Olá, pessoal! Como vão?
Sejam bem-vindos a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Cá estou eu hoje para falar sobre mais um assunto meio polêmico que faz parte dessa vida de ser autora e que desde sempre me incomoda bastante.
Vou falar sobre como algumas pessoas instituem alguns pequenas regras para autores e como elas me incomodam muito.
Segurem na minha mãozinha e vamos!
Como eu encontrei essas “regras”
Antes de entrarmos nas questões que me incomodam, vou comentar porque elas acabam fazendo isso comigo.Boa parte dessas coisas acabei por entrar em contato justamente por ser uma autora muito presente online, principalmente no começo dos anos 2010, que foi quando eu publiquei minhas primeiras histórias no Nyah e no Wattpad. Eu era muito presente em grupos de autores e leitores desses sites; acabava que o pessoal trocava e compartilhava bastante e pedia algumas dicas uns aos outros, ainda mais porque a maioria eram de autores iniciantes e que ainda estavam aprendendo muitas coisas sobre escrita e criação de histórias.
E infelizmente, a ignorância faz com que a gente pense certas coisas que não são verdade!
Eu, com um pouco mais de bagagem mesmo naquela época, já ficava muito incomodada! Tanto que até hoje me sinto assim, na mesma escala e é por isso que temos essa edição de hoje.
Minha cara vendo os outros "cagando regra" na escrita dos outros!
Algumas coisas que me incomodam são…
Limitar a quantidade de capítulos ou palavras que uma história deve ter
A primeira barreira que muitos se deparam é justamente qual o tamanho que a história deve ter, em quantidade de palavras mesmo! Claro que existe uma média, mas só para determinar se vai ser um conto ou um romance, por exemplo.Só que, em alguns casos, alguns autores pensam que é regra ter que escrever capítulos curtos ou capítulos longos e que o contrário é justamente o “errado”.
Pensar que a história vai ficar cansativa ou mal desenvolvida só por conta de uma quantidade de palavras a mais ou a menos.
Limitar os tipos de nomes dos personagens
Essa daqui eu sofri pessoalmente, porque eu escrevo histórias com personagens com nomes de origem asiático; o DEA tá aí de prova.E admito que muitas pessoas que estavam presentes nesses grupos não foram ler algumas das minhas histórias só porque os personagens tinham nomes diferentes do “convencional”.
Diziam que se somos brasileiros, os personagens tinham que ter nomes considerados mais comuns. Sendo até mais aceitável alguns nomes que vemos nas outras mídias, como nomes americanos.
Local em que a história se passava
Esse aqui também me enlouquecia, mas mais pela indecisão.Alguns diziam que, por sermos brasileiros, devíamos escrever histórias ambientadas em nosso país. Enquanto outros até aceitavam os dramas escolares de ensino médio exatamente no local em que se pensa ao se falar sobre isso.
Limitar quais temáticas devem ser escritas (isolar em tropes)
Esse aqui foi tema da última edição bônus que eu escrevi. Mas, o pessoal também ficava muito isolado com relação aos clichês que deveriam ser escritos. Tudo bem se for uma questão de preferências, mas não era só isso!Mas, não vou me alongar muito neste, deixo a edição bônus para vocês lerem!
Estipular como deve ser o comportamento de divulgação de um autor na rede
Esse aqui foi também uma que eu recebi um ataque pessoal, justamente por causa do Moda Personagem. Ainda lembro a pessoa dizendo que se eu quisesse ser uma “autora sério” eu não deveria me sujeitar a este papel.Ainda vou fazer uma edição sobre ser uma autora cronicamente online, mas ainda acho que toda essa cultura de redes sociais já acaba por nos podar e ser uma “regra” terrível.
Essas pequenas regras só servem mais para atrapalhar do que para ajudar…
E isso me irrita em níveis que nem sei descrever!Mas, de verdade, as pessoas julgavam muito só pelos aspectos que citei acima. Fico imaginando realmente uma pessoa que estava começando ali e queria escrever uma história legal e ter leitores se deparando com a essa quantidade - porque tinham mais algumas que eu não citei aqui - e pensando em como que ela vai fazer.
Em especial o ambiente das fanfics, na minha humilde visão, sempre foi mais sobre explorar e se descobrir dentro do mundo da escrita.
Acredito que essas pequenas regras, que são criadas meio que sem contexto ou sentido alguns. acabam mais por atrapalhar e limitar esses novos autores do que ser um auxílio.
Claro que existem algumas pequenas “regras”, mas creio que na escrita seja algo mais como um guia - igual quando eu escrevo o “Dicas para Escrever” - do que como realmente um grande manual a ser seguido passo a passo.
Por favor, autores novatos, parem de ouvir os conselhos dessas pessoas e explorem o que vocês quiserem! Escreva do tamanho que quiserem, no local que quiserem, com os personagens que quiserem.
Ser autor é se libertar e não se prender! Livrem-se dessas regras!
Vamos só ler ou escrever nossos livros e ser felizes!
Bem, pessoal, é isto para a edição de hoje. Estou sempre cutucando em vespeiros nessa newsletter.
Espero que tenham gostado!
Até o próximo Boletim de Anelândia!



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