sábado, 29 de novembro de 2025

Boletim de Anelândia: #41 - A autora de Maratona (sobre maratonas de escrita e NaNoWriMo)


 
 
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia. 
Aproveitando que estamos no mês de Novembro, resolvi que o assunto de hoje vai ser sobre as tantas vezes que eu invento nessa minha vida de autora.  Como se eu já não o fizesse o suficiente né? 
Como vocês leram no título, não é nada tão mirabolante... É só escrita né? 
Enfim, quero contar para vocês minhas experiências como autora de maratona de vez em quando. 
Segurem na minha mãozinha e vamos! 

Como eu descobri o NaNoWriMo e outras maratonas 

Uma coisa que eu nunca fui foi uma autora que escrevesse muito. Nos meus primórdios sempre tive um problema com a minha frequência e quantidade de escrita. Lá por 2013, quando comecei o DEA e a publicar outras histórias minhas por aí, acabava que eu sofria e muito com falta de atualização. Com certeza perdi muito leitores porque eu demorava alguns meses para postar capítulos novos. 
Como passei a ser mais cronicamente online e ficar mais inclusa nesse mundo de escritores e de postar as histórias na internet. Lá por 2017, quando eu estava para terminar a segunda faculdade e nas vésperas de ter que fazer um TCC – que foi sobre autores de fanfics – que eu descobri o NaNoWriMo. O que agora é só um finado mesmo! 
Em resumo, o NaNo era uma maratona de escrita que acontecia no mês de Novembro e a ideia era escrever 50 mil palavras de alguma história (geralmente nova) durante aquele mês. Eu achei que seria uma ótima oportunidade para poder finalmente escrever num ritmo mais rápido, como uma forma de me desafiar. E desde então, nos meses de Novembro e até fora dele, resolvi fazer essas pequenas maratonas de escrita para poder dar um gás que meus livros merecem! 
Desde 2017, pulando alguns poucos anos, sempre fiz questão de participar, mesmo que o evento “oficial” tenha morrido, a ideia permanece.
 

Muitas vezes já fiz maratona 

Só para constar, vou deixar uma lista de quais histórias eu resolvi escrever em cada um dos anos... Contando inclusive os que não participei. (De 2017 a 2025.) 

Segue a lista: 
  • 2017 – DEA e TCC (sim, eu sou louca!); 
  • 2018 – DEA e JV3; 
  • 2019 – ASA2 (antigo) e JV3; 
  • 2020 - ASA 1 (Novo) e Contemporânea Erótica; 
  • 2021 – Maratona em Maio: Contemporânea Erótica e  ASA 1 (Novo);  NaNo: ASA 1, Calliope, Conto 1 do 12 Meses com Minorin; 
  • 2022 - Não fiz, tava em projeto de ano inteiro haha; 
  • 2023 - Não teve e não aconteceu; 
  • 2024 - Crônica de Aniversário, Destinos Florescentes, JV4, ASA Zero; 
  • 2025 - Não fiz. 

Pois é, acho que dá para perceber que eu não sou mesmo uma autora que escreve uma coisa só. Todas as vezes que inventei de participar foi porque eu tinha mais de um projeto para poder adiantar. Minha ideia com as maratonas era poder realmente escrever um pouco mais e impor um ritmo de escrita, mesmo que por um curto período. 
Em todos os anos foi uma loucura, mas ainda assim foi muito gratificante. Sempre me sinto bastante desafiada e também adoro adotar compromissos comigo mesmo dessa maneira. 
Em alguns anos, cheguei até a colocar um mínimo de 500 ou 600 palavras diárias, para eu ter pelo menos uma meta mínima. Nos primeiros anos até que me ajudou bastante, porém depois fui percebendo que ele era um limitador terrível, porque eu me forçava a escrever para chegar nesse mínimo. No ano passado, por exemplo, não estipulei nenhuma meta diária, apenas escrevia o que achava que estava bom para aquele dia. O resultado: a meta diária foi bem maior! 
Nunca cheguei às 50 mil palavras do desafio, mas a cada ano a quantidade de palavras total foi aumentando. Uma pena que os registros do site oficial do NaNo sumiram, só tenho os que eu coloquei em redes sociais. Mas, fui evoluindo de pouco mais de 15 mil no primeiro ano para mais de 30 mil no último. (Se minhas contas não estiverem erradas!) 
Teve um mês por fora em 2021 – no meio da pandemia – em que resolvi fazer uma maratona independente e também deu super certo! 
Isso sem contar que o ano que não teve maratona em Novembro, mas que teve no ano todo, que foi em 2022. Cada mês era uma autora se descabelando e espremendo ideias, contudo saindo feliz no final de tudo. 
Alguns livros como o DEA e o JV3 e acabei terminando durante essa maluquice de escrever todos os dias um pouco! 
Uma pena que neste ano não consegui por falta de organização e outros planejamentos mesmo. Não estou triste de não conseguir, só sentindo falta mesmo! 
Eu era tão focada na meta que até no restaurante já escrevi. (Deve ser 2017 essa foto!)
 
Fotinha de 2019 do caderno do JV3!

A vantagem da maratona de escrita 

Agora que vem a parte mais reflexiva e em que eu coloco algumas dicas para autores que querem entrar numa maratona de escrita. 
Cheguei a comentar sobre isso em um dos “Dicas para Escrever” no meu blog, quando eu fiz a Maratona de Escrita num mês de Maio qualquer. Vou deixar o link para quem quiser conferir, pois ele realmente oferece um passo a passo e algumas dicas boas para quem está perdido. 
E para quem deve estar se perguntando: Será que vale a pena fazer uma Maratona de Escrita para eu poder escrever meus livros? 
E eu respondo: É sempre bom se desafiar como autor! 
Eu usei a maratona como um método para eu poder finalmente escrever histórias que estavam há muito paradas, precisando de um carinho e um talento. Porque o meu ritmo de escrita, mesmo que tenha melhorado muito de uns anos para cá, ainda é bem aquém do que eu acho que deveria ser. Ainda mais para uma pessoa que quer viver de vender livros né? 
Apesar do meu lema, na maior parte das vezes, ser “Devagar e Sempre”, existem momentos em que o devagar acaba por incomodar. Então, a gente tem que dar uma acelerada porque tem livro que funciona igual a carro. (Qualquer dia eu explico essa teoria maluca minha!) 
É como acabo sempre dizendo: Depende muito do que você quer fazer! 
Se seu ritmo de escrita é bom, talvez o desafio seja para você finalmente começar um novo projeto e quem sabe até conseguir terminá-lo.  
Se é um ritmo de escrita lento, talvez o desafio funcione para finalmente colocar em prática todos os planejamentos para a história. 
Pode ser um projeto só, dois ou três projetos. É um desafio pessoal seu! 
Todas as vezes em que eu inventei de fazer isso acabei ficando bem cansada, porém fiquei muito satisfeita com o resultado. Por alguns dias, acaba se tornando o foco numa produção em constância e em quantidade. Quanto mais melhor! 
Claro que, depois é necessário dar uma revisada e lapidar aquilo que foi escrito. Porque a qualidade também importa!
Um meme para descontrair!

Bem, pessoal, é isto! 
Espero que tenham gostado da edição do Boletim de Anelândia de hoje. 
Nos vemos na próxima!

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Mensagem - 12 Meses com Minorin - 13º Conto Especial


"Sua voz, antes um pequeno fragmento, 
se transforma em palavras e se transforma em uma canção.
Seus sentimentos são uma melodia. 
Dê-me isso, cada vez mais. Seja feliz. 
O presente que você deseja brilha com felicidade. 
Acredite que na luz está o caminho para o amanhã".

(Contact 13th - Minori Chihara)

***

Imagino que todas as pessoas tenham algum cantor ou artista favorito e eu tenho também.
Ainda me lembro quando a conheci! Porque naquele ano tinha descoberto muitas coisas naquele ano e ela estava dentre elas.
Num primeiro momento, acabou por ficar num cantinho, apenas fazendo parte de tantas outras coisas que preenchiam meus dias como qualquer adolescente que gostava de ouvir música.
Não me recordo em que momento a chave virou e sua voz e suas letras se tornaram tão presentes na minha vida! Acredito que foi em algum momento do meu começo de vida adulta.
O nome dela? Minori Chihara ou só Minorin, para os íntimos!
É difícil mensurar como ela é realmente é uma inspiração para mim, não só pelas músicas, mas até como pessoa. Já são tantos anos na companhia dela que realmente fica bastante complicado de explicar.
Para pessoas mais pragmáticas, talvez isso não faça o mínimo de sentido. Como assim você gosta e admira uma pessoa que praticamente vive do outro lado do mundo, alguém que nunca vai sequer saber quem é você é? E ainda por cima, canta músicas num idioma totalmente diferente do seu? (Juro que ouvi até coisas muito piores sobre isso!)
Acho que só quem é fã realmente é capaz de entender esse sentimento! E como somos julgados por ser assim né?
Só consigo sentir pena de quem não vive isso, não se abre para essa sensação. Ser fã das coisas é tão gostoso, tão legal!
A Minorin esteve realmente presente em diversos momentos da minha vida, desde o finalzinho na minha adolescência até agora. Suas músicas foram o pano de fundo de diversos acontecimentos e cada um dos lançamentos que eu acompanhei e que tenho como lembranças que fazem parte da minha vida também. Principalmente nos momentos em que escrevia as tantas histórias que minha cabeça inventa!
A quantidade de coisas que nós temos em comum, como a altura, o tipo sanguíneo, o mês de Novembro, o ano de 2004, o girassol e até a personalidade meio introspectiva.
Nossa altura é quase igual, eu tenho 1,58m e ela 1,57m; Fazemos aniversário com dias de diferença: Ela dia 18 e eu no dia 30; Nosso tipo sanguíneo é o mesmo: B; O ano que começamos a carreira foi o mesmo: 2004, ela com a música e eu com a escrita; A flor da minha editora é a mesma dela: o girassol. Isso só para ter uma ideia mesmo!
O quanto eu a admiro como pessoa, principalmente após um boato envolvendo seu nome e quando ela foi se retratar poucas horas depois sobre.
Seu trabalho como dubladora e principalmente como cantora. A Minorin é realmente um Raio de Sol (porque em inglês é “sunshine”)!
Tantos anos acompanhando, até que no ano de 2021 veio um baque: O anúncio que ela ia entrar de hiato musical por tempo indeterminado. Com um último álbum - mini-álbum na verdade - e um último show, que deixou a mim e outros fãs devastados!
(Brazil, i’m devasted!)
Eu não conseguia pensar em um mundo sem músicas novas da Minori Chihara, mas eu tinha que lidar com isso, né?
Este foi o pontapé que eu precisava para finalmente colocar uma ideia que já fazia mais um ano que eu amadureci na minha cabeça. Um projeto de contos, inspirados nas diversas músicas dela, durante um ano inteiro. Foi assim que nasceu o 12 Meses com Minorin. Ainda naquele ano, justamente no mês de Novembro, comecei a escrever o primeiro conto do projeto.
O projeto ocorreu durante todo o ano de 2022, com apenas caos e uma autora louca que passava os dias escrevendo inspiradas em músicas e referências da Minorin. Foi algo que me fez muito feliz como fã dela e também como escritora. Senti-me muito desafiada tendo que escrever um conto em cada mês daquele ano.
Encerei o projeto no comecinho de 2023 e poucos meses depois acabei tendo um burnout daqueles e que me fez repensar diversas coisas na minha vida… Afetando e muito o meu processo de escrita! Passei praticamente o ano inteiro de 2023 sem escrever direito!
O pior é que isso acabou me recordando justamente das razões da Minorin ter parado de cantar… Ela não via mais sentido naquilo! Precisou parar para poder se reencontrar!
Ironicamente, foi exatamente o que eu fiz nesse período que citei acima.
Às vezes, é preciso se perder para poder se reencontrar. E nós duas tivemos que fazer isso!
Parar e observar o que vale a pena e o que faz sentido para nós, para as nossas vidas, entender quais são os nossos objetivos, vontades e propósitos.
Naquela época, eu senti que uma parte de mim foi tirada. Porque eu sou escritora e sem ela, minhas histórias e meus personagens… Parece que eu não sou eu!
As palavras que eu escrevo são a minha voz e eu acabei por perdê-la, perdendo todo o sentido que muitas coisas têm para mim!
Imagino que com a Minori - não posso afirmar, pois não vivo na cabeça dela - foi uma coisa bastante parecida. Tanto que, lá na metade de 2023, ela disse que ia voltar a cantar, mas sem músicas novas. O que já era um começo!
Eu fui me reencontrar com a escrita só no final de 2023 e no começo de 2024. Uma pena que algumas histórias minhas acabaram por sofrer com tudo isso!
Sempre um dia de cada vez, um capítulo de cada vez. Porém, acabei por encontrar novamente o meu lado escritora e me sinto completa outra vez!
Anelise não é a Anelise se não estiver escrevendo ou pensando em algum livro; se não estiver pensando em algo relacionado às filhas mais velhas: As Super Agentes.
Assim como, a Minorin não se via sem ser cantora, tanto que houve novamente a vontade de continuar cantando…
E qual não foi a minha supresa quando em Março deste ano elas simplesmente lançou uma música do absoluto nada. O nome dela? O mesmo nome deste conto (só que eu escrevi em português): Message.
Eu vivia novamente em um mundo em que se havia uma música nova da Minori Chihara. Ainda lembro que eu chorei ao ouvir a música nova, mesmo sem entender muito da letra ainda, mas existem horas em que a música realmente transcende a barreira do idioma.
A letra de Message foi capaz de traduzir tudo o que senti quando não conseguia escrever; tudo o que eu sinto quando quero compartilhar o que está dentro de mim com o mundo quando conto minhas histórias. De querer falar, de usar essa voz, mas ter tanto medo e mesmo assim, respirar fundo, acreditar em si mesmo e sempre seguir em frente.
Uma busca pela perfeição e uma aprovação que acaba por corroer e nos destruir por dentro… Quando tudo o que eu mais quero é ser fiel e autêntica a pessoa que mais importa: eu mesma!
Ironicamente, essa é a mensagem do conto que eu escrevi em Dezembro de 2022 e tanto a minha inspiração quanto eu mesma acabamos por passar por uma situação assim.
É difícil reencontrar o sentido e ainda mais a magia em algo que nós gostamos tanto de fazer, seja cantar ou escrever!
Manter a nossa própria essência sobre nós mesmos! E que essa nossa essência acabe por alcançar a de outras pessoas e ela se conectar conosco.
Foram muitas reflexões que essa música me despertou e sempre que eu a escuto, o trecho “Be Free, Be the Only one” me toca de uma forma que nem sei descrever!
A ideia para este texto, um 13º Conto, uma homenagem, está comigo desde quando eu terminei o 12 Meses com Minorin lá em 2023. Só que acabou que eu nunca levei muito para frente, por todas as razões que expliquei acima, acabei por nunca escrevê-lo… Até o momento em que a voz da Minorin em Message passou pelos meus ouvidos e pela minha alma e eu notei que era finalmente a hora.
Não a hora de encerrar o projeto, porque ainda quero fazer algumas coisas relacionadas a ela, como os contos que existem; e nem sei se devo inventar de escrever mais 12 contos inspirados nas músicas da Minorin.
Contudo, era a hora em que devia escrever essa Mensagem, essa homenagem a Minorin e até a mim mesma.
Em muitos trechos daqueles 12 contos, prestei homenagens e honras a ela, na maioria das vezes sendo até referências mesmo (e são tantas que eu tenho que voltar para relembrar todas!). Só que teve uma outra pessoa a quem eu honrei em todo este projeto: a Anelise autora.
Em alguns momentos durante os contos, eu me perguntei se eu deveria continuar, pois eu tinha a sensação que não tinha ninguém me olhando ou sequer lendo todas aquelas palavras carregadas de tanto amor que eu escrevi.
Só continuei por mim mesma, porque era o que eu queria!
Pode até soar um pouco egoísta da minha parte, só que existem momentos em que só isso mesmo importa! Ainda mais quando você passa anos sem lançar coisa nova e o imediatismo e consumismo acaba te atropelando e te deixando para trás.
Essa Mensagem é também para aquelas poucas pessoas que, mesmo com todas as dificuldades, nunca deixaram de acreditar em mim. Nunca deixaram de ler as coisas que escrevo, que estão aqui sempre me incentivando e escutando as minhas palavras.
Todas as pessoas que em algum momento se interessaram nas tantas histórias que eu tenho para contar; com quem recebeu um autógrafo meu; tirou uma foto comigo.
Obrigada por acreditarem nessa escritora que é muito sonhadora!
Nessa escritora que é um pouco surtada de vez em quando, mas que carrega um enorme amor por tudo o que ela criou!
Espero que tenham sempre ao meu lado, assim como uma das minhas grandes inspirações - a Minorin - também está sempre comigo!

***

"Mas a verdade é que eu sei. 
Só eu posso me mover. 
A resposta está bem aqui. 
Vamos lá, preciso seguir em frente. 
Ser livre, ser a única. 
(...)
Não importa quanta dor você esteja sentindo,
espero que você finalmente possa descansar.
Não quero me perder, não quero cometer erros.
Há dias em que penso assim.
Cada vez que me perco, cada vez que cometo um erro,
encontro uma nova perspectiva".

(Message - Minori Chihara)

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Boletim de Anelândia: #40 - A autora “sem playlist” (O livro é uma coisa, a autora é outra)

 
 
Olá, pessoas! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia. 
Hoje falarei sobre um tema que é muito presente para mim: Música! Nunca cheguei a comentar sobre meus gostos musicais por aqui na newsletter, mas nos meus outros, digamos, canais acabo por falar muito sobre. 
E quero explicar a relação do meu ouvir música com a minha escrita, que é - como já se deve esperar – daquele meio jeitinho bem Anelise de ser. 
Segurem na minha mão e vamos! 
 
 

As playlists caóticas já por natureza

Dentre os meus gostos musicais estão os seguintes estilos: J-pop, K-pop, Folk, Metal, alguns pop perdidos, música de desenho, enfim… Vários estilos em uma pessoa só! Costumo brincar que meu gosto musical vale por de umas três pessoas diferentes.
A brincadeira é ainda pior porque não é uma playlist/estilo para cada humor meu, como se fossem até personalidades diferentes. Mas, sim, vai muito do que eu quero ouvir naquela hora e essa vontade pode ir para músicas de estilos completamente diferentes. Obviamente, existem os dias em que vai do meu humor também, mas costumo ser menos comum.
Inclusive, eu sou o tipo de pessoa que coloca música para fazer qualquer atividade. De verdade!
Vou arrumar a casa ou cozinhar? Coloco música! Vou fazer algum dos meus hobbies? Coloco música! Vou escrever? Coloco música!
Ou seja, minhas playlists acabam por ser um caos já por sua própria natureza, só por essa mistura de estilos e artistas bem nada a ver!
Eu amando as minhas playlist aleatórias!
 

A habilidade de escrever uma coisa ouvindo outra completamente diferente 

Por ter gostos muito variados, acaba que até as minhas histórias acabam sofrendo com isso.
Como minhas playlists são bem aleatórias, acaba que as músicas que uso para o meu momento de escrita acabam sendo bem aleatórias. E normalmente, não precisa ter nada a ver com o gênero ou tipo de história/cena que estou escrevendo.
Ainda me lembro quando escrevi a única coisa de terror/suspense que já tentei - que é o conto Noite das Damas, que foi para uma antologia originalmente - e estava linda e plena ouvindo Asami Imai enquanto escrevia sobre duas amigas e a noite estranha delas num hotel assombrado.
Ou as diversas vezes em que eu estou escrevendo alguma cena de romance e estou ouvindo algum metal em específico.
Até quando eu fiz o projeto inspirado na Minori Chihara, não obrigatoriamente eu estava ouvindo alguma música dela. E se fosse ela, nem era uma das músicas que inspirou o conto de cada mês.
Como disse acima, minhas playlists são um caos e nos meus momentos de escrita, a minha cabeça está fervilhando e eu preciso de um fundo que acabe por me estimular e me deixar animada durante esse processo, assim como quando faço minhas outras atividades ouvindo música.
É o meu jeitinho, num adianta!
Eu mesma ouvindo Shouta Aoi ao escrever Destinos Florescentes, ironicamente essa música faz parte da playlist do livro.
 

Alguns livros têm playlist, mas... 

Isso não significa que meus livros não tenham suas próprias playlists. De vez em quando, eu vou escutando minhas músicas e vendo como elas se encaixam ou como me lembram os meus livros.
Pode até parecer que, com tudo o que comentei acima, que eu seja uma autora que acaba “abolindo” isso de ter playlist pro livro… Só que não! Alguns dos meus livros têm suas próprias playlists e que eu monto realmente pensando nas vibes que aquela história passa.
Tenho duas relacionadas a As Aventuras de Jimmy Wayn; a do DEA; uma para a Contemporânea Erótica; outra para Destinos Florescentes; e a do 12 Meses com Minorin! Viu? São até bastantes!
Eu gosto de montar coisas temáticas relacionadas a meus livros e uma lista de músicas faz parte disto também. 
Nesse quesito, eu sou bem parecida com outros autores! Porque é bem legal de se ter algo assim para ajudar na divulgação do nosso livro, ainda mais nas redes sociais né?


Faz parte do meu processo criativo e tá tudo bem 

Claro que sempre bate aquela maldita comparação, ainda mais com outros autores: será que eu que sou errada e que eles estão certos?
Só que, com o meu tempo e a experiência, fui aprendendo que certas coisas só fazem parte do nosso processo criativo e tá tudo certo.
Alguns autores precisam estar mais imersos que outros para poder escrever e usar música é um bom artifício para tal. Ajuda a ter mais inspiração, pensar naquele enredo e nos personagens e em como fazer a história seguir.
Não existe jeito certo ou jeito errado, realmente é só a forma que cada um de nós faz para ficar melhor na hora de escrever. Conheço autores que precisam e outros que não! E é assim mesmo!
Só para não deixar passar em branco algo que eu sempre falo: odeio quem ficar querendo cagar regra na escrita dos outros.
Quantas vezes já não vi dicas de escrita na internet em que a pessoa que falava acaba por impor algumas regrinhas para a pessoa estar dentro da caixinha de “escritor”. Tipo quantos capítulos tem que ter, quantas palavras que são, e claro, se pode ou não criar e usar uma lista de músicas para ajudar a escrever.
Ainda devo fazer uma edição sobre este assunto, que é meio polêmico… Só que eu amo cutucar em vespeiro aqui!


Terminando mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Espero que tenham gostado e nos vemos na próxima!
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