sexta-feira, 13 de março de 2015

Capítulo 1 – Noite de diversão com uma consequência

Aiga Akemi, aluna do 2º ano do colégio Shigeko, sai de mais um dia da escola acompanhada de um rapaz de outra classe, como na maioria das vezes acontece. Eles estão junto a um grupo que vai se divertir a noite. O rapaz em questão era Hamaya Takeshi, do 3º ano.
-Pronta para se divertir hoje, Aiga-san? - ele perguntou
-Claro que sim, Hayama-kun. Adoro karaokê!
Eles pegaram um metrô com o resto do grupo e chegaram ao lugar. Escolheram uma das salas e começaram a se divertir. Passaram horas e mais horas desafinando no karaokê.
Akemi e Takeshi trocavam muitos olhares, fossem eles de desejo ou de provocação. Com certeza, aconteceria algo mais tarde.
E foi exatamente assim! O grupo se dispersou. Alguns voltaram para casa, outros foram passear pelas ruas, enquanto a garota se encontrava na rua dos motéis com Takeshi. Escolheram um de preço mediano e que tinha uma cara de ser decente, e era mesmo.
Escolheram um quarto, pagaram e subiram. Eles não trocaram uma palavra até estarem totalmente a sós no quarto. Takeshi então falou:
-Tem meses que estou louco para ficar com você.
-Eu sei disso. Alias, toda a escola quer ficar comigo. - ela falou sorrindo - Sabe, já vim a motéis várias vezes, mas eu sempre fico com um pouco de vergonha.
-Não precisa disso. Você é tão bonita!
Essa frase foi seguida de um beijo e mais outro e mais outro. Até que os dois foram parar na cama.
As peças de roupas foram tiradas uma a uma e ficaram apenas de roupa íntima.
Takeshi saiu de cima da garota e arrancou e mostrou o seu membro duro para ela.
-Você tem que resolver isso aqui!
-É só vir. - falou abrindo as pernas
-Nada disso! Com a boca.
Akemi estava acostumada a aquele tipo de pedido, mas mesmo assim não gostava deles. Levantou da cama, parou ajoelhada diante dele e com vontade colocou a boca naquilo e fez o que sabia. Engoliu, chupou, fez sucção. Tudo isso foi acompanhado de gemidos baixos vindos do rapaz.
Em certo momento ele puxou-a pelos cabelos para longe.
-Eu não tô aguentando mais.
Akemi entendeu o recado e voltou para a cama. O garoto pegou algumas camisinhas na mochila, abriu uma e colocou. Foi para cima da menina de novo e rolou mais uns amassos. Ele fez umas preliminares bem básicas na garota, o que a deixou um bocado insatisfeita, porém ela não manifestou. Depois, ela sentiu o membro do garoto penetrando-a e ele começou a fazer movimentos de vai-vem. Como estava muito excitado, não demorou para gozar.
Fizeram mais três vezes na sequência, em posições diferentes cada uma e com proteção. Contudo, uma dessas proteções não funcionou como deveria.
Tomaram um banho juntos e saíram. Despediram-se na entrada no motel.
-Foi ótimo, Aiga-san.
-Eu também gostei, Hayama-san. - sorriu – Nos vemos amanhã na escola então?
-Claro! E também, vou querer sair com você mais vezes.
-Eu também!
-Até logo!
-Até!
Fizeram a reverência e cada um foi para um lado. Akemi pegou o metrô de volta para casa.
Desceu na estação próxima de onde morava. Andou até o seu prédio, pegou o elevador e foi ao apartamento. Entrou e viu que sua irmã já havia chegado.
-Por que chegou tão tarde de novo, irmã?
-Eu estava com um garoto, Yoko.
-Você tem parar com isso de ficar saindo com um monte de caras, isso vai acabar te dando algum problema, como um filho.
-Yoko, eu me protejo. Sempre!
-Mas camisinhas são uma coisa de plástico tão frágil que arrebentava fácil. Elas não são 100% seguras.
-Também sei disso. Irmã, eu sei me cuidar. Não se preocupe!
-Queria ver se fosse mamãe e papai ouvindo essa conversa. Eles te dariam uma bela surra, assim como as que eu tomei.
-Vai querer metê-los nisso de novo?
-Vou sim. Você está soltinha desse jeito porque veio morar comigo.
-E o que tem errado em sair? Você faz a mesma coisa.
-Mas eu já sou uma mulher adulta e sou dona do meu próprio nariz.
-Então, segundo a sua lógica faltam 4 anos para eu ser dona do meu nariz. Mas, eu já me sinto dona de mim mesma.
-Pare com essa bobeira. Você só tem 16 anos, Akemi.
-Fica falando de mim, mas na minha idade fazia a mesma coisa. - falou faca a face com a irmã
Yoko fez um som de desdém.
-Quer saber, se acontecer alguma coisa, vai ser problema seu.
-Ótimo!
A conversa acabou ali. Akemi foi seu quarto trocar de roupa para o jantar.
***
Aiga Akemi morava em uma cidade pequena com a família, constituída de pai, mãe e uma irmã mais velha.
Quando a irmã se formou conseguiu um emprego na cidade de Tóquio e Akemi implorou aos pais que a deixassem se mudar junto com a irmã. Ela queria ter uma experiência diferente no ensino médio. Por sorte, a família de sua melhor amiga, Shinkawa Naomi, também estava de mudança para lá. Então, foi um passo a mais para convencer os pais a deixá-la viver com irmã.
Akemi ingressou no ensino médio junto com a amiga, porém elas ficaram em classes diferentes no 1º ano. Apenas no segundo ficaram juntas, e também Akemi conheceu o novo amigo de Naomi, Washiyama Tsuyoshi.
No ensino médio, Akemi deixou sua sexualidade aflorar e a distância dos pais a deixou mais livre para soltar o seu líbido. Perdeu a timidez, saiu com muitos garotos, perdeu a virgindade e passou a ser uma garota livre, decidida e experiente com esse tipo de coisa. Por conta disso, ela se tornou uma das garotas mais populares, todas queriam ser como ela, mas não tinham coragem.
***
Passou-se pouco mais de um mês desde então e Akemi não saiu com mais ninguém nesse período, pois eles estavam em uma época de estudos importante. Era mais um início de semana e Akemi mal tomou café da manhã direito, ela acordou passando mal.
Ela estava a caminho da escola com sua melhor amiga, Shinkawa Naomi, e o amigo dela, Washiyama Tsuyoshi. Eles perceberam a cara dela.
-Aki-chan, o que está acontecendo? Sua cara tá me preocupando. - perguntou a amiga
-Acordei enjoada, não consegui comer. Espero que logo passe.
Mas aquilo não passou, nem naquele dia e nem nos seguintes. A garota começou a ficar preocupada, eram todos esses sintomas e a menstruação atrasada. Todos ao seu redor estavam preocupados, mas ela não contou a ninguém o que estava pensando.
No final daquela semana, a caminho para um dia de aula, foi a farmácia e comprou um teste. Seria agora que ela descobriria.
Assim que chegou ao colégio, correu ao banheiro. Leu as instruções do teste e o fez. O problema é que ela tinha esperar cinco minutos. Foram os mais longos da vida dela, a cada momento olhava para o horário no celular. E de repente, elas apareceram. As duas listras que indicavam o positivo.
A reação àquilo foi nenhuma, pelo menos não do lado de fora. Por dentro, a cabeça dela se tornou uma confusão. Foi desespero com nervosismo! Sua mão veio a boca para evitar algum som que alguém do outro lado da porta escutasse.
O que ela faria? Aquele teste poderia estar errado. Muitas outras perguntas se fizeram em sua cabeça. Mas ela não tinha como respondê-las. Não agora! O sinal da escola tocara, era hora de ir para a aula.
Guardou tudo na bolsa, saiu do banheiro e foi para a sala.
Encontrou com Naomi e Tsuyoshi na sala, eles se sentavam próximos.
-Akemi-san, chegou atrasada. - comentou o garoto
-Ah, perdi a hora. Mas estou aqui.
-E parece que aquilo que você tinha passou. - ele completou
Era verdade. Ao descobrir da possível gravidez, o nervoso tomou o lugar do enjoo, ela tinha se esquecido deles.
-Pois é! - sorriu
O professor adentrou a sala, desejou bom dia e começou a dar a matéria daquele dia.
Akemi mandou uma mensagem para Hayama-kun, era a única pessoa para quem ela tinha coragem de contar aquilo, afinal, era o pai da possível criança que esperava. Pediu para se encontrar com ele na hora do almoço.
O sinal do almoço bateu e Hayama apareceu na classe. Comentários rolaram acerca dos dois e Akemi pediu para eles irem a um canto mais reservado para poderem conversar.
-Lá vai ela de novo. - comentou Naomi – Sabe, Tsu-kun, eu tenho pena de você nessas horas.
-Por que, Naomi-san?
-Você está apaixonado pela Akemi, mas ela é desse jeito. Ela fica saindo com qualquer garoto, a fama dela nessa escola é de uma garota fácil.
-Eu não ligo para isso e você sabe. Apesar disso tudo, Aki-chan é maravilhosa. Tão bonita, tão inteligente, tão segura de si. Ela tem um jeito encantador, não acha?
-Sim. Ela era bem diferente antes de entrar no ensino médio, ainda acho que teria sido melhor ela ter ficado na nossa cidade natal.
-Não, Naomi-san. Assim não a teria conhecido.
-Eu quero saber quando é que vai se declarar para ela?
-Ainda não sei. Preciso ter coragem... E ficar sozinho com ela.
-Isso é ridículo de conseguir, você mora no apartamento ao lado. Mora mais perto dela do que eu.
-Só que ela não sabe disso! - e riu – É até melhor! Posso ficar olhando-a pela janela de vez em quando.
-Ai, Tsu-kun, só você mesmo!
Akemi e Takeshi foram do outro lado do colégio, que estava mais vazio, para conversarem.
-Diga, Aiga-san, o que quer? Quer sair de novo comigo?
-Não é isso! É que... Bem... Como eu vou te dizer? - ela suspirou e sussurrou – Acho que estou grávida.
-Como é que é? Grávida? - ele indagou surpreso
-Sim. E se for verdade, é seu.
-Ora, não me venha com essa! Você sai com um monte de garotos e vem dizer que eu sou o pai do seu filho.
-Mas é você. Tenho certeza!
-Acho que não! Você lembra que usamos camisinha.
-Usamos sim, mas alguma pode ter furado.
-Quem me garante que não é de outro, Aiga-san? Todos sabem como você é. Sai com todos! Dorme com todos! Esse filho pode ser de qualquer um. - cruzou os braços – Trate logo de abortar isso antes que fiquem sabendo. Até mais ver!
A garota ficou desolada, aquele foi o pior fora que tinha tomado na vida. Agora é que ela estava sozinha. Não tinha coragem de contar para a melhor amiga e nem para a irmã. Como ela iria ao hospital sozinha para confirmar a gravidez? Ela tinha que dar um jeito nisso e sozinha.
Uma única lágrima caiu do seu rosto, secou-a depressa. Ergueu-se e voltou para a sala.
Durante o resto do dia, ela se concentrou na aula e não deixou transparecer suas preocupações.
Ela foi para casa sozinha! Seguiu todo o caminho em silêncio de cabeça baixa. Chegou ao prédio. Perto do seu apartamento, abriu a bolsa para pegar a chave, era o mesmo lugar onde estava o teste que fizera mais cedo. Ao puxar a chave, o teste também foi e acabou caindo no chão. Ela se virou para pegar, mas teve uma surpresa, era Tsuyoshi-kun atrás dela e ele pegou o teste antes.
-Tsuyoshi-kun, o que faz aqui? Você me seguiu?
-Não, Akemi-san. Eu moro aqui - apontou o seu apartamento – bem do seu lado. - olhou o que estava na sua outra mão – Isso é um teste de gravidez?
-É sim! - responder cabisbaixa – E deu positivo. - permitiu que algumas lágrimas caíssem – Eu não sei o que fazer.
Tsuyoshi não sabia o que pensar e nem o que sentir. A garota por quem ele estava apaixonada estava ali, mais vulnerável e insegura do que ele nunca tinha visto. Sua última frase tinha um tom de súplica, de socorro. E por seu amor a Akemi, ele decidiu que a ajudaria.
-Akemi-san, - ela levantou o olhar para ele – vem, precisamos conversar! Eu vou te ajudar com isso, tá bem?
Ela apenas assentiu e eles entraram no apartamento dele.

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