sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Boletim de Anelândia: #31 - Sou menos autora por não ter nenhum prêmio? (Sobre comparações e não-reconhecimento)


Olá, pessoal! Boas-vindas a primeira edição do Boletim de Anelândia de 2025.
Espero que tenham aproveitado as festas de final de ano da melhor forma. Continuando a nossa programação da newsletter especial de 20 anos, ainda misturando uns temas que eu acabo por falar aqui.
Hoje vou comentar sobre eu ser escritora, mas nunca sequer tem ganhado nenhum concurso ou prêmio por conta de alguma coisa que eu escrevi e como isso já pesou muito na minha cabeça e no final, acaba por trazer reflexões demais, como sempre!
Então, sigam-me na linha de pensamento.

 

Não foi por falta de tentativa

Desde que eu realmente me interessei em levar a minha carreira como escritora mais a sério, a gente tenta, de alguma forma, participar de coisas que podem nos dar um certo reconhecimento e obviamente os concursos e premiações entram nessa lista.
Eu já participei desde concursos de grupos que participava no finado “caralivro” até concursos de editora para conseguir publicar meu livro, inclusive o famoso The Wattys do Wattpad.
E em todas as vezes, o resultado foi o mesmo: Eu nunca ganhei nada. Fosse por escolha de um júri ou por votação popular, os resultados sempre diziam outros nomes que não o meu.
Ainda lembro claramente da quantidade de vezes em que participei, tendo alguma esperança - porque a gente pode ter a expectativa – e acabar por me frustrar quando eu via que não tinha dado certo... De novo!
Ficava profundamente magoada em todas as vezes, só que eu continuava tentando e tentando, até que teve simplesmente uma hora que eu cansei e não quis mais, pois a minha sanidade valia mais.
Eu literalmente me matando tentando pensar em ideias para estes concursos e nunca dava certo.
 
 

Será que o problema era comigo?

Nesses meus momentos de frustração, eu sempre ficava me perguntando qual era o motivo... Se é que tinha algum! Tudo culpa do meu MBTI, que é Lógico.
Muitas vezes, eu tentava buscar uma culpa em mim mesma. Eu que não tive uma ideia boa e as pessoas não gostaram ou que eu não era popular o suficiente para que as pessoas votassem em mim.
Teve uma vez, no famoso Café com Letra, que até separei uma edição para comentar sobre, que teve a edição especial de aniversário em que fizeram um concurso especial e eu lancei uma história que tinha anos que estava guardada – A Busca da Criatividade – e só recebi críticas (que fizeram sentido depois) que me deixaram muito triste. Isso porque, em outros meses, talvez sem a pressão de saber que era um concurso, talvez eu tivesse escrito uma boa história, mas não valia nada. Quando foi para valer, eu fiz tudo errado! (Era o pensamento que eu tive naquele momento.)
Minha reclamação dentro do grupo foi tão grande que até chegaram a me acusar de que eu queria descredibilizar o concurso porque eu não tinha ganhado. Sendo que quem me conhece sabe que eu sou a pessoa que mais se anula em qualquer situação e foi justamente isso que eu fiz. E tive que me justificar! (Talvez fosse ainda a minha imaturidade com as críticas negativas.)
Pior que não era só a frustração pessoal não... Chegou já a acontecer, umas duas vezes, se minhas contas estiverem certas, de que eu realmente tinha alguma chance, mas o concurso simplesmente implodia, ou melhor, era cancelado e nem eu e nem ninguém ganhava nada.
O primeiro foi de um grupo novo que eu entrei, naquela rede azul e teve o primeiro mês do concurso de contos... Normal! Ai chegou o segundo mês, participaram eu e mais uma pessoa – que é uma leitora minha – e ela mesma me disse que eu ia ganhar o concurso mensal. Cês acreditam que o grupo simplesmente acabou do nada? Pois é!
Da outra vez, eu enviei o JV1 – sem 90% das mudanças que eu fiz depois – para o concurso de publicação tradicional que uma editora promoveu. Ainda lembro que tive que imprimir uma parte do livro para enviar. O concurso foi cancelado, mas eu recebi um e-mail da editora perguntando se eu não tinha interesse em fazer uma publicação com eles – provavelmente paga –, mas o que me pegou foi que escreveram o nome do livro errado. Juro!
Ai me diz: você não pensa que tem algo errado com você quando acontece algo assim? Eu fico encucada até hoje com as duas situações! Claro que, não era 100% certo de que eu ia ganhar, talvez fosse mais uma vez que ia perder... Enfim, espero que tenham entendido o meu ponto!
Só uma representação do concurso simplesmente "sumindo" e eu seguindo o baile.
 

Hoje eu só desencanei mesmo e vida de que segue

Nessa altura já cheguei à conclusão de que eu não sou autora de prêmios e está tudo bem! O reconhecimento pode vir de outras maneiras além de algum concurso ou prêmio.
Por outro lado, sempre surge aquela maldita comparação com os outros autores, ainda mais aqueles que acumulam algumas dessas vitórias e reconhecimentos. Você ter o título é relativamente importante e tem gente que realmente liga para isso. Antes, eu ligava e até pensava que minhas histórias só teriam valor se eu tivesse também estes títulos, estes reconhecimentos, estas validações.
Porque um prêmio é justamente isso, é uma validação daquilo que você faz. Que aquele seu texto, conto, história ou livro teve algo a mais e que despertou a atenção de outros que te gratificaram com isso.
E nos meus longos anos de terapia (e seguindo também como autora) é de que nem sempre é preciso fazer algo buscando alguma aprovação ou validação dos outros. Por isso que eu realmente parei de tentar, porque eu senti que realmente não precisava disso.
 

Um prêmio, na real, nem significa tanto assim...

Ou será que eu digo isso só por que eu não tenho um né? Brincadeiras à parte, mas ninguém “menos autor” ou “mais autor” só porque nunca recebeu algum prêmio ou ganhou algum concurso.  
Obviamente, receber um tem importância e significado... Não estou invalidando isso! (Se não daqui a pouco o povo vem com todas as pedras na mão!) Nós autores já lidamos com tanta coisa negativa que um reconhecimento desse tipo é sim algo a ser comemorado.
Só que, como eu falei acima, o reconhecimento do nosso trabalho pode vir de outras formas sem ser alguma vitória em algum concurso. Nem tudo precisa ser uma disputa! Nós estamos juntos nessa corrida, cada um no seu próprio ritmo.
Para mim, tem bastante significado quando uma pessoa comenta o quanto gostou do livro, que adora minhas obras, que te me acompanha já tem alguns anos. São algumas pequenas validações e que também valem a pena.
Pode até parecer um pouco simplório, mas realmente se algum livro meu deixa uma pessoa feliz, mesmo que essa pessoa seja eu mesma, para mim já está de bom tamanho.
O que importa é que eu gosto do que eu faço e sei que um dia, de uma forma natural, essa coisa vai alcançar a muitas outras.
Eu feliz e seguindo um dia de cada vez!

 
Com esse clima de otimismo, o que é um milagre, vou terminando por esta edição do Boletim de Anelândia.
Só espero que não me odeiem depois de tudo o que eu falei, porque a gata aqui adora cutucar em vespeiro em assunto literário.
Até a próxima!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Boletim de Anelândia: #30 - 20 anos escrevendo histórias (Um pequeno resumo da trajetória)


 
Olá, pessoal! Chegamos a última edição do Boletim de Anelândia deste ano e bem, não vai ser com clima de Natal, até porque esta autora nem têm tantas histórias de natal assim. Mas, a ideia de hoje é começar - finalmente – a comemoração dos 20 anos que completaram que eu escrevo minhas histórias.
Já deixando claro que é uma data pessoal, uma comemoração de quando eu comecei a escrever mesmo, sem aquela ideia de publicar, mas sim como o hobby que era. Se for contar de publicada mesmo, ai pode reduzir uns 10 anos nessa conta.
Era para ter sido neste ano de 2024, mas algumas coisas pessoais acabaram me atrapalhando nesta tarefa, então, seguindo o lema “antes tarde do que nunca”, vou deixar essa comemoração para o ano de 2025. Trazendo algumas edições especiais aqui no Boletim, vídeos no meu canal e postagens nas redes. Relembrando sempre com muito carinho dessa minha (um bocadinho) longa trajetória como escritora.
Então fiquem ligados por aqui no ano que vem teremos novidades.
Mas, para começar bem, por que não contar um cadinho de cada pedacinho dessa história. Uma pequena linha do tempo para quem não conhecer descobrir e quem conhece relembrar sobre a minha humilde trajetória.
Sem mais enrolar, bora lá!

2004-2014 – Amadurecendo na escrita

No ano de 2004 que foi onde tudo começou e justamente com as minhas amadas primogênitas: As Super Agentes.
Eu adorava brincar e inventar histórias durante a infância. Até que um dia, decidi pegar um caderno antigo e comecei a escrever a história sobre as três agentes e um livro mágico... Desde então, eu nunca mais parei! Como vocês já devem bem saber.
Nesse período foi mais a minha passagem de infância para adolescência e até a fase adulta, enquanto usava uns cadernos (ou até folhas soltas) e escrevia escondido algumas histórias sem muito compromisso, só pelo prazer de poder imaginar e contar as histórias deles.
Muitos dos que viviam ao meu redor sequer sabiam, deviam imaginar que eu era só uma aluna muito estudiosa. Quem sabia mesmo eram os mais próximos, como meus pais e meu digníssimo. (Que sempre digo que foi o primeiro a incentivar!)
Foi uma fase muito de experimentação e de descoberta, pois muitas das histórias que tenho um carinho imenso nasceram aqui. Até falei sobre algumas delas na edição anterior!
Bem no finalzinho desse período foi que eu comecei a perder e vergonha e compartilhar minhas histórias em outros sites, como o Nyah! Fanfiction.
E em algum destes praticamente 10 anos que a vontade de seguir escrevendo livros como profissão tomou forma!


 

2014 – Comemorando 10 anos e Primeira Publicação em Antologia

No ano do 10º aniversário, fiz uma comemoração toda bonitinha e especial no Tumblr do Contos Anê (que já existia naquela época). Já postava com bastante frequência minhas histórias e até recebia alguns comentários e já vendo a coisa aumentando, pensei: Por que não dar o próximo passo? 
Mas qual seria ele? Publicar algum livro? Como? Eu ainda não sabia!
Fui pesquisando e nas minhas buscas encontrei uma coisinha chamada antologia, que nada mais é do que um compilado de contos de diversos autores seguindo alguma temática.
Escolhi uma de contos de romance e escrevi um conto sobre um casal num apocalipse zumbi – que era algo bem em alta na época -, porém a ideia original era bem diferente da que foi para o livro mesmo. Inclusive, este conto foi posteriormente publicado na Amazon. É o Você, até o fim.
Pela primeira vez, tive que vender livros – e paguei um dinheiro absurdo em livros só para revender – e já senti que era algo bastante complicado. As pessoas da família e conhecidas compraram a antologia “só para ajudar”.
Ainda lembro da audácia de um parente perguntando quanto que era “a minha parte” do livro, pois estava comprando só por minha causa. E só para constar, acho que essa parte era apenas 1 real. Pois é!
Para encerrar aquele ano com mais chave de ouro, escrevi um conto especial (e gratuito) onde eu me encontro com meus personagens e comemoramos todos juntos. É o Encontro em Anelândia! Conto que deu origem a uma série ambientada neste mesmo cenário.


2015 – Mais duas publicações em Antologias

No ano seguinte, já com um pouco mais de experiência, embarquei de novo em antologias. Escolhi mais uma de romance e acabei sendo convidada para uma de terror, que era totalmente fora da minha zona de conforto. Os contos que saíram foram Promessa e Noite das Damas. Ambos também estão na Amazon atualmente.
Confesso que até hoje nem sei como o conto de terror saiu, porque eu realmente não sinto que sirvo para escrever este gênero até hoje.


2016 – Mais antologias e Primeira livro solo na Amazon

Mais um ano e mais uma dupla de antologias para participar. Eu desencanei daquela editora, que cobrava um absurdo só para revender livros e entrei em projetos que foram bem mais em conta para o meu pobre bolso de universitária.
São dois contos que eu gosto muito: Letras do Destinos e Dama de Gelo.
O primeiro foi um parto para sair, porque eu tive que reescrever quatro vezes até que o organizador aceitasse o conto. Apesar da raiva que eu fiquei, hoje acaba por ser um dos meus contos favoritos.
Já o segundo é um que tenho muito carinho, pois fez parte de um projeto exclusivo com autoras e com contos sobre fantasia. (Pelo menos o meu foi.)
Hoje, os dois estão publicados na Amazon.
Só que neste mesmo ano, eu dei um passo bem ousado! Publiquei meu primeiro livro solo, apenas na Amazon. Fiz bastante pesquisa e acabei por realizar a publicação sozinha, depois de algumas tentativas frustradas de enviar o livro para alguma editora.
Claro que a capa e a diagramação sofreram um pouco por conta da minha falta de experiência, mas este aprendizado foi bem importante. Mostrando também qual era o melhor caminho para meus livros e que talvez não fosse uma editora.
O livro que lancei foi o conhecido: As Aventuras de Jimmy Wayn: O Menino Virgem.

 

2017 – O dia do avental

Lá no ano de 2017, resolvi ir a minha primeira bienal como autora, munida de cara, coragem, falta de noção e um avental com as antologias que participei sendo exibidas.
Foi um ponto de virada para mim, vendo que o meu trabalho como autora poderia chegar em algum lugar.
Mas, eu falei sobre este dia em específico com muito mais detalhes numa edição aqui do Boletim, então não vou me alongar muito!

 

2018 - Publicação na Antologia Mulheres Reais

No ano de 2018, comecei a participar do Movimento Mulheres Reais, que é aqui da minha região e por fim, acabei participando de mais uma antologia com elas.
Só que diferente das outras, não foi com um conto, mas sim com duas crônicas - acho que posso definir assim – que são Sororidade e Por você mesmo.
Não foi das minhas participações mais memoráveis em antologias, mas ainda gosto dos textos que escrevi.

 

2019 – Livros solos em físico e Organizadora de Antologia

Este ano foi realmente um ano, acho que um dos mais agitados da minha carreira até então.
Como eu comecei a trabalhar e sai dessa vida de pessoa (quase) sem dinheiro e resolvi investir na publicação dos meus livros em formato físico. Já que eu vi muitos outros autores sofrendo em mãos de editoras, resolvi fazer de maneira independente.
As Aventuras de Jimmy Wayn – O Menino Virgem finalmente ganhou uma nova edição - no ebook – e teve a sua versão física feita e que ficou a coisa mais linda.
E um dos meus maiores projetos como autora, o meu amado O Diário da Escrava Amada, ganhou também uma versão física e que ficou a coisa mais linda do mundo, até porque eu ganhei num sorteio.
Ambos os livros foram lançados na Bienal do Rio em 2019, que foi um dos maiores eventos que eu já participei.

E lembram do Mulheres Reais? Acabou que participei de duas antologias com elas novamente, só que desta vez como uma das organizadoras. Não foi das melhores experiências nessa minha vida de autora. Não sendo ingrata, mas ficou o aprendizado do que eu não quero fazer nunca mais.
E bem, eu terminei o ano de 2019 super animada pois tinha muitas coisas planejadas.


 

2020 – Mais um livro físico e Editora Herói

Mais conhecido como o “ano da pandemia”. Um ano que eu tinha muitos planos, mas acabei por adiar, assim como todo mundo.
Neste ano, nasceu a minha editora (que tenho junto com meu digníssimo) que é a Herói Editora. A gente cansou de depender de outras e decidimos abri nossa própria.
A primeira publicação da Herói, que foi meu lançamento do ano foi a continuação de As Aventuras de Jimmy Wayn: Confusão na Escola.

 

2021 – Contos na Amazon e antologia natalina

Este ano ainda teve um restinho de pandemia, mas eu logo resolvi reagir. Ou melhor, só fui reagir no final do ano.
Peguei alguns dos contos que publiquei em antologias, que citei anteriormente, e coloquei na Amazon, junto com um conto especial e inédito, sobre uma das minhas personagens de RPG: Calliope.
O conto dela tinha ficado guardado desde 2019, pois perdi o prazo de uma antologia. Escrevi um novo final e coloquei como um presente de aniversário aos leitores (mais um de tantos).
Lá no finalzinho do ano, participei da antologia Aventuras Natalinas, trazendo mais um conto de Meu Pequeno Monstrinho: Um Amigo de Natal.
 



2022 – Projeto de contos especial

Este foi o ano que eu “dei de maluca” e passei o ano inteiro escrevendo sem parar.
Inventei de fazer um projeto de contos inspirados na minha cantora favorita e lancei um conto inédito a cada mês daquele ano.
Foi um dos projetos mais doidos e maravilhosos que eu já inventei. Comento melhor sobre ele numa edição exclusiva.
Neste ano também foi o ano em que o “Boletim de Anelândia" finalmente nasceu.

2023 – Um ano complicado

Terminei 2022 satisfeita e resolvi me dar umas férias, pois em merecia. O que eu não esperava era que este ano ia me atropelar igual um rolo compressor.
Algumas coisas pessoais acabaram por me atrapalhar muito na minha escrita. Na verdade, foi apenas uma coisa, mas que sugava a minha energia para todas as outras.
Custou a minha saúde mental, me deu burnout e eu até fiz tratamento espiritual.
Mais um ano de projetos que foi por água abaixo, mas temos altos e baixos mesmo. A newsletter até parou nessa época, pois eu estava sobrecarregada.

Conto melhor disso no “comeback da newsletter”.
 

2024 – 20 anos de livros e Retorno aos lançamentos físicos

Finalmente chegamos a atualidade!!
Depois de praticamente um ano me reencontrei com meu eu escritora, mas por questões de mudança e casamento que não fui tão ativa na escrita quanto gostaria. Consegui mesmo voltar a escrever agora em novembro, pois fiquei também ocupada com meu grande lançamento do ano, que é o 3° volume de As Aventuras de Jimmy Wayn: Reviravolta na Família. Tanto em ebook quanto físico.
E em todos estes anos que citei, nunca deixei de continuar escrevendo e publicando minhas histórias por ai para quem quiser ler.
Também comemoro os 20 anos que escrevo meus livros, como disse lá no começo. 
 

Bem, pessoal, este foi um breve resumo/linha do tempo da minha trajetória como escritora, desde os primórdios dos cadernos velhos, até as bienais e livros na Amazon e em papel também.
Chegou a marca dos 20 anos muito feliz e com certeza com ainda muito mais histórias para contar.
O que será que 2025 me reserva? Bom, planos eu tenho, mas seguir nem sempre dá.
Enfim, fiquem ligados aqui e nas minhas outras redes para poder saber!

Desejo a todos um Feliz Natal atrasado e um ótimo ano novo!
Nos vemos no Boletim de Anelândia em 2025!

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Boletim de Anelândia: #29 - A linda e maravilhosa ordem (falando sobre as histórias antigas)



Olá, pessoal! Boas-vindas a mais uma edição do Boletim de Anelândia!
Nessas edições de final de ano, vou começar um pequeno aquecimento para o meu 20º aniversário como autora. (Que é neste ano, mas nada me impede de comemorar depois, pois a autora aqui é CLT e trabalha.)
Então, hoje falarei sobre algumas histórias mais antigas e que estão comigo desde o meu comecinho, que eu dava o apelido carinhoso de “Maravilhosa Ordem”. Coisa besta da minha eu de vinte e poucos anos.
Vamos lá então!

É só uma ordem cronológica

Era só uma brincadeira que eu fazia das minhas primeiras histórias, como falei antes. Só era mesmo a sequência com a qual elas nasceram, nuns poucos anos ou até meses de distância entre elas.
A brincadeira tomou uma proporção maior por causa do início do meu canal de autora no youtube, com os vídeos que eu falava de uma forma geral e de todas essas histórias, seguindo justamente essa sequência para não me perder.
Não tem nada de especial, mas como eu invento ideia com tudo...

Quais são as histórias, pelo menos as primeiras

Vou aproveitar para citar quais eram as histórias, ou melhor, quais são as histórias, porque elas nunca deixarão de ser as primeiras histórias que eu escrevi.

As Super Agentes

Essa aqui já é velha conhecida tanto aqui no Boletim de Anelândia, quanto de quem me segue em toda a internet. Não vou me estender muito, pois tem uma edição exclusiva sobre elas, as minhas primogênitas!

Mago Belo e o mundo da Magia

Eu falo que gosto de fantasia, mas essa história aqui só é conhecida por quem me acompanha a mais tempo. Tem magos, tem poderes de elementos, profecia, salvar o mundo. Eu escrevi uma boa parte de um primeiro livro.
Temos as lendas de Anelândia: Dimitri, Sabrí, Seiyus, Mark e Robert.

A Filha do Conselho

Esse também é desconhecido, mas tem uma ou outra citação perdida por ai.
Inspirada na coisa mais doida do mundo, na época do lançamento da Turma da Mônica - o primeiro de todos desde sempre – e veio a ideia da história.
Amo Caterine e Will e é sobre! Esse livro ainda merece uma reescrita!

As Aventuras de Jimmy Wayn

Também outro conhecido por todo mundo, pois é uma história que tem já tem volumes (comecei a escrever o quarto). Inspirado em coisas de verdade e no meu ensino médio. Também tem uma edição exclusiva falando sobre ele!

Sayonara Days

Esse eu citei na edição sobre histórias incompletas. Fazendo o paralelo com o irmão mais velho, era inspirado nas minhas amigas e mais histórias do ensino médio... Esqueci da maioria delas e escrevi isso de fogo e não quero terminar!

Mutsu Ike

Esse aqui tem um gostinho do começo da minha faculdade que foi uma das histórias malucas que veio através de um sonho. Até tem um conto do universo lançado, que é A Cura (que tá lá na amazon).
Basicamente é uma história sobre uma doença mortal e universos paralelos.

Super Gata

Esta é mais antiga dentro do mundo das ideias, mas só fui começar a escrever bem. É o grande Mahou Shoujo de Anelândia - se for contar a ideia inicial de ASA também o era. Uma gata falante, uma menina com poderes mágicos e uma cidade inteira de crimes para resolver.
Comentei sobre uma das personagens - a Shigure - na edição de personagens de RPG.

Sasaki, a mulher samurai

Eu nem lembro porque eu comecei a escrever isto, mas lembro que foi uma das primeiras lá no Nyah! Fanfiction.
Alguns anos depois que eu aprendi o termo Onna Bugeisha, que é basicamente o que a personagem dessa história é. Sasaki é a primogênita da família e sempre foi rejeitada pela mãe, então resolveu seguir outros caminhos.
Comentei melhor na edição de histórias inacabadas.

O Diário da Escrava Amada

Apenas um grande clássico de Anelândia, junto com o JV.
Temos uma edição exclusiva falando sobre ela por aqui. Trazendo suas inspirações mais aleatórias possíveis.
 
Bem, estas são só algumas das histórias, claro que tem muitas outras mais.

Já tem tanta história, que até a ordem se perdeu

Vieram muitas outras histórias depois que nem faz mais sentido seguir a ordem, até porque a própria autora já a perdeu.
Tenho mais ou menos uma noção de qual foi o tempo em que as escrevi, mas quem realmente antes do quê, eu realmente perdi.
Histórias curtas, livros maiores, os contos/oneshots; já veio tanta coisa depois que até conta de quantas são eu já perdi.
Eu amava usar ordem nos primeiros vídeos do Contos Anê, naqueles que falava sobre um mesmo tópico de todas. Agora, se eu for fazer isso, vai dar é uma hora de vídeo!

Percebendo a evolução

Outra coisa que é bem possível de se notar com o avançar do tempo é justamente a minha evolução como escritora e o meu amadurecimento de ideias num geral.
As primeiras histórias não conseguiam ser muito desenvolvidas porque eu nem tinha conhecimento para tal, foi algo que adquiri com o tempo.
Claro que a minha escrita ainda não é a perfeição, sempre existe algum ponto a melhorar, mas eu mesma já consigo notar diferenças enormes entre os meus primeiros escritos e como eles foram evoluindo durante os anos, chegando na maneira que eu escrevo hoje.
Alguns outros autores já teriam praticamente queimado todas essas coisas antigas, mas essa autora aqui é besta e gosta de deixar guardado e de vez em quando inventar de ler e fazer até vídeo para o canal.
Vou deixar para vocês aqui, como um extra!







 
Bem, pessoal, é isto! Espero que tenham gostado desta edição do Boletim de Anelândia!
E não esqueçam do lançamento de As Aventuras de Jimmy Wayn - Reviravolta na família, que é amanhã! (E é meu aniversário também!)
Até a próxima!
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