voltando um pouco ao Encha Seu Kindle… Meus livros/contos eram mais mais um entre tantos que estavam ali.
Eu movo mundos e fundos para que os livros chamem atenção em poucos segundos no meio de tantos expostos; fazendo uma capa bonita e que condiz com aquela história, coloca uma sinopse que deixe a curiosidade e a pessoa tenha interesse.
Só que, sinceramente, eu me sinto apenas mais uma dentro desse mar, me sinto invisível.
Fico pensando se eu realmente sou boa nisso ou se eu só nasci para escrever histórias péssimas e que quando vão ler é só para deixar avaliação negativa.
(Assunto que rende até outra edição, porque sinto que não sabem mais fazer avaliação de livro!)
Talvez seja porque já coloquei esses mesmos livros de graça tantas vezes que provavelmente uma boa parte já adquiriu, mas em meio a tantos mais legais e interessantes, não foram atrás da leitura.
Todos esses pensamentos são apenas uma grande efeito dominó, que está se arrastando há um tempo; dando apenas essa reação em cadeia, onde a única culpada provavelmente sou eu mesma!
Eu tenho que pensar que eu sou capaz, que eu sei escrever bem, crio histórias e personagens cativantes e eu ainda vou encontrar o meu público! Pode ser que eu esteja procurando nos locais errados.
Porque se eu coloquei um livro no mundo, pode ter certeza que tem alguém que vai lê-lo e vai amá-lo, da mesma forma que eu amei escrever.

O problema é que esse caminho até lá não é tão fácil e eu tenho que percorrer mesmo assim!

Bem, pessoal, vou terminando essa edição de hoje por ai!
Engraçado que parece que eu vou escrever uma coisa bem deprê e acaba apenas saindo a minha dose de humor autodepreciativo e ao mesmo tempo que tenta ver as coisas com lógica e tenta também ser otimista!
Imagino quem apenas lê os títulos das edições e não vem ler… Deve pensar tantas coisas e não é nada do que eu escrevo aqui.
Alias, estava com saudades de escrever os Boletins.
Mas, como não coloquei pressão de ser obrigada a atualização com tanta periodicidade, se eu falhar um mês ou outro você perdoam né?
Até o próximo Boletim de Anelândia!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Boletim de Anelândia: #46 - Charmosinha, a cidade das flores (Falando sobre uma das cidades fictícias)


Olá e boas vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Hoje falarei sobre a cidade fictícia que eu criei para as minhas histórias, que é Charmosinha.
Eu costumo usar cidades reais ou, na verdade, nem citar um local específico; só que em certo momento surgiu esta querida que eu falarei hoje.
Sem mais enrolar, segurem na minha mãozinha e vamos!

De onde veio o nome?

Bom, o nome surgiu inspirado no nome “Charming”, que é um nome de cidade bem comum nos EUA. Acabei que entrei em contato com ele na série Sons of Anarchy - que eu tentei muito e ainda sobrevivi uma temporada inteira com tédio - e por se tratar de uma cidadezinha de interior fiquei imaginando como seria se essa cidade fosse no Brasil.
Como eu estava vendo a série com digníssimo, ela disse que traduzir o nome ficaria como “Charmosinha” e eu, na minha cabeça de escritora, pensei: Esse nome tem muito carinha de cidade lá no interior de Minas Gerais.
E foi assim que nasceu Charmosinha, que acabou virando o pano de fundo para algumas coisas que já escrevi e estou escrevendo, ou seja, temos um Universo de Charmosinha.
Vou falar sobre essas histórias abaixo.

Só para constar, as histórias são...

Amores Perfeitos - Conto (tem essa flor como ponto de enredo)

Este foi o primeiro conto ambientado em Charmosinha, que nessa época nem tinha nome e admito: coloquei no universo depois. (Mas, aí faz parte!)
Como o nome sugere, a flor de inspiração é a Amor-Perfeito e conta a história de um florista e um escritor que acabam por se encontrar e se relacionar por causa tanto da flor quanto por um livro que precisa ser escrito.
Foi um dos tantos contos que eu escrevi pro Café com Letra e esse era justamente com a temática das flores.
Alias, eu amo muito este conto!


A Pura do Nota do Girassol - Conto (mesma coisa)

Essa daqui é a história que escrevi para um projeto especial e como a Minorin tem o Girassol como a sua flor, por que usar Charmosinha né?
Aqui foi a primeira vez em que eu citei diretamente o nome da cidade; deixando claro que a história se passa na cidade e eu também estabeleci o grande evento anual da cidade: Festival das Flores.
Nessa história temos uma perfumista que vai passar um tempo na casa dos tios, que moram e trabalham com girassóis na cidade.
Durante a história, a personagem encontra a inspiração para ajudar o negócio da família, usando a sua percepção para cheiros e criação para tal.
Aqui neste história, já temos o crossover de duas histórias e sobre ela que falarei agora.


Destinos Florescentes - que tem as Tulipas como a flor da família da protagonista

Um projeto atual que eu tenho um carinho enorme, mas ele está sofrendo pela minha vida ter mudado bastante nesses últimos tempos e eu simplesmente não consigo parar para escrevê-la.
Temos uma edição falando sobre ela, bem antes de eu começar oficialmente a história; mas eu falo aqui também para quem não conhece.
Destinos Florescentes conta a história de Ana Maria e de Dimas; ela sendo nascida e criada em Charmosinha, enquanto ele é do Rio de Janeiro. Só que os dois acabam se encontrando numa situação não muito legal - que é bem problemática no livro - e os dois precisam lidar com as consequências disso.
Neste aqui temos a Tulipa (uma das minhas favoritas), que é a flor que a família de Ana cultiva… Ou cultivava! O evento favorito do ano dela é justamente o festival!
É uma história que ainda estou desenvolvendo, porém já posso adiantar que eu vou tentar tirar os problemas que as inspirações para ela acabaram por trazer. Para quem não sabe, é inspirada num dos meus dramas favoritos.
E bem, tem uma cena em comum entre este livro e o conto do girassol. (Os catadores de referências vão pegar bem fácil!)


Eu chamei de Cidade das Flores e é mesmo!

Deu para perceber que todas as histórias envolvem algo relacionado a uma flor!
Acabou que naturalmente que Charmosinha, de um nome inocente e bem carinha de Brasil (e de Minas Gerais) se tornou a Cidade das Flores.
Eu adoro esse pequeno universo que eu criei, situado no interior e que ambienta histórias das quais tenho um carinho enorme e que eu amei escrever.
Ainda não sei se teremos mais histórias se passando nessa pequena cidade de tamanho, mas grande de criatividade.
Com certeza, se essa cidade existisse, eu ia muito visitar e passar alguns dias; no comércio e também nas tantas fazendas e plantações de flores que existiriam por lá.

Bem, pessoal, é isto!
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre a cidade de Charmosinha.
Até o próximo Boletim de Anelândia!

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Boletim de Anelândia: #45 - Pequenas regras de autor (E como eu as odeio)


Olá, pessoal! Como vão?
Sejam bem-vindos a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Cá estou eu hoje para falar sobre mais um assunto meio polêmico que faz parte dessa vida de ser autora e que desde sempre me incomoda bastante.
Vou falar sobre como algumas pessoas instituem alguns pequenas regras para autores e como elas me incomodam muito.
Segurem na minha mãozinha e vamos!

Como eu encontrei essas “regras”

Antes de entrarmos nas questões que me incomodam, vou comentar porque elas acabam fazendo isso comigo.
Boa parte dessas coisas acabei por entrar em contato justamente por ser uma autora muito presente online, principalmente no começo dos anos 2010, que foi quando eu publiquei minhas primeiras histórias no Nyah e no Wattpad. Eu era muito presente em grupos de autores e leitores desses sites; acabava que o pessoal trocava e compartilhava bastante e pedia algumas dicas uns aos outros, ainda mais porque a maioria eram de autores iniciantes e que ainda estavam aprendendo muitas coisas sobre escrita e criação de histórias.
E infelizmente, a ignorância faz com que a gente pense certas coisas que não são verdade!
Eu, com um pouco mais de bagagem mesmo naquela época, já ficava muito incomodada! Tanto que até hoje me sinto assim, na mesma escala e é por isso que temos essa edição de hoje.


Minha cara vendo os outros "cagando regra" na escrita dos outros!

Algumas coisas que me incomodam são…

Limitar a quantidade de capítulos ou palavras que uma história deve ter

A primeira barreira que muitos se deparam é justamente qual o tamanho que a história deve ter, em quantidade de palavras mesmo! Claro que existe uma média, mas só para determinar se vai ser um conto ou um romance, por exemplo.
Só que, em alguns casos, alguns autores pensam que é regra ter que escrever capítulos curtos ou capítulos longos e que o contrário é justamente o “errado”.
Pensar que a história vai ficar cansativa ou mal desenvolvida só por conta de uma quantidade de palavras a mais ou a menos. 

Limitar os tipos de nomes dos personagens

Essa daqui eu sofri pessoalmente, porque eu escrevo histórias com personagens com nomes de origem asiático; o DEA tá aí de prova.
E admito que muitas pessoas que estavam presentes nesses grupos não foram ler algumas das minhas histórias só porque os personagens tinham nomes diferentes do “convencional”.
Diziam que se somos brasileiros, os personagens tinham que ter nomes considerados mais comuns. Sendo até mais aceitável alguns nomes que vemos nas outras mídias, como nomes americanos.

Local em que a história se passava

Esse aqui também me enlouquecia, mas mais pela indecisão.
Alguns diziam que, por sermos brasileiros, devíamos escrever histórias ambientadas em nosso país. Enquanto outros até aceitavam os dramas escolares de ensino médio exatamente no local em que se pensa ao se falar sobre isso.

Limitar quais temáticas devem ser escritas (isolar em tropes)

Esse aqui foi tema da última edição bônus que eu escrevi. Mas, o pessoal também ficava muito isolado com relação aos clichês que deveriam ser escritos. Tudo bem se for uma questão de preferências, mas não era só isso!
Mas, não vou me alongar muito neste, deixo a edição bônus para vocês lerem!

Estipular como deve ser o comportamento de divulgação de um autor na rede

Esse aqui foi também uma que eu recebi um ataque pessoal, justamente por causa do Moda Personagem. Ainda lembro a pessoa dizendo que se eu quisesse ser uma “autora sério” eu não deveria me sujeitar a este papel.
Ainda vou fazer uma edição sobre ser uma autora cronicamente online, mas ainda acho que toda essa cultura de redes sociais já acaba por nos podar e ser uma “regra” terrível.

Essas pequenas regras só servem mais para atrapalhar do que para ajudar…

E isso me irrita em níveis que nem sei descrever!
Mas, de verdade, as pessoas julgavam muito só pelos aspectos que citei acima. Fico imaginando realmente uma pessoa que estava começando ali e queria escrever uma história legal e ter leitores se deparando com a essa quantidade - porque tinham mais algumas que eu não citei aqui - e pensando em como que ela vai fazer.
Em especial o ambiente das fanfics, na minha humilde visão, sempre foi mais sobre explorar e se descobrir dentro do mundo da escrita. 
Acredito que essas pequenas regras, que são criadas meio que sem contexto ou sentido alguns. acabam mais por atrapalhar e limitar esses novos autores do que ser um auxílio.
Claro que existem algumas pequenas “regras”, mas creio que na escrita seja algo mais como um guia - igual quando eu escrevo o “Dicas para Escrever” - do que como realmente um grande manual a ser seguido passo a passo.
Por favor, autores novatos, parem de ouvir os conselhos dessas pessoas e explorem o que vocês quiserem! Escreva do tamanho que quiserem, no local que quiserem, com os personagens que quiserem. 
Ser autor é se libertar e não se prender! Livrem-se dessas regras!

Vamos só ler ou escrever nossos livros e ser felizes!

Bem, pessoal, é isto para a edição de hoje. Estou sempre cutucando em vespeiros nessa newsletter.
Espero que tenham gostado!
Até o próximo Boletim de Anelândia!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Boletim de Anelândia: Bônus #12 - Tá, mas a história é sobre o quê? (Por que tropes literárias me irritam)


 
Olá e boas-vindas a mais uma edição extra do boletim de Anelândia!
Esta até poderia ser uma versão normal da newsletter, mas acho que essa temática é mais raiva pessoal minha do que falar sobre o mundo autoral num geral. E assim, quero apenas evitar a fadiga, desabafar em paz e colocar de novo às edições normais no final do mês; mas sem deixar vocês muito tempo sem atualização.
Vai se parecer muito com o que acabo fazendo num dos meus blogs, só que isso é detalhe.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
 

Uma reflexão sobre tropes literárias...

Acho que é mais do que sabido nessa atualidade autoral e de divulgações de livros num geral que uma coisa que muitos leitores procuram hoje são sobre alguns clichês específicos, ou melhor, por tropes específicas.
Imagino que essa ideia surgiu justamente com a explosão das fanfics no comecinho dos anos 2000 - que não foi o foco da minha pesquisa de TCC, por isso que não sei - e que foi tomar mais forças dentro do mundo literário depois da pandemia.
Porque antes os outros autores divulgavam seus livros através da sinopse e até tinha o meme de que era mais difícil escrevê-la do que a história em si. Até tinham os clichês que faziam parte, porém eles eram uma coisa mais secundária na divulgação.
Não sei em que momento chegamos que isso acabou por se inverter e agora usam esses detalhes como o principal da divulgação e o próprio enredo em si fica como algo em segundo plano.
E é sério… Isso me irrita de uma forma muito desproporcional!
Porque eu tenho a sensação de que as divulgações só cumprem uma espécie de checklist para agradar leitor que não sabe procurar coisa ou só é preguiçoso e não lê 5 linhas de sinopse.
É tipo: Meu livro é enemies to lovers; só tem uma cama; found family…
Tá legal! Mas, qual é a história? Quem são os personagens? Qual é o pano de fundo para que tudo isso aconteça? Como tudo se desenvolve?
Alguns livros podem ter as mesmas tropes, mas a forma que vamos trabalhar com elas vai mudar bastante de autor para autor. São apenas umas ideias base e que são desenvolvidas durante o livro… Só que a maioria acaba por não entender isso.
O problema não são usá-las, mas transformar a divulgação e a forma de contar a história numa coisa tão simplista como apenas uma lista de tarefas literárias.
Talvez seja culpa da escrita ter se tornado ainda mais comercial, principalmente depois da pandemia… Ou só uma síndrome de pessoas preguiçosas que não sabem mais procurar um livro/história usando os recursos que já existiam, como a capa, o título e a própria sinopse.
Parece que até a leitura, que era uma coisa até mais profunda, se tornou só mais um lugar em que não se deposita mais a atenção devida e só quer receber aquela dopamina rápida - que são as cenas que tem a ver com a bendita trope - e não aproveitar as outras nuances da história, os momentos de altos e baixos da história. Porque a leitura é justamente isso!
Antes de fecharmos, só lembrando que o problema não são as tropes em si e sim a maneira que elas estão sendo usadas.
E eu, como uma autora que gosta de ir contra a curva (só por rebeldia mesmo e porque é o meu estilo) acabo sofrendo porque eu escrevo coisas fora dessas ideias em algumas das histórias e como que eu faço para divulgar? Não faço né?!

Enfim, pessoal, vou terminando essa edição bônus por aqui.
Espero que tenham me entendido e espero não sair cancelada por essa internet por conta disso.
Até o próximo Boletim de Anelândia!

quarta-feira, 18 de março de 2026

Boletim de Anelândia: #44 - (Re)buscando a rotina de escrita (Novas rotinas e criatividade)


 
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Sei que a edição acabou atrasando, mas foi por motivos pessoais, em resumo de uma troca de trabalho e que ironicamente vai acabar combinando bastante com a temática que vou falar hoje.
Eu queria falar desse tema antes de toda a treta que aconteceu comigo no final de janeiro/início de fevereiro (que eu comentei num dos meus blogs) e justamente agora que aconteceu tudo isso, acho que o tema vai ficar mais interessante.
Hoje falarei sobre uma das coisas que tem me afetado bastante como autora, que é tentar encaixar o ato da escrita dentro da minha rotina.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!


O Momento da Escrita dentro da rotina

Não sei que com todos os autores é assim, mas comigo é preciso quase todo um ritual para eu poder escrever. Realmente a hora de escrever é uma coisa bastante importante, porque eu preciso me concentrar, me preparar, me isolar dentro da minha mente criativa e finalmente assim poder escrever.
Podemos chamar carinhosamente de: O Momento da Escrita. E acredito que ela deve ser feita realmente de uma maneira que não dependa tanto de uma inspiração externa, mas como um pedaço da rotina, mais uma tarefa dentro de tantas outras.
Porque, nessa fase da minha vida, em que encaro a escrita como uma segunda profissão, preciso também desse momento em que vou trabalhar nos meus livros.
Acredito que todos os autores poderiam fazer isso, fica mais fácil para lidar com questões externas que podem atrapalhar.

Meus hábitos de escrita, de acordo com a época da vida

Já passei por diversas fases em que eu tinha uma rotina de escrita diferente, porque inclusive, como falei acima, a forma que eu enxergava a minha escrita era bem diferente.
Quero falar um pouco sobre como era cada uma delas, só pela nostalgia.

Começo da adolescência

Quando comecei nessa aventura de ser escritora, eu fazia de maneira bem esporádica e normalmente até nos finais de semana.
Na verdade, a característica desse período é de que não havia uma rotina, escrevia quando dava ou quando tinha vontade e inspiração.
A autora que costumava escrever nos horários mais inapropriados! 

Ensino Médio/Faculdade

Com o avançar da idade, fui tomando gosto pela escrita e eu fazia uma coisa “bem feia, acabava por escrever em diversos momentos durante as aulas.
Alguns dos meus primeiros livros, como o JV e O Diário da Escrava Amada foram escritos durante aqueles momentos tediosos em que não se faz nada sentado na carteira. Como não tinha celular para poder me ocupar, sempre tinha umas folhas extras - de refil de fichário - ou até um caderno. Eu só pegava uma caneta ou lápis, colocava na mesa e me isolava no meu mundinho de escritora enquanto as palavras iam preenchendo o papel.
Ainda me lembro que um dos meus capítulos favoritos do DEA - o famoso capítulo 35 - escrevi durante uma aula de estatística. (Não cheguei a terminar, pois a aula acabou na melhor parte do capítulo e eu terminei em casa depois.)
O fatídico capítulo que escrevi na aula!

Pós-faculdade/Trabalhando

Quando deixei de estudei e passei a trabalhar, o tempo livre em aulas acabou sumindo, então tive que achar outro bom momento para poder escrever.
Como trabalhava o dia inteiro e nos dias de folga acabava por ter outros compromissos, deixava para escrever no final da noite, lá pelas 22h ou 23h.
Meus livros após 2019, ou seja, durante a pandemia (e depois também) acabei por fazer assim e boa parte do 12 Meses com Minorin acabei por escrever depois das 22:30h e na maior parte dos dias morrendo de sono e precisando acordar cedo no dia seguinte e enfrentar o transporte cheio.
Mas, era um dos poucos horários em que a casa dos meus pais ficava mais quieta e eu conseguia colocar uma música no fone, sentar com meu notebook velhinho na cama - ou às vezes no meu computador - e escrever nem que fosse por meia hora.
 





Tentando voltar à rotina após a mudança

Como é sabido, agora eu estou morando na minha própria casa, junto com digníssimo. Então, muitas coisas mudaram e acabou que a minha rotina de escrita acabou sofrendo com isso.
Ainda está sendo um período de muitas adaptações e eu só digo isso, porque eu realmente ainda não encontrei o melhor momento de tirar o meu momento para poder escrever.
Pode até soar um pouco egoísta da minha parte, mas eu preciso estar sozinha para poder conseguir escrever. Sei que durante muitos anos fiz com pessoas perto, mas eu ainda assim conseguia me fechar na bolha… Eu preciso desse momento de me isolar e realmente poder me concentrar, pensar e escrever o livro.
Só que, é meio complicado fazer isso quando tem uma pessoa que sempre está sentada do seu lado e costuma, quando você está super empolgada, acabar te chamando e quebrar todo o seu ritmo e fluxo.
Não é uma hipótese, se eu estou falando é porque acontece! Não falando mal do meu marido, longe disso, mas, indiretamente, ele acaba atrapalhando. E olha que isso é quando escrevo postagens do blog, imagina com meus livros.
Tudo bem que, com a mudança, a minha criatividade praticamente desapareceu. E eu ainda estou tentando recuperá-la!


É tudo um processo e que vou achar a solução

Ironicamente, cheguei a comentar sobre esse tema numa das minhas sessões recentes de terapia, porque eu comentei sobre as metas do ano e comentei o que falei logo acima.
E agora acabou que a minha rotina mudou toda de novo, para me ajudar ainda mais.
Uma coisa que aprendi nesse tempo todo é que existem épocas e épocas. As últimas vezes em que escrevi, senti que tudo fluiu bem. Uma vez foi em Agosto de 2025, quando finalmente escrevi mais uma parte de Destinos Florescentes; e em Novembro, quando eu escrevi os dois textos especiais pelos meus 20 anos como autora - o conto Mensagem e Essência Adormecida.
Acho mesmo é que eu vou voltar a escrever meus livros na força do ódio. Tirando novamente os horários da noite ou até de manhã, antes ou depois de eu ir pro trabalho.
Enfim, eu ainda vou reencontrar essa rotina e transbordar ainda mais a criatividade que acho que nunca acaba (ainda bem!).
Eu fingindo que tá tudo bem, mas eu tô é puta por não conseguir escrever!
 
Bem, pessoal, espero que tenham gostado do Boletim de Anelândia de hoje.
Até a próxima!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Boletim de Anelândia: #43 - Novidades para 2026 (“Serase“ vem aí?)


 
Olá, pessoas! Boas-vindas a primeira edição do Boletim de Anelândia de 2026.
E nada mais justo do que falar sobre as novidades que estou planejando para o ano.
Eu espero que desta vez eu consiga fazer algumas delas, porque nos últimos anos têm sido complicado.
Então, já vou deixar adiantado aqui que são só minhas vontades com meus livros, espero conseguir cumprir!

Não são muitas coisas, mas vamos lá!

Publicação da Contemporânea Erótica (E-book e Físico)

Mais uma publicação que já faz uns bons anos que estou adiando.
É uma história que me acompanhou na época da pandemia e mesmo não sendo das mais diferentes que eu escrevi, tenho um carinho enorme.
Por se tratar de outro livro erótico, é bem capaz de ter um público legal.
Ainda vou terminar a revisão e lançar primeiro em versão digital e depois fazer a versão física. E já adianto que estou com ideias para deixar a diagramação mais bonita e que vai dar um trabalho danado.
Espero que dê tudo certo!


“12 Meses com Minorin” - Edição Física Especial (Limitada)

Este aqui eu estava com vontade de fazer desde que eu acabei o Projeto e ficou ainda mais presente depois de que escrevi o 13º Conto Especial.
E como foi um bastante especial e para comemorar ainda mais os 20 anos como escritora, quero fazer uma edição física totalmente especial e limitada.
Ainda não sei como vou fazer isso! Se vou deixar o livro a venda tipo na Uiclap ou no Clube dos Autores; ou se eu produzo uns 10 exemplares e deixo para quem quiser comprar e vão ser só esses sabe?
Eu já tenho uma parte da diagramação feita, só tenho que terminar. E já adianto, o livro não vai ser pequeno, a começar que o conto de Outubro é imenso. haha
Confesso que estou ansiosa para fazer! (Mais pela vontade de ter os contos compilados e bonitinhos do que qualquer outra coisa.)


Continuar publicação gratuita de Destinos Florescentes (e a escrever também)

Outra ideia é retornar os projetos de escrita e não só os de publicação.
A história que estou disponibilizando de forma gratuita atualmente - e já faz um bom tempo sem atualização - é Destinos Florescentes.
Uma história que ainda está me conquistando, só que a pobre tá sofrendo para que eu a escreva… O que eu falei na edição sobre ela foi antes de eu escrever.
Uma das ideias deste ano é continuar a escrevê-la, dando o carinho que ela merece; postando também os capítulos para quem quiser continuar acompanhando a história inspirada no meu drama asiático favorito.


Continuar escrever ASA e JV4

É um ano em que eu quero escrever muito também!
Comecei o JV4 numa NaNo, mas só escrevi o comecinho da história. É uma série que é bastante divertida de escrever e que faz muito parte do meu eu autora. (Foi com o Jimmy que eu descobri que amo narrar usando voz masculina e é sobre!)
Vai acontecer mais coisa na vida do pobre Jimmy, mas prometo que vai ser mais light que o 3º livro… Porque não tem existe nada pior do que aquele genitor insuportável!
E quero, em honra ao meu escritora (e a Anelise criança) continuar a escrever, ou melhor, reescrever o meu primeiro livro e que sinto que nunca falo o suficiente, que é As Super Agentes.
No meio da pandemia também comecei a nova versão, mas ela acabou ficando paralisada. Preciso reler, revisar, arrumar algumas coisas que meu editor - vulgo meu marido - pediu e continuar escrevendo essa histórias e esses personagens que cresceram comigo e que eu conheço tanto.
A minha intenção é adiantar essas histórias, mas se eu conseguir terminar, vou ficar muito feliz!

A minha cabeça quando penso na quantidade de coisa que quero escrever em 2026!
 


Bem, pessoal, é isto!
Perdoem eu ser essa autora relapsa ou só uma autora que tem um trabalho para poder ser escritora (o que dá um tema para uma edição)!
Quem sabe traga algumas atualizações sobre o processo - como edições bônus além das tantas reflexivas que eu escrevo por aqui.
Espero que tenham gostado de saber das novidades pro ano!
Até o próximo “Boletim de Anelândia”!  
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