segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Caterine Vs. Katherine

Caterine estava treinando na floresta. De repente, um portal se abre e de lá cai uma mulher, cujo nome é Katherine.

O quê? Mas o que está acontecendo? - diz se virando para a pessoa que acaba de sair do portal - Quem é você?

Onde... Onde estou? - Fala colocando a mão na testa e levantando.

Bem vinda ao reino do grande Rei Skinir I. De onde você veio? Suas roupas... São tão... Estranhas.- Disse olhando-a de cima a baixo

Er.... Provavelmente, devo ter saído de minha dimensão! - Murmurou para si mesma. - Skinir I? E-Eu não conheço!

Parece que não é mesmo daqui. Começando pelas roupas e depois essa bola estranha de que saiu. Estou tão confusa quanto você! - Falou fazendo careta

Não é uma bola, é um portal, pelo jeito ultradimensional. E isso é um kimono! - Katherine riu discretamente.

Ah sim, eu não conheço esse tipo de coisa. E o que seria um portal ultradimensional? - Caterine estava confusa com aquelas palavras difíceis - Alias, sou Caterine. E você?

Um portal que leva as coisas de uma dimensão a outra. - Disse orgulhosa de seu conhecimento. - Katherine Regan Maeve, ou Katherine Erudon.

É um prazer, Srta Katherine. Temos o mesmo nome! - deu um leve sorriso - Coisas de uma dimensão a outra? Dimensão seria um outro lugar não é? Então, que leva as coisas de um ao outro. Pelo menos, foi o que entendi. Perdoe-me se estiver errada! E o que devo o ar de sua graça em nosso reino? - Falou tentando ser simpática

Pelo jeito, devo ter errado um feitiço. Eu devia estar em Ernas! - Falou quase chateada com o erro

Ernas? Bem, com certeza não é aqui. A senhorita é uma bruxa? - Disse meio perplexa e com medo - Por favor, não me faça mal. Sairei do seu caminho se quiser!

Riu com a surpresa da garota.

O termo certo é Sacerdotisa! E eu não sou má, mas você me parece uma ótima guerreira!

Eu sou sim! Eu tenho uma espada muito poderosa e ela só pode ser usada por mim. - Disse sentindo-se orgulhosa - Eu lutei usando-a, pelo bem do meu reino. E derrotarei qualquer um que queria atrapalhar a paz. - Se lembrou do termo de Katherine - Sacerdotisa? De alguma igreja, eu suponho.

Na verdade, não sou de nenhuma igreja. Tenho certa repulsa por algumas coisas religiosas por causa de uma maldição. - Falou envergonhada. - Ora ora, que coincidência, também tenho uma arma que só pode ser usada por mim!

Ora, uma grande guerreira também. Que interessante! - Disse ameaçando desembainhar a espada - Estou curiosa para ver suas habilidades. Afinal, abrir um portal ultra-di-men-sio-nal - pausadamente lembrando as sílabas - não é uma coisa para qualquer pessoa.

É mais fácil quando se tem mais de 500 anos! - Invocou seu livro com uma expressão serena no rosto.

500 anos? Eu tenho um pouco mais de 20 anos. Sua sabedoria deve ser bem maior que a minha. - Deu uma risada - Mas sabedoria não significa força! - empunhou a espada - Vamos ver se com os anos as forças aumentam também!

Talvez sim! - Abriu rapidamente o livro e o folheou-o até certa parte. - Secret Dimension! - Sua magia havia feito com que as duas se afastassem daquela dimensão, de modo que a batalha não causasse nenhum dano na dimensão da mais nova.

As duas caíram na Secret dimension e Caterine observou sua volta, muito confusa e perdida.

Por que estamos aqui? Por que nos trouxe para cá? Aqui não tem nada! - Aumentou sua guarda e forçou mais a postura - Se quiser me matar, eu não vou deixar!

Não vou te matar! Essa dimensão aumenta tanto as minhas habilidades quanto as suas! - Fechou o livro. - Confie em mim, será só mais uma batalha normal!

Só por diversão? Ainda bem! - Disse soltando um suspiro - Olha, eu vou confiar em você acerca do que disse da dimensão. - Ela já estava impaciente - Agora, podemos começar o que interessa?

Apressadinha você, não acha? - Transfigurou seu livro numa espada e com ela, diminuiu a extensão de seu kimono até que o mesmo estivesse na altura de seu joelho. - Agora sim.

Apressada eu? Imagine! - Disse posicionando a espada e avançou para golpear Katherine - Eu só odeio ficar falando demais. Deixo que a minha lâmina seja minha boca e fale por mim!

Katherine riu convencida e falou:

Então deixe que nossas lâminas conversem!

Avançou na direção da garota empunhando a espada com força e quando chegou perto da mesma, a ponto de que ela a acertasse, esquivou para trás dela.

Caterine pode não ter visto, mas sentiu o movimento da xará. Inclusive a respiração forte que soltou em suas costas. Virou-se imediatamente, desferindo um golpe contra a adversária. Acertou-a superficialmente.

Notou o corte que a mais nova lhe havia feito e sorriu quase satisfeita. A outra havia tentado lhe acertar novamente mas com um movimento rápido de sua espada desviou o corte, o que acabou cortando um pequeno pedaço da manga de seu kimono.

Caterine ficou com raiva de si por ter apenas acertado a manga do Kimono. Em um acesso de raiva, ela fez diversos golpes, cortantes e perfurantes, avançando em direção a inimiga na tentativa tentar de acertá-la.

Desviou com certa facilidade de cada golpe que a adversária fazia, até que chegara em um ponto que pensou em aquilo estar demorando demais. Transfigurou sua espada numa lança e saltou para trás no intuito de se afastar da menor.

Caterine surpreendeu-se pela transformação repentina da arma de Kat. Percebeu que realmente tinha uma rival forte e que se demorasse muito com aquela luta, ela começaria a ter bastantes problemas por causa da magia dela.

Empunhou a lança com as duas mãos de modo que a arma se aproximasse da arma da adversária, e com dois movimentos de sobe-desce acertou o punho da garota fazendo-a diminuir a força com que segurava a espada, e com outro movimento, atirou a espada da outra para longe e a impediu de ir buscá-la.

Caterine estava completamente vulnerável e seria morta se aquela luta fosse "para valer". Ambas ficaram se encarando, Caterine pensava entre desistir da luta ou correr o risco de pegar sua arma de volta. Só que... Ela se lembrou da outra espada que carregava! A que usara até aquele momento, era apenas uma espada de treino, bem simples. A outra, que ainda estava na bainha, era a espada cuja era provedora: A espada do poder eterno. Não pensou duas vezes, desembainhou a espada e, com velocidade aumentada pelo poder da espada, foi ao ataque. E ela se mexia como um feixe de luz.

Se afastou um pouco mais com outro salto; Enquanto estava no ar, uma estranha névoa a envolveu e logo se transformou numa roupa comum, com dois suportes, um em cada coxa. - Você boa! - Ao 'pousar' simplesmente puxou seu punhal de um dos suportes e avançou na direção da outra, defendendo os ataques com sua lâmina.

E me parece que você também tem uma arma extra. - disse Cat por entre os golpes que errava. - Tem uma boa visão também. Não estranho já que tem mais de 500 anos.

Caterine notou que seus ataques tinham efeito nulo sobre sua xará. Queria pensar em algo para ter algum efeito. Então, decidiu imitar a técnica que apenas sentirá antes: Ir para trás da inimiga! Sem diminuir a velocidade, foi parar nas costas de Katherine e lhe deu outro corte superficial, que poderia se tornar uma bela cicatriz.

A rosada sentiu a lâmina da outra nas costas, rasgando seu casaco e sua camisa ao mesmo ao mesmo tempo que causava-lhe um belo e grande corte em si. Recuou e encarou a outra com um quase sorriso na face. - Foi um belo golpe! - Se alongou ofegante e, no tempo em que o fez, sua lâmina começou a brilhar. - Extensão. - Sua lâmina agora estava encoberta de gelo, e maior, de um tamanho aproximado ao da espada antes invocada.

Uh... Lâmina gélida. Gostei! A luta a cada segundo fica mais interessante. Faz tempo que eu não tenho uma luta boa dessas. - Deu um sorriso - Acho que é sua vez agora, não é?

Talvez. De qualquer modo, agora que a luta fica interessante! - Sacou seu revólver e atirou-o pra longe. No resto da batalha usaria somente sua lâmina. Logo, avançou novamente contra a outra, que se defendeu com a espada brilhante. Com um pulo raso se afastou novamente.

Ao bloquear a outra Lâmina, Caterine sentiu um vento frio correr por seu rosto, pelo poder de gelo que emanava. Soltou um enorme suspiro quando a outra se afastou. Katherine aproveitara mal a sua vez. "Apenas uma tentativa? Não pode ser.", Caterine pensou. Olhou bem no fundo dos olhos de Kat, mas ela não conseguiu ler seu olhar e nem estipular um próximo movimento.

Extensão. – A crosta de gelo que envolvia sua lâmina ficou ainda maior, e pequenos espinhos a encobriam agora. – Sua vez agora não? – Provocou-a, truque que um amigo imortal lhe ensinara em uma de suas viagens ultra dimensionais, juntamente com os espinhos. Pensou sobre a segunda extensão, talvez tivesse exagerado, mas Caterine era uma boa guerreira, isso não devia ser motivo de preocupação para ela.

"Daqui a pouco ela vai fazer nevar aqui.", Pensou quase se batendo de frio, já que uma leve brisa fria saia da Lâmina de Katherine,"E esses espinhos? Será que eles podem... Me acertar?". Com outro movimento ao nível da luz, Caterine foi parar defronte dela e, aumentando ainda mais sua velocidade, deu uma enxurrada de cortes laterais. Alguns defendidos, outros não!

Nh.. - Deixou um gemido abafado escapar devido aos golpes que a outra lhe acertou. Cinco no total, mas o fato de cada corte ter sido superficial lhe acalmava de certo modo. As cicatrizes ficariam, mas as feridas fechariam logo. Num movimento rápido e sem muito pensar, acertou a espada da outra com a sua, porém, a mesma se defendeu rapidamente, o que acabou por fazer a espada da outra penetrar na crosta gélida, despedaçando-a por completo. - O-O quê? I-Impossível...

Nem Caterine entendera o que aconteceu. Como a espada da rival se quebrou? Porém, lembrou que a sua era a "espada do poder eterno", ou seja, inquebrável e de poder ilimitado. Sentiu-se culpada por ter destruído a outra arma, só que era uma arma invocada e não confeccionada como a dela. Além de alguns dos pedaços terem ferido levemente seus punhos e braços. Ela foi piedosa com Katherine e falou:

Invoque novamente uma arma. Assim acho desonesto!

Riu. - Sua espada é mesmo boa, a ponto de quebrar o gelo da minha! - Tirou os restos de gelo que ainda haviam no punhal. - Na verdade, prefiro usar só meu punhal, da última vez, quase cortei um garoto ao meio. - Sorriu sem graça.

Caterine sabia bem do que se tratava um punhal e seria meio uma vantagem para ela, vendo o lado armas daquela batalha. Entretanto, se era uma preferência de Katherine, tudo bem. A famosa filha do conselho tinha o seu punhal também, sempre para um último caso. Embainhou a espada do poder eterno e retirou o punhal de dentro de sua bota.

Então, iremos de igual para igual. - disse passando o dedo pela lâmina do punhal de bainha azul e preta

Se prefere assim. - Segurou com um pouco mais de força o cabo de seu punhal e se posicionou para a batalha, mas antes olhou de relance para sua perna, as feridas já haviam se fechado, porém as cicatrizes estavam lá. Por um segundo pensou no que Voschio diria, mas ignorou esse pensamento e esperou o movimento da adversária.

A menor logo notou que era sua vez, somente pelo olhar da mais velha. Trocou a posição em que segurava o punhal colocando a lâmina abaixo de seu braço. Ela queria furar um pouco, também notara a cicatrização rápida da outra. Jogou o corpo, com o braço direito mais a frente e foi tentar perfurar. Porém, com a mesma posição, Katherine defendeu e fez mais força. A s lâminas escorregaram uma pela outra e a de Caterine acabou machucando o seu próprio braço. Ela xingou um pouco e viu que fora uma péssima ideia.

A rosada segurou o braço da adversária passando a mão de leve pela ferida dela, num movimento rápido, abaixou a cabeça e lambeu um pouco do sangue que saía do braço da outra. Um brilho estranho tomou seus olhos e mais rapidamente agarrou-a levando sua boca ao pescoço da outra. Sabia que isso a deixara vulnerável, então, soltou-a e se afastou.

Desculpe...

Cat ficou muito encabulada com o que Katherine acabara de fazer. Encarou-a completamente rubra e passou a mão por sua ferida no braço, recém-lambida. Trocou a posição em que segurava o punhal, passou a ser como uma faca, e foi ao ataque.

Não muito surpresa com a reação da outra esquivou-se dos ataques que recebia com certa dificuldade, já que a ferida que havia ganho nas costas ainda não cicatrizara por completo. Até que num movimento rápido feito pela outra, foi acertada entre os seios, mas fora uma ferida rasa, já que a rapidez do ataque não aumentou sua força.

A jovem deu um pulo para trás e observou a ponta da lâmina manchada com sangue da ferida que abrira. Rápido, em seu pensamento, contou a quantidade de cortes que acertou. Poderia estar ganhando, mas não era isso. Sabia bem que a sua rival evitava atacá-la e não passava por sua mente o motivo. "Por quê? Ela é tão boa quanto eu".

Por que você não me ataca? Parece que evita me machucar! Só fui ferida pela espada que quebrou. - era uma pergunta crucial - Poderia me explicar? Eu... Não gosto de ver meu inimigo muito pior do que eu.

Tossiu um pouco por causa do sangue que saía de sua boca devido a ferida, cuspiu-o e respirou fundo. – Você é mortal! Eu uso muita magia e também vários tipos de armas, não quero me gabar, mas além de 500 anos me proporcionarem sabedoria, também ganhei muita força, e até mesmo um feitiço de cura mais complicado poderia te prejudicar. Eu vi como você ficou com frio por causa da magia “Extensão”, descartei meu revólver porque você só usa espadas.

Uma mortal contra uma imortal? - disse pensando em voz alta - Eu já deveria estar morta caso não tivesse um bom coração. Apesar de eu não ser uma mortal normal, estou dando trabalho. - e riu

Mortais não-normais também dão bastante trabalho! - “Principalmente se estão lutando contra sua mãe...” Pensou lembrando de alguns amigos. – De qualquer modo, nesse round você venceu!

Caterine sorriu satisfeita, não por ter ganho a luta, mas por realmente ter se divertido com aquilo tudo. Encontrou na antes adversária uma amiga.

Bem... Então... Podemos fazer uma outra batalha algum outro dia. Vejo que eu desgastei mesmo você. Desculpe-me. - Disse coçando a cabeça e em seguida guardando o punhal novamente na bota.

Riu. – Desgastou, mas eu já sofri surras maiores, e de um parente! – Observou os danos causados em suas roupas. – Ihh, já vi que vou levar bronca!

Não acha melhor voltarmos? Afinal, você tem que ir a outro lugar e logo ficarão preocupados comigo.

Sim sim. – Invocou novamente seu livro e com um sussurro, ambas voltaram à dimensão que antes estavam.

Como é bom estar de volta, ainda mais em casa. - disse passando a mão pelo tronco de uma das árvores - E você, Katherine, já vai ir para Ernas?

Talvez não, tenho um parente por lá e ele vai me encher de perguntas como “Onde você arranjou essas cicatrizes?” ou “Por que está andando por aí com roupas rasgadas?”. – Suspirou. – E também, se eu voltar pra casa, as perguntas serão quase as mesmas!

Entendo! Isso deve ser chato para você... Eu queria ter parentes, mas eu perdi todos bem pequena. Digamos que, meus parentes são os meus amigos. - disse Caterine ficando um pouco tristonha.

Na verdade, nem tanto. - Riu. - Eu só tenho um primo, e minha mãe foi morta na minha frente, ele se sente responsável por mim por causa disso!

Olha, parece que temos alguma coisa em comum: Somos órfãs. - disse com um riso tímido - Não quer conhecer nada por aqui, Katherine?

Só um minuto. - Transfigurou-se numa pequena loba, e em seguida voltou a forma humana com uma roupa nova. Encarou a menor e riu com a surpresa misturada com o susto dela.

Pode me dizer quais outras transformações vai fazer? Só não se transforme em mim, por favor. - disse brincando um pouco, inclusive com seu susto - Isso é um sim então?

Sim, é um sim! - Sacudiu o manto que tinha alguns pelos por cima. - Eu acho que não consigo me transformar em outra pessoa.

Tudo bem! Vamos!

Caterine e Katherine saíram da floresta. A mais nova guia o caminho. Não demorou muito e logo chegaram a casa de Caterine. Will, marido de Caterine, estava cuidando do pequeno Eric, que tinha a mesma idade de quando a mãe ficou órfã. O homem cumprimentou Katherine devidamente, como o bom cavalheiro que era. Ficaram um pouco do lado de dentro conversando com Will. Em seguida, as damas mudaram o lugar da conversa para o lado de fora.

Você tem um bom marido, e um belo filho! - Sorriu docemente. - As vezes, eu gostaria de voltar a ser mortal...

Ora, obrigada! - disse timidamente por conta do elogio - Voltar a ser mortal? Achei que tivesse nascido imortal... Isso são coisas dos seus poderes não?

Assentiu com a cabeça – No dia em que completei meu treinamento, eu e meu mestre fomos atacados, ele teve que se sacrificar por mim... Por pouco eu não morri também...

E... Eu sou curiosa! Não gosto de ouvir meia história.

Sacerdotes do tempo são meio que caçadores de vampiros, sempre que um novo completa o treinamento eles saem de seus esconderijos para matá-lo! De qualquer modo, graças a isso eu sou quase meio-loba!

Isso é um pouco complicado para mim, mas eu entendi. - E se empolgou - Deve ser ótimo ficar caçando vampiros não é? Eu gostava de quando fazia missões como Guerreira-viajante. Em uma destas missões conheci o Will e acabamos nos apaixonando. - Deu uma risada - Sendo sincera, fizemos tudo "na ordem errada".

Riu. – Por que na ordem errada? – Pensou um pouco em seu mestre. – Amor... Antes de morrer, ele disse que me amava...

É uma história longa... Esperando o Eric, achei que ele morrera. Tive o Eric sozinha. Depois, com outra identidade, ele flertou comigo. Na grande batalha do reino, ele se revelou e depois nos casamos. - E se lembrou do último comentário da mais velha - Parece entristecida por causa do seu mestre... Você o amava também?

Sempre o amei, desde que o vi... Ele foi tão gentil comigo, até quando eu pensei que ele fosse um velho pervertido! – Riu. – Esperei 500 anos por ele, e agora ele voltou, mas sempre que eu saio ele fica ciumento!

Caterine não conseguiu evitar a risada. - Se ele sente ciúme, não há dúvidas de que ele te ama e se preocupa com você. Mas faça sua parte, diga a ele o que sente. Não sei se já fez isso, Katherine. - Lembrou-se de situação parecida - Afinal, nem são todos que tem "todo o tempo do mundo" para nutrir um amor secretamente. Minha amiga de infância era apaixonada pelo atual rei, sempre foi. No dia da coroação dele aconselhei-a a se declarar. Agora ela é rainha.

E-Eu já lhe falei, eu simplesmente não entendo pra que tanto ciúmes... – Suspirou. – Ronan e eu somos só primos e eu não tenho mais nada com ninguém de Ernas além de amizade...

Só uma explicação: Ele é mesmo ciumento! - disse rindo

"Ou não acredita que passei 500 anos esperando por ele" Pensou. - É...

E Caterine olhou para o Sol e viu que ele já estava querendo dar o seu adeus. As horas haviam passado depressa enquanto conhecia a nova amiga e xará.

Ora, veja só, o Sol já vai se pôr. Eu tenho um compromisso no castelo com a minha amiga esta noite. E sem dúvidas, Katherine, também deves ter outras coisas a fazer.

Realmente. Foi um prazer conhecê-la, milady! - Reverenciou-a rindo. - Até a próxima batalha!

Igualmente, senhorita. Levar-la-ei de volta a floresta, a fim de abrir outro portal ultradimensional e também não causar tanto alvoroço. - disse rindo ao final

E brevemente elas retornaram a floresta, num ponto menos distante ao que estavam antes, que era um lugar bem melhor e mais seguro para Katherine sair daquela dimensão.

Rapidamente abriu um grande e brilhante portal e mergulhou nele sorrindo enquanto sussurrava algo. - Adeus, maninha...

Adeus! Espero vê-la mais vezes. Podemos até treinar um pouco. - respondeu sorrindo


Você verá... - Mergulhou por completo no portal saindo dele já em sua própria dimensão.

Reunião das mulheres de Anelândia

OBS: Vou colocar aqui a lista de livros e as personagens que falam nesta oneshot, para vocês não confundirem nem as personagens e nem as relações.

Lista:

As Super Agentes: Anelise, Camilly, Joenize, Lorranah, Marlin, Silvia e Susi;

Mago Belo: Sabrí e Luna;

A filha do conselho: Caterine e Julie;

As aventuras de Jimmy Wayn: Samira;

Sayonara Days: Isa, Carol, Amora, Esquilo e Limão;

Mutsu Ike: Asami e Kohsaka Ane;

Super Gata: Guinevere e Gabriela;

Sasaki, a mulher samurai: Sasaki.

***

Era mais um dia em Anelândia e as personagens (as mulheres mesmo) resolveram marcar uma reuniãozinha de mulheres em homenagem ao próprio dia delas. O encontro foi organizado pelas Super Agentes, afinal elas eram as mais velhas. Todas, mas todas mesmo foram convidadas, desde “As Super Agentes” até “Sasaki, a mulher samurai”, personagens principais e secundárias. No horário marcado, Anelise, a agente, começou:

Bem, mulheres de Anelândia, sejam bem vindas a nossa reuniãozinha.

E qual o motivo desta? - interrompe Silvia

Pelo nosso dia. Afinal, hoje é 8 de Março.

Mas somos personagens literárias.

Sim! E somos mulheres também.

Fala isso porque é a mocinha.

No mundo real não existe essa de mocinho e vilão. Você sabe!

Claro que sei, mas não acho pertinente esta reunião.

Se não quiser ficar, pode ir embora. Não estou obrigando ninguém.

Eu vou ficar, só porque estou sendo bem tratada e aqui tem comida.

Todas as outras riram. Realmente fora um comentário engraçado. Então, Camilly tomou a palavra:

Bem, estamos aqui para contar nossas experiências como mulheres que somos.

E Silvia interrompeu novamente:

Eu sou dominadora e vingativa. E... também mal resolvida amorosamente. Isso que dá ser vilã.

Pense pelo lado bom, pelo menos você é independente. – falou Asami – Já eu sou aquela que se sacrificou por outros, sou “a generosa”, digamos assim.

Eu sou uma órfã que que sempre lutou sozinha, mas um dia encontrou alguém para se apoiar. Alias, “alguéns”.

Ótimo, Caterine! – falou Joenize – Também tenho minha força própria, mas sem perder apoio na família e na amizade.

Acho que todas somos assim, né Jô? – falou Susi – Só que eu sou mais um pouco... submissa ao meu marido. Porém, consigo me virar sem ele.

Quer dizer, que você o respeita, assim como meu pai respeita minha mãe. Eles são separados, mas se dão muito bem.

E você, Guinevere, - perguntou Sabrí – qual sua experiência?

Aprendi que sou capaz de fazer tudo o que quiser sozinha e para algumas coisas, eu realmente preciso de uma ajudinha.

Eu a mesma coisa, Guinevere! – falou Gabriela – Defendendo a cidade aprendi a me defender melhor.

Já eu aprendi a me defender deste pequena, usando meus poderes de maga elementar. Ainda conquistei um mago com isso.

Luna deu uma risada e disse:

Fui para uma guerra e defendi um mundo a que não sinto pertencer. Ainda criei um filho praticamente sozinha.

E eu sou uma agente veterana, bem sucedida e que treinou muitas outras como eu. – falou Marlin – E vocês, jovens meninas?

Marlin se dirigiu para cinco meninas que aparentavam estar no ensino médio. Eram Isa, Amora, Carol, Esquilo e Limão. Isa foi quem respondeu:

Nós?! Somos apenas estudantes, ainda não tivemos alguma experiência grande com este assunto.

Apenas alguns “namoradinhos” aqui e ali. – disse Esquilo

Meninas, deixem de ser bobas, temos umas as outras. Temos com quem conversar e se divertir. – concluiu Limão

E devemos manter a amizade, apesar de tudo. Mesmo que sua amiga seja “inimiga”. – discursou Julie – Ainda fica ao seu lado e te dá apoio.

Ah, Julie. Nossa amizade sempre foi importante para mim. Mas, você não contou sua experiência.

Eu sei, Caterine. Carregava um amor que nunca achei que ser correspondido. Tive que tomar coragem e revelar o que sentia. Hoje eu sou uma rainha.

Nise é boa nessa coisa de carregar um amor. – comentou Camilly

Anelise (Nise) se pronunciou:

É verdade! Sou uma mulher forte e independente, porém, era frágil por conta de uma amor. Fazia tudo o que fazia para tentar esquecer. Era difícil, mas hoje sou feliz com ele.

–“Ele” é meu pai! – disse Lorranah, filha de Anelise – Que tal a xará da minha mãe falar? Kohsaka Ane!

Ane deu um riso tímido e colocou o cabelo atrás da orelha.

Ora... Eu... Sou a esperança de um mundo inteiro. Carrego uma cura para este mundo em meu sangue. Eu sou uma garota normal e sou defendida por um belo cavalheiro moderno.

Eu também tenho um cavalheiro e eu sou como uma musa, uma deusa para ele.

Depois que Samira falou, ouviu-se o som da porta abrindo, era uma convidada atrasada. Era uma moça ofegante vestida com um quimono e carregava uma Katana.

Sasaki, está atrasada.

Eu sei! Mas, vocês sabem que eu moro nos confins daqui.

Por que não se senta e nos conta sua experiência como mulher?

Eu não me considero uma. Não como vocês.

Conta vai! Conta! Conta! – gritaram as outras em coro.

Eu fui criada para viver em um mundo de homens e honrei a minha família fazendo uma coisa que normalmente um homem faria. Olhavam-me torto, mas isso não me impediu de chegar onde cheguei e nem de encontrar o amor.

Então vieram os aplausos. Joenize pediu silêncio e perguntou a Sasaki:

E sua mãe e irmã? E sua avó? Por que não vieram?

As duas ficaram vendo tecido para quimonos. Minha vó, ocupada em casa.

Aquela reunião já estava durando bastante, pelo menos a parte da conversa. Todas já queriam ir comer. Anelise se pronunciou então:

Acho que ninguém mais quer falar e estão todas com fome. O que percebemos ouvindo umas as outras hoje? Podemos ser muito diferentes, mas ainda somos mulheres e completamente diferentes do “padrão”, se é que existe isso. O que importa é que somos maravilhosas e apenas nós mesmas.

E aplausos mais uma vez.

Agora podemos ir aos quitutes e as fofocas.

E assim elas fizeram. Ficaram até tarde da noite por ali, esquecendo-se dos detalhes de seus mundos e criando mais um, só delas.

Porém, uma pessoa, de verdade, observara toda a reunião. A pessoa em quem todas elas eram espelhadas e a quem idolatravam. Ora, sou eu! Posso falar por mim agora né?

Esse texto é uma representação para mostrar que não importa que tipo de mulher você seja, seja você mesma! Não duvide de sua capacidade para fazer algo, somos tão capazes quanto os homens. Acredite!

Também podemos ser a musa ou a inspiração de alguém. Até de si próprias.


Enfim, feliz dia da mulher a todas nós! Somos lindas e divas!

As Super Agentes: O futuro

Depois de ter os gêmeos Yui e Yuri e Seiya ter ganho a guarda deles e de Lorranah. Anelise ficou um tempo afastada deles. Ela queria esquecer a dor que Seiya lhe causou, mas não pode deixar de amá-lo. Não havia dúvida a quem o coração de Anelise pertencia.

Os gêmeos completaram três anos e Anelise decidiu voltar. Durante o tempo de ausência, ela trabalhou como agente. A única pessoa com quem mantinha contato era Ikki, seu parceiro nas missões. Era ele que deixava todos informados de como estava.

Sua volta trouxe surpresa e felicidade a todos, principalmente a Seiya. Ele não sabia, ou insistia em não saber, mas seu coração ainda palpitava por ela. Seiya tentava seguir sua vida, estava saindo com uma mulher muito simpática.

Ao chegar ao Brasil, Anelise foi dar uma volta com a mãe no shopping. Estavam colocando a conversa em dia.

A mãe de Anelise foi comprar alguma coisa e ela ficou ouvindo a conversa de duas mulheres.

E aquele cara que você está saindo, amiga? Como vão?

Estamos indo bem. Ele é maravilhoso.

Acho ele um gato. E já...?

Não ainda. Mas é o que eu pretendo.

Ele tem filhos, não é?

Tem! Tem uma menina e os meninos são gêmeos.

Até essa altura, Anelise sabia de quem se tratava. Sua mãe voltou e elas continuaram conversando. Não ouviu mais nada daquela conversa. Mais tarde, foi a casa de Seiya para ver ele e os filhos. As crianças abraçaram-na bem apertado. E Lorranah falou:

Mãe, que saudade.

Eu também estava com saudade, Lorranah!

Finalmente voltou. – disse Seiya

Olá, Seiya!

O que fez esse tempo todo?

Trabalhando como agente.

As crianças sentiram sua falta, não suma assim outra vez,

Está bem.

Outra coisa: Posso te pedir um favor?

Diga, Seiya.

Eu tenho um encontro com a mulher que estou saindo. Pode ficar com eles agora?

Posso sim.

Obrigado! Bem, já estou de saída.

Tchau, pai.

Tchau, crianças. Tchau, Anelise.

Tchau, Seiya.

Então, ele bateu a porta e saiu. Nem é preciso dizer o aperto que Anelise sentiu no coração.

Ela foi brincar com as crianças e eles se divertiram bastante. Em seguida, sentaram-se no sofá e Yui com sinceridade perguntou:

Mamãe, você gosta do papai?

Mas, ela não repreendeu o filho, respondeu com a mesma sinceridade da pergunta.

Eu gosto do seu pai, filho. Gosto tanto que tive vocês três.

E acabou chorando, o que levou as crianças a abraçá-la.

Então, fala para ele. – disse Yuri, o outro gêmeo

A mamãe não pode falar, isso vai piorar tudo. – disse Lorranah, que sabia de toda a história

Sua irmã tem razão. E sabe, seu pai não gosta de mim como eu gosto dele. Não mais como antes.

E os gêmeos tiveram o mesmo pensamento.

Deixa que a gente fala com o papai para você.

Anelise e Lorranah riram. Anelise falou:

Obrigada, meninos. Não precisa! Só de ter vocês já me basta. E sua irmã sabe o porquê.

Nós somos “pedacinhos de Seiya”.

MEUS “pedacinhos de Seiya”.

Então, o Seiya completo chegou. As crianças correram para abraçá-lo. Anelise, ainda no sofá, enxugou suas lágrimas rapidamente.

Obrigado por ter ficado com eles.

Nada além do meu trabalho de mãe.

Por que seus olhos estão vermelhos?

Caíram ciscos neles.

Ah sim!

Bem, Seiya, crianças, eu já vou!

Espera! Quer vir jantar aqui amanhã?

Não tem encontro?

Não, ela vai viajar.

Eu venho então.

OK! Mamãe já vai. Deem um abraço nela.

Depois de ser devidamente apertado, foi embora. E chorou que nem uma adolescente no travesseiro, por causa de Seiya. Seus filhos a lembraram da dor que é não poder ter Seiya.

No dia seguinte, ela foi jantar na casa de Seiya. Anelise pensou que jantariam todos juntos, mas eram ela e Seiya, sozinhos. Assustou-se ao ver a mesa no jardim, Sentou-se junto a Seiya, os empregados trouxeram o jantar. Então, ficaram a sós.

Eu não sou tão importante para ter um jantar assim.

Claro que é importante, você é a mãe dos meus filhos.

Anelise deu um sorriso tímido.

Eles conversaram sobre o que fizeram enquanto estavam distantes. Também ficaram se lembrando dos tempos da escola e rindo, enquanto caminhavam pelo jardim. Apesar de tudo, ainda eram bons amigos. Continuaram conversando até que chegaram a primeira vez deles.

O silêncio deu o tom do clima que levou ao beijo. Um beijo lento e carregado com o amor dos dois.

Adivinha quem espionava os dois e vibrou com esse beijo? A primogênita.

Vamos lá para o quarto.

Não, Seiya! Não posso. Você está saindo com outra.

E não tenho nada com ela ainda.

Anelise encontrou-se em um dilema entre a razão e o coração. A razão dizia: Não! Não faça isso. O coração dizia: Vai. Faça isso! Ela acabou sendo levada por seu amor e os dois foram para o quarto. Seiya estava ouvindo aquele amor que ele não percebia.

Anelise se jogou na cama e Seiya foi para cima dela. Os dois começaram a se beijar. Eles iam se beijando e tirando as roupas um do outro.

Aquilo que no jardim fora lento, agora estava quente e agitado, sem perder a carga de amor. Os dois estavam só de roupa íntima. Pararam a beijação e se olharam. Aquele troca de olhar foi para ter certeza do que estavam fazendo. A resposta foi sim!

Seiya abriu o sutiã de Anelise e acariciou os seios dela enquanto ainda se beijavam. Ela queria dizer alguma coisa, mas a fogocidade dos beijos não deixava. Eles não sabiam, porém os seus poderes de youkai acabariam aumentando com aquilo tudo, causando a metamorfose. Principalmente Anelise, que ganhou mais poderes depois que os gêmeos nasceram. Os seus olhos já haviam ficado avermelhados. Anelise retribuiu os carinhos de Seiya. Nem conversavam, pelo menos sem ser com palavras.

Seiya já estava desesperado, ele virou-a na cama, deixou os dois completamente nus e foi com tudo, seguido pelo grito de Anelise. Nesse momento, Seiya se transformou e ficou em sua forma youkai. Anelise também transformou-se, com a cor de cabelo rosa, sua mais fraca.

Seiya estava em um vai-e-vem tão rápido que os dois ficaram muito ofegantes. Eles não faziam isso há mais de três anos. Estavam tão conectados naquilo. Seiya deitou-se e agarrou Anelise, sem parar seu movimento. Anelise pegou a cabeça de Seiya e beijou-o.

Seiya já não estava aguentando mais e “acabou” fazendo um som de alívio. E se jogou do outro lado da cama. Então, Anelise falou:

O que fizemos?

Sexo! – respondeu rindo

Seiya acendeu o abajur e eles viram os cabelos um do outro. Sentaram na cama e começaram a conversar:

Seiya, você está transformado.

É mesmo! E você também – viu os olhos vermelhos – e os seus olhos.

Eles estão vermelhos!

Por que isso?

São novos poderes de youkai. Eu os ganhei depois que tive Yui e Yuri.

Eu não sabia disso.

Descobri assim que meus poderes voltaram.

Então, está mais forte?

Sim. Tanto que meu poder pode sair do meu controle.

Como assim?

Feche os olhos.

Seiya fez conforme ela pediu. Anelise transformou-se com cabelo preto, que depois da cor vermelha, era a mais forte. De acordo com a cor do cabelo, era uma quantidade de poder diferente. Pediu para Seiya abrir os olhos e depois falou:

Se passar disso, fica fora de controle.

Seiya resolveu soltar uma cantada.

Então, me deixa te tirar do controle.

Beijou-a e a agitação voltou. Mas agora era bem mais perigoso, pois Anelise estava de cabelo preto. A situação em que os poderes saíram de controle já havia acontecido uma vez, durante um treino na agência onde Anelise trabalha com Ikki. Ele era o único que podia pará-la quando estava fora de controle. Anelise pedia a Seiya para parar, mas se fazia de surdo. Ela estava passando de ofegante para bufante. Porém, ainda consciente. Continuou pedindo para que parasse e ele não escutava.

De repente, Anelise gritou. Seiya parou e olhou para ela. Era tarde demais!

Ele foi empurrado, bateu na parede e se espatifou no chão. Quando se levantou, Anelise já estava a sua frente e agarrou-o. Seiya iria morrer se aquilo continuasse. Agora ele estava sendo enforcado e no desespero tentou pensar em alguma coisa. Ele tinha que dar um jeito para ela voltar ao normal. E não era na base da força que conseguiria isso. Anelise apertava seu pescoço com força, o ar já lhe faltava. Então, teve uma ideia de relance: poderia fazê-la desmaiar. Mas como? Era ele quem estava nessa situação, tinha que arrumar um jeito de soltar. Começou a se debater, não precisou muito até que caísse, as mãos de Anelise estavam bem molhadas. Seiya se levantou rápido e depressa correu para o outro lado do quarto. Ainda não tinha a mínima ideia de como faria Anelise desmaiar. Ela estava vindo em sua direção e iria atacá-lo de novo. Como Seiya estava perto da mesa de cabeceira, havia um abajur ao seu lado. Era exatamente o que precisava!

Na mesma velocidade que Anelise avançou, Seiya pegou o abajur. Próximo o suficiente, ele aplicou um golpe com o abajur bem na cabeça de Anelise. O abajur acertou-a e caiu no chão em seguida, causando enorme estrondo... E o desmaio de Anelise.

Ela caiu e seus cabelos voltaram a ser castanhos. Seiya soltou um suspiro de alívio, por duas coisas: por ele e Anelise estarem bem; e ninguém ter acordado com o barulho.

Seiya pegou Anelise desmaiada e colocou-a na cama e observou que cortou a sua testa com a pancada. Ele limpou o sangue e fez um curativo. Após isso, se deitou do outro lado da cama, olhou para Anelise, passou a mão em seu rosto e falou:

Espero que me perdoe por isso.

Em seguida, adormeceu. Na manhã seguinte, Anelise acordou e sentiu uma dor em sua cabeça. Olhou a sua frente e viu Seiya sentado à mesa com o café posto, pronto para eles comerem. Anelise perguntou:

Seiya, o que aconteceu?

Sente-se aqui. Eu conto para você!

Então ela ouviu tudo o que houve e sentiu-se a pior pessoa do mundo. E pediu desculpas.

Não precisa se desculpar. Eu que fui teimoso e não te ouvi. Ainda machuquei você.

Ela sorriu e deixou uma lágrima cair. Seiya enxugou a lágrima e olhou fundo nos olhos dela. Rolou um beijo. Sem querer, assim que pode falar, Anelise disse:

Eu te amo, Seiya!

O quê?

Nesse momento que se tocou.

Não é nada, Seiya. Eu não tinha que ter falado isso.

Como não? Repete... Eu quero ouvir.

Ela respirou fundo.

Eu... Te... Amo... Seiya!

E por esse tempo todo. – sorriu

Eu sei! Eu sou uma idiota!

Idiota? Eu chamaria isso de nobreza. Mesmo depois de tudo o que aconteceu entre nós e seu sentimento por mim não mudou.

Eu não chamo isso de nobreza. Chamo de amor, amor de verdade!

Seiya calou-se.

E você, Seiya?... Corresponde o mesmo amor por mim?

Era exatamente a mesma situação de quando Yui, seu irmão gêmeo, pressionava-o sobre Anelise. Normalmente a resposta seria não. Mas, a voz de Anelise deixava Seiya como uma criança e abria a porta para o coração falar.

Se eu correspondo?... Claro que sim! Você me deu três filhos lindos e sempre esteve ao meu lado, mesmo quando estava pronto para te atacar.

O coração de Seiya o fez chorar. Seiya resmungou:

Eu não entendo! Por que estou chorando? E falando essas coisas?

Sabe o que é? Seu coração finalmente falando para mim... E a verdade.

Anelise se levantou e foi abraçá-lo.

Você não precisa dizer. Eu já sei!

Mas... Mas eu quero falar. Eu te amo, Anelise!

Os dois já estavam enfraquecidos. Ao ouvir essas palavras, Anelise também desabou a chorar. Eles se abraçaram e as crianças entraram no quarto e foram dar bom dia aos dois. O meninos foram abraçar Seiya e Lorranah, a mãe. Os meninos perguntam a Seiya:

Papai, por que você está chorando?

Não se preocupem. É que o papai está feliz!

Lorranah já sabia sobre o que era e também sabia que eles não tinham se resolvido completamente.

Irmãos, vamos com a mana. Papai e mamãe precisa conversar.

Os gêmeos obedeceram e ao saírem, Lorranah piscou o olho para a mãe. Anelise não conseguiu conter o riso.

Eles ficaram sozinhos novamente. Olharam-se. Seiya se levantou e aproximou-se de Anelise. As lágrimas de ambos haviam secado e os dois estavam sérios. Olharam-se fundo nos olhos e não trocaram uma palavra. Tudo o que devia ser dito já fora dito. Pela proximidade, o beijo era inevitável. Iria acontecer a mesma coisa que na noite anterior. Acabaram indo para a cama, as coisas esquentaram e fizeram outra vez.

Quando acabou, os dois estavam com sua aparência normal. Tinha sido diferente. Seiya levantou-se e falou:

Vamos nos vestir. Logo Yui e Cammy chegam por aqui.

Eles vêm aqui hoje?

Todos virão aqui hoje. Reunião dos amigos!

Seiya estava se vestindo, Anelise continuara deitada e muito pensativa. Pensativa sobre ela e Seiya.

Anelise, o que houve?

Não é nada. Já vou me vestir.

E se vestiu. Ela não queria preocupar e nem pressionar Seiya a ficar com ela. Desceram. Seiya foi ao computador verificar algumas coisas do trabalho. Anelise foi brincar com os filhos. Quando os gêmeos se distraíram, a primogênita foi perguntar a sua mãe os detalhes do acontecido. Ela respondeu:

Eu e seu pai estávamos nos resolvendo. Disse que o amava e ele disse que me amava também.

E o que mais?

Mais nada. Nem sei o que vai acontecer, pareço uma adolescente preocupada.

Difícil ele voltar atrás, mãe. Já revelou seus sentimentos.

Eu sei, filha. Mas, não que pressioná-lo. Não quero que ele fique comigo porque o obriguei.

Eu entendo, mãe. Mas estou torcendo por vocês.

E ela respondeu sorrindo. Lorranah ressaltou que também havia apoio de todos os amigos.

... Principalmente do tio Ikki.

E do seu tio Yui.

Quer que eu os convença a falar com o papai?

Não. Já falei que não quero pressioná-lo.

Tudo bem então.

Nesse instante a campainha tocou. Lorranah correu para atender. Eram Yui, Cammy e seu filho.

Cunhada! – Yui sempre chamava Anelise assim.

Yui, pare com isso. – Anelise o repreendia. – Tudo bem?

Tudo sim. Estamos ótimos e felizes.

Ele é muito lindo.

E pegou o filho deles no colo. Falou com Cammy, que perguntou:

O que você faz aqui a essa hora? E esse machucado na testa?

Eu cheguei aqui cedo. E a luminária de casa caiu na minha testa.

Yui não acreditou.

Não minta! Você dormiu aqui ontem.

Anelise fez careta.

Sim, eu dormi aqui.

E dormiu com o papai. – Falou Lorranah

Ela repreendeu a filha. Yui e Cammy riram.

É verdade isso?

Sim!

Quero saber TU-DO! – falou Cammy

Anelise ia começar a contar, mas a campainha tocou novamente, era o resto dos amigos. Não demorou para todos saberem o que aconteceu entre Seiya e Anelise na noite anterior. E os amigos sabendo da longa história deles, queriam que eles se resolvessem. Os homens cercaram Seiya e fizeram um interrogatório com ele. Quando Seiya disse que revelou seus sentimentos a ela, Yui falou:

Eu disse! Eu falei! Você ainda ama ela!

O interrogatório com Seiya acabou. Ele disse que iria conversar com Anelise. Depois que todos comeram, ele foi falar com ela.

Anelise, podemos conversar lá em cima?

Claro!

Eles subiram. Foram ao escritório. Seiya começou:

Eu sei e você sabe o que aconteceu conosco hoje. E... Eles conversaram comigo...

Eu não acredito! Eu falei para não fazerem.

Anelise começou a se desesperar e chorar. Seiya segurou seus ombros e prosseguiu:

Eles me fizeram pensar sobre você... Sobre nós!

Seiya deu uma pausa para segurar o choro.

Eu disse que te amo e não foi da boca para fora. Eu sou tão teimoso e digo que é mentira.

O Yui tinha razão o tempo todo. – disse sorrindo

Ele está certo! Eu só precisava de um empurrão seu para perceber.

Empurrão? Uma jogada do penhasco, você quer dizer! – Ela sempre ironizava

Seiya não conteve o riso.

Você sabia também. Por que não me seduziu? Ou conversou comigo?

Eu estava muito machucada, Seiya. Eu queria te esquecer, mas não consegui. Você me possui!

E você me persegue.

Eles riram. Anelise perguntou séria:

E então, o que decidiu?

Vou escutar meu coração. E o melhor para ele é ficar com você.

Não! O melhor para você é ficar comigo.

Anelise caiu na choradeira. Chorar de soluçar. Seiya a abraçou e deixou-a chorar. Está mostrando sua felicidade de maneira inusitada.

Esperei anos para ouvir isso. – disse com a voz abafada pelo braço de Seiya.

Conteve o choro. E se beijaram! Após isso, desceram e foram recebidos pelos amigos, mais felizes do que nunca.

A reunião de amigos acabou virando a festa de comemoração por Anelise e Seiya finalmente terem se resolvido. As mulheres se sentaram para conversar:

Parabéns, Anelise!

Obrigada, Susi!

Eu e Yui achamos que este dia nunca chegaria.

Mas o Seiya não estava saindo com outra?

Sim! Ele vai explicar tudo a ela.

Espero que ele não te enrole de novo.

Seiya não vai fazer isso. Se fizer, eu jogo ele mesmo do penhasco.

Todos foram para casa em seguida. Ficou só a família de novo. Anelise decidiu ir para casa. Disse a Seiya que queria um tempo sozinha. Ao chegar, ela só tomou um banho e deitou-se e pensou em tudo o que aconteceu naquele dia. Ficou tão feliz, sua vida deu uma reviravolta. Sabia que logo seria pedida em casamento, mas não tão rápido assim. No dia seguinte, a campainha tocou, era Seiya. Eles se sentaram e Seiya falou:

Posso te falar um coisa?

Diga, Seiya!

Eu estava mexendo em umas coisas e encontrei isto.

Seiya puxou do bolso uma caixinha de anel. Ajoelhou-se diante dela.

E eu queria saber: Você quer se casar comigo?

Sim! Sim! Sim!

O anel era de ouro com um rubi em cima. Seiya colocou o anel no dedo dela e se beijaram.

Eu amei o anel, Seiya.

Eu sei. Tem tempo que eu comprei para você. Eu ia dar-lhe no dia em que terminamos.

Podíamos estar casados há tanto tempo.

Sim. Culpa do meu padrasto, que fez nos mudarmos e fez eu terminar com você.

Eu não gostava dele.

Eu também não! Alias, quero que conheça uma pessoa.

Está bem.

Seiya levou-a a casa de sua sogra, mãe dele. Anelise ficou muito feliz em ver a mãe de Seiya. Ela já sabia do que acontecera e parabenizou-lhes.

E quem tenho que conhecer?

Onde ele está, mãe?

Nos fundos, Seiya.

Os dois foram aos fundos. Lá estava um senhor, um pouco mais velho que a mãe de Seiya, pintando.

Pai! – chamou Seiya

Ele se virou, abriu um sorriso, abraçou Seiya e disse:

Olá, meu filho. Como está?

Eu estou bem. Tenho uma pessoa para te apresentar.

Essa bela moça, eu suponho.

Anelise, este é o meu pai!

É um prazer, senhor.

Para mim é uma honra. Estou conhecendo a mãe dos meus netos. – Ele viu o anel na mão de Nise – E parece que temos outras notícias.

Pois é, vamos nos casar.

Quando será?

Isto ainda não sabemos. – respondeu Anelise

Eles ficaram conversando por um tempo, depois o casal foi embora. Anelise achou o pai de Seiya muito simpático e gostou dele bem mais do que o padrasto. No dia seguinte, como era sexta-feira, Anelise resolveu levar a família (Seiya e os filhos) para conhecer um lugar. Somente Lorranah sabia que lugar era, já fora lá quando mais nova. Anelise tem uma ilha particular, cuja ganhou da mãe em seu 18º aniversário. Para ela, aquele lugar era um refúgio, sempre ia para lá quando queria ficar só, ou ficava triste ou até apenas para relaxar. Ninguém (ou quase ninguém) sabia da existência deste lugar. Afinal, ele era segredo. Ao chegarem a ilha, Seiya falou:

Nossa, que lugar lindo!

Eu sei! Ele é meu.

Essa ilha é sua? Mesmo?

É sim, Seiya!

E eles me deram a guarda das crianças porque eu tinha mais dinheiro.

Eu não pude contar com minha fortuna de agente no julgamento, apenas com o dinheiro de estilista.

A ilha era grande e tinha uma mansão, próxima a praia. Após conhecerem o lugar, a família foi a praia. O casal observava os filhos brincando e conversavam:

Eu nunca pensaria em te procurar em um lugar deste. Por isso você o chama de refúgio.

É um ótimo lugar e que uso para me esconder. Usei bastante nesses últimos tempos. Foi o melhor presente que ganhei na vida.

Quem mais sabe daqui?

Meus pais, meus irmãos e vocês.

Então, se escondeu bem.

Eles riram e Anelise falou.

Alias, eu tenho um sonho com este lugar.

Sonho? Qual sonho?

Sonho em me casar nesta praia... E com você.

Por mim, casamos aqui. Já que quer assim. Mas... E o segredo?

Não me importo! Posso mentir e dizer que não estou aqui quando me procurarem.

Seiya riu.

Ora, você em!

Anelise respondeu com outra risada. Rolou um beijo.

A família passou o fim de semana na ilha. Se divertiram muito.

O casal começou os preparativos do casamento. Queriam uma coisa bem simples, casariam o mais rápido possível. Não queriam perder mais tempo. Passados dois meses, finalmente era o dia do casamento. Seiya se arrumava sozinho e nem demorou. Já Anelise estava se arrumando com a ajuda das amigas. Tinha cabelo, unhas e maquiagem para fazer.

Apesar de feliz, Anelise aparentava nervosismo. Cammy percebeu e falou:

Está nervosa, Nise?

Estou, Cammy.

Ora, não fique assim. Acha que o Seiya vai fugir? – falou Joenize

Só se for nadando. – falou Camilly

Todas riram e Susi falou:

Ele ama você! Ele não vai mais fugir desse amor.

Meninas, o problema não é esse. É que... Este dia finalmente chegou. Sempre foi um sonho, agora é real.

Então, está com medo de não ser como sempre imaginou?

Anelise assentiu e caiu uma lágrima. Todas a abraçaram.

Ainda bem que não estou maquiada, senão teria borrado tudo.

Nise se controlou e não chorou mais.

Já estava chegando a hora, a hora da realização do casamento. Seria ao pôr-do-sol na praia. E todos os convidados haviam chegado. Finalmente chegou a hora da realização do sonho de Anelise: Casar com Seiya. Ela entrou ao som das ondas e com as falas das pessoas comentando sobre ela. Ela usava um vestido bem simples e leve, tinha apenas algumas lantejoulas na parte de cima, que mal chegavam a saia do vestido. Enquanto caminhava em direção ao altar, só olhava para Seiya. Ele respondia reciprocamente.

Ela chegou ao altar e juiz começou o casamento, fez as perguntas habituais. Anelise e Seiya assinaram os papéis e depois as testemunhas, que eram Yui e Cammy. O casal se beijou e foi aplaudido pelos convidados.

A festa de casamento seria um lual na praia. Bem, quase um lual. Tinha uma pista de dança dentro da mansão. E o melhor é que os convidados não iriam embora, todos dormiriam na mansão (também não eram muitos). A festa-lual acabou no meio da madrugada. Era o momento da noite de núpcias do casal. Mas... Eles iriam dormir na mansão lotada? Claro que não. Havia um casebre do outro lado da praia. Anelise costumava ir para lá quando realmente queria ficar sozinha. Agora, era para o casal ficar sozinho. Eles entraram no casebre e Seiya disse:

Nossa, que bonito aqui.

Eu sei. É a casa “quero ficar só”. Costumava vir para cá quando queria pensar ou ficar mesmo sozinha.

Você passou a gostar desse tipo de coisa. – falou Seiya sorrindo.

Quando se sofre por amor acontece esse sentimento de solidão.

E foi por minha culpa. Perdoe-me.

Não precisa se desculpar. Agora que estamos juntos, nada mais importa. Nem mesmo tudo o que sofri.

Beijaram-se. Consequentemente foram para a cama. E eles finalmente puderam fazer amor como um casal perante a sociedade. E foi bem diferente do que da última vez, quando Anelise retornara. Foi uma coisa mais calma. (Justamente agora que eles podiam fazer barulho, eles não fazem.) Eles se sentiam diferentes com aquilo tudo. Afinal, era a primeira vez como marido e mulher. Após tudo, eles ficaram deitados conversando:

Finalmente nos casamos, Seiya.

E foi como você imaginou?

Foi melhor ainda. Só fui boba de ter ficado nervosa.

Sério? – perguntou rindo.

Sim. Não ria de mim!

Sabe, eu também fiquei nervoso. Mas, foi por medo de estragar seu sonho.

Ah, Seiya, seu bobo!

E roubou um outro beijo. Em seguida, Seiya soltou um enorme bocejo.

Eu estou com sono. Vamos dormir, senão daqui a pouco vemos o amanhecer.

Tudo bem!

E eles dormiram. No dia seguinte, Anelise acordou e sentiu um cheiro bom de café da manhã. Levantou-se e foi até a cozinha, Seiya fritava ovos.

Bom dia, amor!

Bom dia! Demorou a acordar.

Eu sei. O que está fazendo? – disse abraçando Seiya e espiando

Ovos!

Oba! E o que mais tem?

Tem algumas frutas e pão.

Que delícia! Vou me sentar a mesa.

Assim ela fez. Seiya colocou os ovos fritos na mesa e se sentou.

Nosso primeiro café-da-manhã. Mas, falta uma coisa para ser perfeito.

Eu sei! – Alguém bate à porta – E parece que chegaram!

Seiya abriu a porta. Eram os três filhos: Lorranah, Yui e Yuri. Eles correram para abraçar os pais e depois sentaram. Todos comeram juntos! Depois de comer, foram à praia. Os convidados estavam lá também. A praia estava cheia.

Nunca vi esse lugar cheio assim. – comentou Anelise

As crianças foram brincar e o casal ficou conversando com os amigos. Ikki, o curioso, perguntou:

E aí, como é que foi?

Foi o quê, Ikki? – perguntou Seiya

A noite de núpcias, ou melhor, a primeira noite de sexo oficial.

Anelise e Seiya riram. Eles entenderam.

Ikki, o que é isso? – falou Camilly

E todos os outros fizeram cara de “Mas que porra é essa?”.

Com os anos de convivência como dupla, Anelise e Ikki se tornaram grandes amigos. E ele fazia perguntas desse tipo, já estava acostumada. Respondeu, direcionando seu olhar para Seiya:

Bem, foi melhor do que eu esperava.

Os comentários não foram menores do que a pergunta de Ikki. Esse assunto dispersou e eles ficaram conversando sobre outras coisas.

No final daquele dia, todos foram embora, exceto a família, que ficou para aproveitar umas férias.

Anelise e Seiya demoraram anos, porém finalmente ficaram juntos. Estavam muito felizes e tinham uma família linda. Nise continuou como parceira de Ikki e com a vida de agente. Seiya continuou trabalhando na empresa com o irmão. E os filhos? Bem, eles continuaram estudando.

E todos esses amigos e agentes seguiram suas vidas e do melhor jeito possível: felizes!
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