Olá e boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Sei que fiquei ausente nesses últimos meses e não tivemos nada novo, foi porque a minha vida ficou um caos e aconteceram bastantes coisas, dentre elas o meu casamento (e a lua de mel) e outras que não quero comentar por aqui.
O que importa é que agora eu estou de volta e já trago mais uma edição polêmica e reflexiva também. Então, peguem na minha mãozinha e vamos lá!
Última participação do Encha Seu Kindle
Para quem não sabe, no último dia 13 de Agosto aconteceu mais uma edição do Encha Seu Kindle, que é um evento que muitos autores deixam seus livros de graça ou em promoção.Como acontece desde a 1º edição - que foi em 2024, se não me engano - coloquei alguns dos meus livros/contos gratuitos e pela primeira vez, coloquei alguns em promoção; que foram os três volumes de As Aventuras de Jimmy Wayn e também O Diário da Escrava Amada.
Em resumo, talvez por a minha eterna falta de divulgação, (porque eu estou muito desanimada com diversas coisas que aconteceram) acabou que apenas os livros gratuitos foram “vendidos”, enquanto os em promoção não vendi nenhum!
E foi justamente o que aconteceu nesse evento que me despertou a ideia para essa edição, porque não foi a primeira e nem vai ser a última em que eu participo de eventos e saio sem nenhuma venda.
Só para contabilizar, eu tive cerca de 550 downloads dos meus livros, vou deixar a tabela abaixo. Se for comparar com outros anos, foi bem abaixo do que eu estava esperando.
Eventos que investi e não vendi NADA
É mais fácil eu listar eventos em que eu fui e vendi alguma coisa, sendo bem honesta! É bem triste falar isso, mas é verdade!Alguns dos feirões lá do Lar Fabiano, só fui vender lá mesmo quando levei livro de promoção (e que não eram os meus)! Só que nos primeiros anos foi uma lástima!
Eu já até sabia que ia ser mais mostrar o trabalho do que vender mesmo, aí eu levava um livro de cada e não sofria para votar com peso na
Alguns eventos literários que participei também. Ou porque o evento foi mal divulgado ou era um evento mais fechado ou porque realmente meu livro acaba não atraindo todos os públicos.
Acontecia muito de outro autor acabar comprando livro, mais como uma troca!
Não vou citar todos os eventos nominalmente para evitar a fadiga, mas é muito complicado vender em feiras. A que eu mais vendi mesmo foi a Bienal e olhe lá!
Quem olha a carinha sorridente nem imagina a decepção que fica na cabeça!
Quem olha a mesa assim arrumadinha nem imagina o que se passa!
Quem não é visto não é lembrado
Vou ser honesta e realista aqui, sei que quem não divulga, quem não aparece acaba sendo “esquecido”. É aquele ditado que coloquei neste tópico!Sei que não sou a melhor divulgadora desse mundo e sei que eu deveria participar de mais eventos. Sei que são só desculpas mesmo e eu quem tenho que resolver!
É aquilo: Sei como resolve, só me deixa reclamar um pouco!
Ainda me lembro o quanto eu fui dedicada e divulguei durante o lançamento do DEA e do JV1 e dos outros volumes também. Até em 2022 quando fiz os contos especiais e que eu estava dedicada em escrever e também em divulgar cada um deles.
Já coloquei carinho em muitos projetos, só que ambos já tem uns anos e bem, se você não é presente nas redes sociais, não divulga, não lança um novo livro todo ano… Não adianta nada!
O JV3 já bateu mais de um ano de lançamento e os outros livros que estão na Amazon estão lá há pelo menos uns 4 anos.
Infelizmente, as pessoas querem coisas novas e eu sofro muito por ser uma autora lenta nesse quesito.
Eu estou ausente da minha carreira de autora, tento reviver, mas é uma coisa que ainda vai me custar um tempo.
Realmente preciso reaparecer para que as pessoas lembrem que eu sou autora e que tenho histórias publicadas e que eles podem ler!
Será que meu livro é tão ruim que nem em promoção ou de graça as pessoas querem?
Outra questão que eu fico sempre me perguntando, tentando não ser injusta comigo é se realmente meu livros são ruins e que nenhum leitor tem interesse em lê-los!
É difícil não se comparar, ainda mais num mercado que é um bocadinho competitivo.
Voltando um pouco ao Encha Seu Kindle… Meus livros/contos eram mais mais um entre tantos que estavam ali.
Eu movo mundos e fundos para que os livros chamem atenção em poucos segundos no meio de tantos expostos; fazendo uma capa bonita e que condiz com aquela história, coloca uma sinopse que deixe a curiosidade e a pessoa tenha interesse.
Só que, sinceramente, eu me sinto apenas mais uma dentro desse mar, me sinto invisível.
Fico pensando se eu realmente sou boa nisso ou se eu só nasci para escrever histórias péssimas e que quando vão ler é só para deixar avaliação negativa. (Assunto que rende até outra edição, porque sinto que não sabem mais fazer avaliação de livro!)
Talvez seja porque já coloquei esses mesmos livros de graça tantas vezes que provavelmente uma boa parte já adquiriu, mas em meio a tantos mais legais e interessantes, não foram atrás da leitura.
Todos esses pensamentos são apenas uma grande efeito dominó, que está se arrastando há um tempo; dando apenas essa reação em cadeia, onde a única culpada provavelmente sou eu mesma!
Eu tenho que pensar que eu sou capaz, que eu sei escrever bem, crio histórias e personagens cativantes e eu ainda vou encontrar o meu público! Pode ser que eu esteja procurando nos locais errados.
Porque se eu coloquei um livro no mundo, pode ter certeza que tem alguém que vai lê-lo e vai amá-lo, da mesma forma que eu amei escrever.
O problema é que esse caminho até lá não é tão fácil e eu tenho que percorrer mesmo assim!
Bem, pessoal, vou terminando essa edição de hoje por ai!
Engraçado que parece que eu vou escrever uma coisa bem deprê e acaba apenas saindo a minha dose de humor autodepreciativo e ao mesmo tempo que tenta ver as coisas com lógica e tenta também ser otimista!
Imagino quem apenas lê os títulos das edições e não vem ler… Deve pensar tantas coisas e não é nada do que eu escrevo aqui.
Alias, estava com saudades de escrever os Boletins.
Mas, como não coloquei pressão de ser obrigada a atualização com tanta periodicidade, se eu falhar um mês ou outro você perdoam né?
Até o próximo Boletim de Anelândia!



