Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia.
Sei que a edição acabou atrasando, mas foi por motivos pessoais, em resumo de uma troca de trabalho e que ironicamente vai acabar combinando bastante com a temática que vou falar hoje.
Eu queria falar desse tema antes de toda a treta que aconteceu comigo no final de janeiro/início de fevereiro (que eu comentei num dos meus blogs) e justamente agora que aconteceu tudo isso, acho que o tema vai ficar mais interessante.
Hoje falarei sobre uma das coisas que tem me afetado bastante como autora, que é tentar encaixar o ato da escrita dentro da minha rotina.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
Podemos chamar carinhosamente de: O Momento da Escrita. E acredito que ela deve ser feita realmente de uma maneira que não dependa tanto de uma inspiração externa, mas como um pedaço da rotina, mais uma tarefa dentro de tantas outras.
Porque, nessa fase da minha vida, em que encaro a escrita como uma segunda profissão, preciso também desse momento em que vou trabalhar nos meus livros.
Acredito que todos os autores poderiam fazer isso, fica mais fácil para lidar com questões externas que podem atrapalhar.
Quero falar um pouco sobre como era cada uma delas, só pela nostalgia.
Sei que a edição acabou atrasando, mas foi por motivos pessoais, em resumo de uma troca de trabalho e que ironicamente vai acabar combinando bastante com a temática que vou falar hoje.
Eu queria falar desse tema antes de toda a treta que aconteceu comigo no final de janeiro/início de fevereiro (que eu comentei num dos meus blogs) e justamente agora que aconteceu tudo isso, acho que o tema vai ficar mais interessante.
Hoje falarei sobre uma das coisas que tem me afetado bastante como autora, que é tentar encaixar o ato da escrita dentro da minha rotina.
Então, segurem na minha mãozinha e vamos!
O Momento da Escrita dentro da rotina
Não sei que com todos os autores é assim, mas comigo é preciso quase todo um ritual para eu poder escrever. Realmente a hora de escrever é uma coisa bastante importante, porque eu preciso me concentrar, me preparar, me isolar dentro da minha mente criativa e finalmente assim poder escrever.Podemos chamar carinhosamente de: O Momento da Escrita. E acredito que ela deve ser feita realmente de uma maneira que não dependa tanto de uma inspiração externa, mas como um pedaço da rotina, mais uma tarefa dentro de tantas outras.
Porque, nessa fase da minha vida, em que encaro a escrita como uma segunda profissão, preciso também desse momento em que vou trabalhar nos meus livros.
Acredito que todos os autores poderiam fazer isso, fica mais fácil para lidar com questões externas que podem atrapalhar.
Meus hábitos de escrita, de acordo com a época da vida
Já passei por diversas fases em que eu tinha uma rotina de escrita diferente, porque inclusive, como falei acima, a forma que eu enxergava a minha escrita era bem diferente.Quero falar um pouco sobre como era cada uma delas, só pela nostalgia.
Começo da adolescência
Quando comecei nessa aventura de ser escritora, eu fazia de maneira bem esporádica e normalmente até nos finais de semana.Na verdade, a característica desse período é de que não havia uma rotina, escrevia quando dava ou quando tinha vontade e inspiração.
Alguns dos meus primeiros livros, como o JV e O Diário da Escrava Amada foram escritos durante aqueles momentos tediosos em que não se faz nada sentado na carteira. Como não tinha celular para poder me ocupar, sempre tinha umas folhas extras - de refil de fichário - ou até um caderno. Eu só pegava uma caneta ou lápis, colocava na mesa e me isolava no meu mundinho de escritora enquanto as palavras iam preenchendo o papel.
Ainda me lembro que um dos meus capítulos favoritos do DEA - o famoso capítulo 35 - escrevi durante uma aula de estatística. (Não cheguei a terminar, pois a aula acabou na melhor parte do capítulo e eu terminei em casa depois.)
A autora que costumava escrever nos horários mais inapropriados!
Ensino Médio/Faculdade
Com o avançar da idade, fui tomando gosto pela escrita e eu fazia uma coisa “bem feia, acabava por escrever em diversos momentos durante as aulas.Alguns dos meus primeiros livros, como o JV e O Diário da Escrava Amada foram escritos durante aqueles momentos tediosos em que não se faz nada sentado na carteira. Como não tinha celular para poder me ocupar, sempre tinha umas folhas extras - de refil de fichário - ou até um caderno. Eu só pegava uma caneta ou lápis, colocava na mesa e me isolava no meu mundinho de escritora enquanto as palavras iam preenchendo o papel.
Ainda me lembro que um dos meus capítulos favoritos do DEA - o famoso capítulo 35 - escrevi durante uma aula de estatística. (Não cheguei a terminar, pois a aula acabou na melhor parte do capítulo e eu terminei em casa depois.)
O fatídico capítulo que escrevi na aula!
Pós-faculdade/Trabalhando
Quando deixei de estudei e passei a trabalhar, o tempo livre em aulas acabou sumindo, então tive que achar outro bom momento para poder escrever.Como trabalhava o dia inteiro e nos dias de folga acabava por ter outros compromissos, deixava para escrever no final da noite, lá pelas 22h ou 23h.
Meus livros após 2019, ou seja, durante a pandemia (e depois também) acabei por fazer assim e boa parte do 12 Meses com Minorin acabei por escrever depois das 22:30h e na maior parte dos dias morrendo de sono e precisando acordar cedo no dia seguinte e enfrentar o transporte cheio.
Mas, era um dos poucos horários em que a casa dos meus pais ficava mais quieta e eu conseguia colocar uma música no fone, sentar com meu notebook velhinho na cama - ou às vezes no meu computador - e escrever nem que fosse por meia hora.
Tentando voltar à rotina após a mudança
Como é sabido, agora eu estou morando na minha própria casa, junto com digníssimo. Então, muitas coisas mudaram e acabou que a minha rotina de escrita acabou sofrendo com isso.Ainda está sendo um período de muitas adaptações e eu só digo isso, porque eu realmente ainda não encontrei o melhor momento de tirar o meu momento para poder escrever.
Pode até soar um pouco egoísta da minha parte, mas eu preciso estar sozinha para poder conseguir escrever. Sei que durante muitos anos fiz com pessoas perto, mas eu ainda assim conseguia me fechar na bolha… Eu preciso desse momento de me isolar e realmente poder me concentrar, pensar e escrever o livro.
Só que, é meio complicado fazer isso quando tem uma pessoa que sempre está sentada do seu lado e costuma, quando você está super empolgada, acabar te chamando e quebrar todo o seu ritmo e fluxo.
Não é uma hipótese, se eu estou falando é porque acontece! Não falando mal do meu marido, longe disso, mas, indiretamente, ele acaba atrapalhando. E olha que isso é quando escrevo postagens do blog, imagina com meus livros.
Tudo bem que, com a mudança, a minha criatividade praticamente desapareceu. E eu ainda estou tentando recuperá-la!
É tudo um processo e que vou achar a solução
Ironicamente, cheguei a comentar sobre esse tema numa das minhas sessões recentes de terapia, porque eu comentei sobre as metas do ano e comentei o que falei logo acima.E agora acabou que a minha rotina mudou toda de novo, para me ajudar ainda mais.
Uma coisa que aprendi nesse tempo todo é que existem épocas e épocas. As últimas vezes em que escrevi, senti que tudo fluiu bem. Uma vez foi em Agosto de 2025, quando finalmente escrevi mais uma parte de Destinos Florescentes; e em Novembro, quando eu escrevi os dois textos especiais pelos meus 20 anos como autora - o conto Mensagem e Essência Adormecida.
Acho mesmo é que eu vou voltar a escrever meus livros na força do ódio. Tirando novamente os horários da noite ou até de manhã, antes ou depois de eu ir pro trabalho.
Enfim, eu ainda vou reencontrar essa rotina e transbordar ainda mais a criatividade que acho que nunca acaba (ainda bem!).
Eu fingindo que tá tudo bem, mas eu tô é puta por não conseguir escrever!
Bem, pessoal, espero que tenham gostado do Boletim de Anelândia de hoje.
Até a próxima!
Até a próxima!










