Mostrando postagens com marcador ANM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANM. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de maio de 2015

Capítulo 3 - Nada mais do que a verdade

O  dia seguinte era um dia decisivo para Akemi, definiria o que ela  exatamente iria fazer e o que aconteceria por consequência de sua  gravidez.
Logo após o almoço chamou Tsuyoshi para ir a sua casa, enquanto a irmã dela foi tomar um banho.
Aiga Yoko tomou um susto quando voltou a sala e viu a irmã com um garoto.
-Akemi, o que significa isso?
-Nee-san, tenho algo importante para te contar. Melhor se sentar!
-Eu quero é saber quem é esse!
-Eu sou Washiyama Tsuyoshi, colega de classe da Aki-chan. - tratou-se de fazer a apresentação
-Com essa intimidade toda já? Obviamente vocês já fizeram o que estou pensando.
-Yoko, senta logo, por favor.
-Calma! - disse sentando-se diante deles - O que seria tão importante a ponto de te fazer ficar desse jeito?
-Veja isso primeiro. - e deu os exames que fez no dia anterior para Yoko – Eu fiz isso ontem!
-Uma ultrassonografia? Por quê? - então ela viu – Espera ai! Isso é um teste de gravidez, Aki? E positivo? Me explica isso!
-É sim um teste de gravidez. E sim, deu positivo. Eu estou grávida!
Alguns segundos de silêncio e a mais velha explodiu.
-Aiga  Akemi, o que eu vivo te falando e você não fez? Agora como vamos  resolver isso? Eu não faço ideia do que fazer com você! - bufou – Alias,  quem é o pai dessa criança?
A  adolescente começou a gaguejar uns “Eu... Eu...”, hesitando em  responder a pergunta, com medo da reação de Yoko a sua resposta.
-Eu sou o pai! - Tsuyoshi soltou, em tom firme, se levantando do sofá
-Pelo  menos arrumou alguém com responsabilidade para assumir o que fez. -  virou-se para o garoto – Mas, Washiyama-san, ainda sim terei que chamar  meus pais, para eles resolverem isso. Afinal, os dois são menores de  idade.
-Não, irmã, isso não! - Akemi disse
-Isso sim! Quero que eles vejam o quê a caçulinha deles aprontou.
E o celular do garoto tocou, era o irmão dele.
-Fala, Ken-chan!
-Cadê você? Estão fazendo um escândalo aqui do lado.
-É... - gaguejou – Eu estou aqui do lado.
-Quem é no telefone, garoto? - gritou Yoko
-Meu irmão.
-Me  dá isso aqui! - tomou da mão dele – Alô? Olha só, nós estamos com um  problema aqui e acho muito bom você vir ajudar o seu irmãozinho a  resolver a merda que ele fez.
-Como é que é? - falou o outro Washiyama
-Venha ao apartamento 407. Temos um assunto sério a conversar!
Cerca de uns segundos depois a campainha tocou. Tsuyoshi foi atender.
-O que você aprontou? - cochichou para o irmão
Kenichi tirou os sapatos, seguiu pelo pequeno corredor até chegar a sala, sendo seguido pelo outro.
-Me chamo Washiyama Kenichi. Yoroshiku onegai shimasu!¹
-Eu sou Aiga Yoko.
-E eu sou Aiga Akemi, sou colega de classe do Tsuyoshi-kun.
-Então, qual é o assunto? - disse cruzando os braços
-A minha irmã está grávida e o seu irmão afirmou que é o pai. Precisamos resolver isso!
-Nii-san, isso é verdade?
-É sim! O filho que a Aki-chan carrega em seu ventre é meu.
-Eu  quero saber como vamos resolver isso. - esbravejou Yoko – Ambos são  menores de idade e obviamente não tem noção dessa responsabilidade. O  melhor a fazer é o aborto e deixar essa história para lá, mas acho  chamar os meus pais.
-Eu  concordo com você. Deveríamos chamar nossos pais para eles decidirem o  que fazer. - Kenichi olhou para Akemi aos prantos – Só que a opinião da  sua irmã também prevalecerá nesse caso, afinal, ela será a maior  afetada. O que você quer fazer, Aiga-san? - falou ajoelhando-se na  altura dela
-Eu ainda não sei. - disse soluçando – Eu descobri isso ontem, o Tsuyoshi-kun me apoiou tanto.
-Eu  sei. Só dele estar aqui, sei que sua afirmação é verdade. - tentou  animá-la um pouco – Não acha que a presença dos seus pais não a ajudaria  a tomar a melhor decisão?
-Talvez sim, talvez não. Eu levaria um sermão primeiro!
-Pais dão sermões, é assim mesmo. Eles com certeza te apoiarão no que decidir.
-Eu espero que seja assim. - sorriu
-Então, o que faremos? - perguntou Yoko, de novo
-Chamar os seus e os meus pais. Assim, todos nós saberemos o que fazer tomando a melhor escolha possível.
-Vai chamar mesmo eles? - indagou Tsuyoshi
-Sim!  Melhor que estejam todos aqui. Até lá, só podemos esperar. - ele olhou  para Yoko – Avise-os para vir imediatamente, farei o mesmo.
-Certo! - ela assentiu
-Agora, com sua licença, eu e meu irmão retornaremos para casa.
Ambos fizeram a reverência e saíram. As duas irmãs ficaram sozinhas e Yoko soltou:
-Irmã,  ainda estou impressionada com você. Eu devia estar preparada para algo  do gênero, mas acabei sendo surpreendida. Que falta de responsabilidade!
-Não me acuse, Yoko. Pelo menos eu estou assumindo o que fiz.
-Pelo  menos o Washiyama-san veio aqui com você e assumiu a bronca junto  contigo. É difícil um garoto ser assim. Ele deve gostar muito de você,  Aki.
-Deve sim, Nee-san.
-Agora  deixa eu ligar para a Haha² e o Chichi³. Eles tem que vir aqui ainda  esta semana. - olhou para o alto e devaneiou – Até que o irmão dele é  bonito!
-Pare de ser tão atirada, Yoko.
-Só estou comentando. Olhar não faz mal!
Akemi  não evitou de soltar uma risada, depois foi para o seu quarto para  tentar estudar um pouco, caso o sono deixasse, enquanto sua irmã fazia a  ligação.
***
Os irmãos voltaram ao apartamento 406, o deles. Kenichi imediatamente questionou o irmão:
-Esse filho não é seu né?
-Eu já te disse que é sim. Esqueceu?
-Não  minta para mim. Você já falou da Akemi uma série de vezes e nem chegou a  se declarar para ela ainda. E em sã consciência você não a  engravidaria.
-Seu  senso de dedução é realmente impossível, Nii-san. - bufou – Mas, por  favor, que a sua “descoberta” fique em segredo. Eu prometi a Aki-chan  que iria ajudá-la.
-Eu espero que ela não esteja se aproveitando da sua boa vontade. Espero que ela não faça você quebrar a cara.
-Ela  não faria isso, pode ter certeza. Foi a única para quem ela conseguiu  pedir ajuda, quer dizer, teve que explicar o teste de gravidez que caiu  da bolsa dela.
-Como assim?
-Calma, eu te conto, mas é claro deve manter segredo disso também.
Tsuyoshi contou toda a história para Kenichi, que só conseguiu comentar no final:
-É, Tsu, você realmente gosta dessa garota.
-Alias, ligue para nossos pais conforme disse que faria.
-Sim, sim! Eu ainda quero me encontrar com a irmã dela algumas vezes.
Tsuyoshi só gargalhou alto.
***
Todos os parentes ficaram em choque com a notícia da gravidez de Akemi.
Os  pais de Akemi viajariam para Tóquio no dia seguinte. A viagem não seria  tão longa, eles moravam no distrito Chubu, que é vizinho de Kanto, onde  fica a cidade.
Os  pais de Tsuyoshi também decidiram pelo dia seguinte, só demorariam um  pouco mais para chegar, eles moravam no distrito de Shikoku, que era bem  mais distante.
As  famílias se reuniriam no apartamento de Yoko e Akemi para um jantar,  onde eles conversariam sobre o assunto. Assim que os irmãos mais velhos  combinaram quando se encontraram de novo, ao pegarem as correspondências  no térreo.
***
No  dia seguinte na escola, Akemi conversava com Naomi na hora do almoço,  em um dos locais a céu aberto e distante dos outros alunos.
-Percebi que você e o Tsuyoshi-kun estão bem mais próximos. Aconteceu algo entre vocês?
-Nada. Só viemos e voltamos alguns dias para casa juntos, ele é meu vizinho, não tem nada de errado nisso.
-Ele não se declarou?
-Não, Naomi. Por que ele faria isso? - indagou já sabendo da resposta
-Aki-chan, não precisa mentir para a Naomi-chan. - o garoto chegou – Afinal, ela é a sua melhor amiga.
-O que está querendo dizer com isso, Tsu-kun?
-A Aki-chan está esperando um filho meu.
Akemi depressa, tampou a boca dele.
-Não fique dizendo essas coisas aos sete ventos, Tsuyoshi-kun. Alguém pode ouvir. Ainda nem sabemos se levarei isso até o fim.
-Você está mesmo grávida, Aki?
-Sim! - falou cabisbaixa
-E  não é seu Tsu-kun. - falou baixo – Porque eu sei que vocês não tem  nada. Sou a pessoa mais próxima de ambos. Alias, por que não me contou  logo, Aki?
-Eu fiquei com medo e o Tsuyoshi-kun descobriu antes que todo mundo. A história é extensa!
Os dois contaram a história a amiga.
-Quando os pais de vocês chegam?
-No máximo, amanhã.
-Boa  sorte! Apoiarei-os independente da decisão. Inclusive, - se levantou –  Tsu-kun, você pulou uma etapa do processo. Vou deixá-los sozinhos para  que ela se cumpra.
Era a declaração que o rapaz não tinha feito no dia que se encontraram no prédio, quando Akemi deixara o teste cair da bolsa.
-Essa Naomi-chan. - riu e sentou-se do lado dela.
-O que tem para me falar, Tsuyoshi-kun?
-Ore  wa... Ore wa... Suki dakara, Aki-chan. - Ela sorriu e se permitiu  chorar – E já tem bastante tempo. Foi por isso que eu fiz o que fiz  quando você chorou desesperadamente e sem um rumo a tomar.
-Tsuyoshi-kun...  - apertou as mãos na saia colegial – Eu espero poder corresponder os  seus sentimentos um dia. Eu também gosto de você, mas só como amigo. -  ela olhou para ele com vergonha – Desculpa! - abaixou a cabeça
O  garoto pegou na mão dela, essa atitude normalmente seria rejeitada, mas  com a confiança que conquistara com ela nos últimos dias, ela permitiu.
-Você só está sendo sincera comigo. Não precisa me pedir desculpas.
-Eu fico com um peso na consciência, porque você me ajudou tanto. Eu realmente queria retribuir o que está fazendo por mim.
Tsuyoshi se ajoelhou diante de Akemi, sem soltar a mão que segurava, e levantando o queixo, falou olhando nos olhos da menina.
-Não  quero que retribua. Eu estarei aqui com você, do seu lado. Estarei do  seu lado até o fim disso, seja ele um aborto ou um parto. Afinal, eu sou  o pai do seu filho, lembra?
-Sim, Tsuyoshi-kun. Você é!
Eles  se olharam, um sorrindo para o outro. Akemi sabia que poderia contar  mesmo com o Tsuyoshi para qualquer coisa. Ela achava que ele era muito  para ela e só conseguia pensar em como equivaler o que ele fazia por ela  naquele momento. Por enquanto, ela só se satisfazia em ter a companhia  dele.
Naomi assistiu a cena do segundo andar e não evitou de se emocionar também.
O  sinal tocou, indicando o final do horário de almoço. Tsu enxugou as  lágrimas de Aki e eles voltaram para a sala juntos. Os próximos dias dos  dois seriam bastante agitados.

Notas/Glossário:

1- A expressão significa “Prazer em te conhecer”, pelo menos nesse caso.

2- Haha: Mamãe

3- Chichi: Papai

4- Ore wa suki dakara: Eu te amo, no sentindo de apenas estar apaixonado.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Capítulo 2 – Apoio necessário

Obs: Tem algumas palavras que tem o glossário lá no final do capítulo.

Tsuyoshi conduziu Akemi até o sofá, onde ela se sentou. O garoto foi buscar um copo de água para ajudá-la a se acalmar.
-Aki-chan, me conta esta história direito e com mais detalhes.
-Eu sai no mês passado com o Hayama Takeshi da 3-C. Nos divertimos no karaokê e fomos ao motel depois, até usamos camisinha. Mas, eu comecei a me sentir muito mal essa semana e pensei que podia ser uma gravidez. Estava com uma pulga atrás da orelha! Fiz o teste só para tirar essa preocupação, só que... - não completou a frase, apertou o copo de vidro de leve
-Só fez este teste de hoje de manhã?
-Só ele!
-Por que não faz outro? Este pode ter dado errado.
-Pode ser. Tem mais uma dessas coisas na caixa, no mesmo lugar onde estava esse.
-De onde tirou a chave? - ela só assentiu, ele pegou e entregou-a – Aqui.
O rapaz indicou onde ficava o banheiro. Akemi repetiu o processo que fez de manhã e saiu em seguida.
-Temos que esperar cinco minutos. - afirmou receosa
Os dois ficaram o tempo todo sem trocar uma palavra. Akemi se sentou novamente e tentou se distrair olhando para o teto. Tsuyoshi falou:
-Duas listras querem dizer o quê?
-Positivo! - respondeu parando ao lado dele
-Então, deram duas listras... E de novo pelo visto!
Aiga não disse nada, só começou a chorar. Depressa, Washiyama abraçou-a, oferecendo-a um ombro para chorar. Ela ficou um tempo assim até se acalmar. O garoto disse depois:
-Aki-chan, eu disse que vou te ajudar com isso. Olha para mim! - ela o fez – Eu tenho uma prima que trabalha numa clínica aqui perto e é no caminho se sairmos da escola. Quer que eu ligue para ela e confirmamos essa gravidez e você decide o que fazer?
-Sim! É melhor resolver isto logo!
O menino ligou para a prima naquele instante. Ela era ginecologista e trabalhava lá. Ele explicou a história pulando muitos detalhes, apenas usou as palavras amiga e grávida. Ele conseguiu marcar para o dia seguinte, logo após a aula deles no dia seguinte, um sábado.
-Pronto! - afirmou ao final da ligação
-Tsuyoshi-kun... Estou tão nervosa.
-Eu imagino. Mas olha, eu irei com você amanhã está bem? Estarei lá com você.
-Obrigada! - ela sorriu entre as lágrimas
Ele respondeu com um leve sorriso no canto da boca e completou:
-Agora, é hora de você ir para casa. - pegou os testes sobre a bancada – E leve isso com você.
-Acho melhor não! Minha irmã poderia ver.
-O meu irmão poderia ver e seria mais estranho para mim do que para você. - ele riu antecipadamente – Sem Mpreg, obrigado!
Os dois riram. Realmente fora um comentário engraçado. Tsuyoshi-kun levou-a até o seu apartamento.
-Fique bem, Aki-chan. Qualquer coisa, você tem o meu número.
Ela assentiu e entrou. Suspirou desesperada. Teria resposta para o que queria no dia seguinte.
A certeza já estava em seu coração, mas a razão precisava tomar um choque para ela acreditar no que aconteceu.
Passou o resto da tarde e boa parte da noite sozinha, sua irmã chegara bem tarde como na maioria dos dias.
-Aki, ainda acordada? Você tem aula cedo amanhã.
-Sei disso! Só vou terminar de assistir ao programa e já vou deitar.
-E como foi a aula hoje? - perguntando, sentando-se ao lado dela no sofá
-Foi normal, como sempre! Ainda estou num período importante de estudos.
-E fico feliz de ver que está se dedicando, ao invés de sair com garotos todos os dias.
-As vezes isso enjoa um pouco, irmã. São apenas diversões temporárias.
-Se sabe disso, porque ainda faz.
-Sei lá! Acho que só para não ficar deslocada.
-Esse é o mal da sua idade: Ser aceito. Quando se envelhece um pouco mais é que se percebe o quão bom é ser diferente e não se deixar levar pela maioria. - ela sorriu, nostálgica – Ai você vai perceber quanto tempo perdeu tentando se encaixar quando simplesmente podia ser você mesma.
-Espero um dia entender isso, Onne-chan¹.
***
E o irmão de Tsuyoshi, Kenichi, chegou em casa do trabalho. Assim como a vizinha e paixonite, ele morava com o irmão que se mudara para Tóquio a trabalho. E seus pais continuaram na cidade natal.
E o garoto teve uma surpresa com Akemi naquele dia. Ele queria se declarar para ela, mas acabou se envolvendo em algo que era pessoal demais para ela. Por seu amor a garota resolveu ajudá-la. Porém, além deste ponto não sabia o que iria fazer. Só não queria vê-la sofrer, por isso oferece uma mão a ela. Era algo muito complicado para se calcular o que poderia acontecer e isso transparecia em seu rosto, tanto, que seu irmão indagou:
-Parece preocupado. O que houve?
-Nada. Só preocupado... Com a escola.
-Muitas provas?
-E muita matéria, Nii-san².
-Pelo menos você não tem mais nada com o que se preocupar.
-Sim, tem razão. - e mentiu mentalmente
***
E o dia seguinte, sábado, chegou. As aulas começavam na mesma hora de todos os outros dias e iam até o meio-dia, era uma tortura estudar seis na semana, mas os alunos já estavam acostumados.
O relógio e o sinal da escola bateram meio-dia. Os alunos começaram a sair.
Akemi e Tsuyoshi tinham combinado de se encontrar algumas esquinas depois da escola, tudo isso para evitar comentários.
A garota foi na frente e ficou esperando-o. Poucos minutos depois ele apareceu.
-Vamos, Aki-chan?
-Sim, Tsuyoshi-kun.
Caminharam por mais alguns minutos até chegar a clínica.
O rapaz cuidou de toda a entrada dela por lá. Eles preencheram uma ficha com as informações dela e ficaram aguardando. Então, ela finalmente foi chamada e eles entraram no consultório.
-Boa tarde, Aiga-san e Tsu-kun.
-Boa tarde, Sanako-chan.
-Essa é a amiga a que se referiu no telefone?
-Ela mesmo!
-Aiga Akemi é um prazer. Sou a Dra. Yamamura Sanako. E qual o problema?
A menina ficou pouco receosa de responder, olhou para o garoto que lhe deu uma pequena dose de coragem para falar.
-A minha menstruação está atrasada tem umas duas semanas. Também estou sentindo uns enjoos, até fiz um teste de gravidez... Dois... Que deram positivo.
-Entendi. Bem, pode ir para aquele lado de sala, tire sua roupa e vista o avental que eu vou te examinar.
Enquanto a menina estava fora da visão dela por apenas uma divisória que havia no ambiente, Sanako cochichou com o primo:
-Ela é só sua amiga mesmo?
-Sim.
-Tem certeza? Tem cara de ter você no bebê também.
-Não... Eu só gosto dela e... Quis ajudá-la. - ele bufou – Não estou mentindo.
-Vou acreditar em você. - e falou com Akemi – Já se trocou, Aiga-san?
-Sim!
-Estou indo... - olhou pro primo – E você fique aqui!
A ginecologista abriu o avental e examinou a paciente por fora, só por rotina. Depois pegou um ultrassom interno.
-Para quê isso? - Akemi perguntou
-Para ver se há um bebê ai.
-Mas comprido assim, nunca vi nenhum assim.
-Este é interno, colocarei dentro do seu canal vaginal. Abra as pernas!
Colocou gel na ponta daquilo e começou o exame. Mexeu um pouco para lá e para cá e finalmente conseguiu ver algo.
-Ora, ora! O quê temos aqui? - apertou um botão na máquina para tirar fotos – Meus parabéns, você está grávida!
E foi assim que o choque chegou e de vez. Ela olhou para a tela, que foi virada para ela e não sabia o que pensar. Um desespero tomou conta dela. Ela pensava no que faria.
A médica tirou o ultrassom de dentro dela e pediu que se vestisse de novo e voltou a companhia do parente.
-E ai?
-Temos um resultado positivo. Aiga-san está grávida!
E ela começou a pegar e preencher alguns papéis, até que Akemi retornou e se sentou na cadeira vazia, quieta.
-Bem, nós temos um assunto sério aqui. - Sanako se pronunciou – Você deve decidir se vai prosseguir com a gravidez ou se vai abortar. Mas não precisa responder agora, precisará de um tempo para pensar. Tenho certeza que foi uma notícia forte para você. - e mostrou os papéis – Estes aqui são para você pegar os documentos necessários para a sua gravidez: A cartilha e o chaveiro³. E este outro é para autorizar o aborto, como você é menor de idade precisa de alguém responsável para assiná-la. Preencha o que você for usar.
-Ok! E outra coisa, Yamamura-san, se for fazer o aborto terei que marcar também?
-Sim! Mas você sabe do que um aborto poderá fazer no seu corpo não é?
-Não faço ideia.
-Bem, ele vai prejudicar o seu corpo um pouco e pode ser que no futuro tenha dificuldades para engravidar. E quanto mais demorar a fazer, o feto estará maior e mais prejudicial será.
-Entendo! - ela disse, cabisbaixa
-Bem, é só isso. - completou a doutora – Quando decidir é só ligar para cá e marcar. - estendeu um cartão
-Claro! Obrigada!
Assim, eles saíram. Tsuyoshi acompanhou Akemi para casa. Durante o caminho seguiram em silêncio. A menina não esboçava nenhuma reação desde que saiu de trás daquela divisória no consultório.
Eles finalmente chegaram ao prédio. Subiram até o andar deles e o garoto resolveu falar quando chegaram as portas, uma ao lado da outra:
-Aki-chan, tá tudo bem mesmo? Você não falou nada e continua com a essa cara indiferente desde que saímos de lá.
Ela estava de costas para ele, não queria demonstrar o que se passava por sua cabeça. A sua indecisão. O seu medo. Tinha conseguido manter tudo guardado e lhe torturando por dentro, até aquele momento.
Permitiu que as primeiras lágrimas caíssem, silenciosas. Continuou virada de costas para ele.
O rapaz, ansioso por uma resposta, virou-a para si e não precisou ouvir uma palavra dela, teve a resposta que queria. Depressa, colocou Akemi entre os seus braços e lhe ofereceu novamente o ombro como consolo. E também, não disse mais nada.
Passados alguns minutos, ele falou:
-Vem, Aki-chan. Eu não vou deixar você sozinha.
Pegou a chave do apartamento dela e entraram. A garota se arrastou até o sofá. Não parava de chorar. Ele se pronunciou e pegou um copo de água para ela.
-Tsuyoshi-kun, o que eu vou fazer? - perguntou pegando o copo
-Você que tem que decidir, Aki-chan. Mas, primeiro, tem que contar isso a sua irmã.
-Sim. Esse é o problema! Eu vou levar um sermão dela. E se bobear, ela chama os meus pais aqui.
-Mesmo se for para o aborto? Precisa disso tudo por parte dela mesmo?
-Eu conheço a minha irmã. Ela ficava me dando conselhos quanto a tomar cuidado e olha o que houve... Tsuyoshi-kun, eu quero morrer!
-Por que ia querer morrer? Eu não sei o que seria de mim sem você. - ele soltou sem pensar e acabou fazendo uma careta
-O que quer dizer com isso, Tsuyoshi-kun? - ela questionou
-Não é nada, Aki-chan! Eu... Eu...
-Você gosta de mim? - sorriu de leve e chorou um pouco mais – Apesar de eu ser quem sou?
-E o que você seria, Aki-chan, além de uma menina normal?
-Uma pessoa irresponsável e a mais falada do colégio.
-Eu não vejo isso. Vejo uma garota diferente das outras, que veio de uma cidade pequena e começou a estudar em Tóquio e tem a mesma melhor amiga desde sempre. - falou pegando na mão dela
-Não precisa falar essas coisas para me consolar. Isso não vai mudar o fato de que tem um bebê aqui. - e colocou a mão na barriga – E eu tenho que resolver! Não vejo outra opção a não ser falar com a minha irmã... Mas ainda assim estou com medo.
-Se você quiser eu posso ficar ao seu lado enquanto fala com a sua irmã.
-Se fizer isso ela vai pensar que o filho é seu e não é.
-Eu não ligo para isso! Na verdade, não vejo problema em ter um filho com a Aki-chan.
-O quê? O que você está dizendo? - ela soluçou
-Caso queira ficar com esse bebê, eu serei o pai dele.
-Tsuyoshi-kun... - ela olhou para ele – Obrigada! Você gosta mesmo de mim, não é?
-Sim, mais do que imagina.
-Então precisarei de você do meu lado quando for contar sobre o bebê a minha irmã amanhã.
-Estarei aqui! Só me chamar.
-Agora você tem que ir. Daqui a pouco ela chega e eu preciso me recompôr.
-Está bem, Aki-chan. Eu te vejo amanhã.
A garota levou-o até a porta e agradeceu a ele mais uma vez.
O dia seguinte seria muito importante para ambos. Tsuyoshi acabou se envolvendo naquilo mais do que queria, mas para ele tudo valia por seu amor a Akemi. E se necessário fosse, ele levaria a mentira de ser o pai da criança até o fim.

Glossário:
1- Onne-chan: Irmã mais velha. É como um “maninha” para nós.
2- Nii-san: Irmão mais velho.
3- No Japão, eles dão a cartilha para acompanhar o pré-natal. O chaveiro é para as pessoas identificarem as grávidas no transporte público. É um chaveiro escrito: “Na minha barriga tem um bebê”. (Vi no canal da Lidy Soto no Youtube)

Capítulo 1 – Noite de diversão com uma consequência

Aiga Akemi, aluna do 2º ano do colégio Shigeko, sai de mais um dia da escola acompanhada de um rapaz de outra classe, como na maioria das vezes acontece. Eles estão junto a um grupo que vai se divertir a noite. O rapaz em questão era Hamaya Takeshi, do 3º ano.
-Pronta para se divertir hoje, Aiga-san? - ele perguntou
-Claro que sim, Hayama-kun. Adoro karaokê!
Eles pegaram um metrô com o resto do grupo e chegaram ao lugar. Escolheram uma das salas e começaram a se divertir. Passaram horas e mais horas desafinando no karaokê.
Akemi e Takeshi trocavam muitos olhares, fossem eles de desejo ou de provocação. Com certeza, aconteceria algo mais tarde.
E foi exatamente assim! O grupo se dispersou. Alguns voltaram para casa, outros foram passear pelas ruas, enquanto a garota se encontrava na rua dos motéis com Takeshi. Escolheram um de preço mediano e que tinha uma cara de ser decente, e era mesmo.
Escolheram um quarto, pagaram e subiram. Eles não trocaram uma palavra até estarem totalmente a sós no quarto. Takeshi então falou:
-Tem meses que estou louco para ficar com você.
-Eu sei disso. Alias, toda a escola quer ficar comigo. - ela falou sorrindo - Sabe, já vim a motéis várias vezes, mas eu sempre fico com um pouco de vergonha.
-Não precisa disso. Você é tão bonita!
Essa frase foi seguida de um beijo e mais outro e mais outro. Até que os dois foram parar na cama.
As peças de roupas foram tiradas uma a uma e ficaram apenas de roupa íntima.
Takeshi saiu de cima da garota e arrancou e mostrou o seu membro duro para ela.
-Você tem que resolver isso aqui!
-É só vir. - falou abrindo as pernas
-Nada disso! Com a boca.
Akemi estava acostumada a aquele tipo de pedido, mas mesmo assim não gostava deles. Levantou da cama, parou ajoelhada diante dele e com vontade colocou a boca naquilo e fez o que sabia. Engoliu, chupou, fez sucção. Tudo isso foi acompanhado de gemidos baixos vindos do rapaz.
Em certo momento ele puxou-a pelos cabelos para longe.
-Eu não tô aguentando mais.
Akemi entendeu o recado e voltou para a cama. O garoto pegou algumas camisinhas na mochila, abriu uma e colocou. Foi para cima da menina de novo e rolou mais uns amassos. Ele fez umas preliminares bem básicas na garota, o que a deixou um bocado insatisfeita, porém ela não manifestou. Depois, ela sentiu o membro do garoto penetrando-a e ele começou a fazer movimentos de vai-vem. Como estava muito excitado, não demorou para gozar.
Fizeram mais três vezes na sequência, em posições diferentes cada uma e com proteção. Contudo, uma dessas proteções não funcionou como deveria.
Tomaram um banho juntos e saíram. Despediram-se na entrada no motel.
-Foi ótimo, Aiga-san.
-Eu também gostei, Hayama-san. - sorriu – Nos vemos amanhã na escola então?
-Claro! E também, vou querer sair com você mais vezes.
-Eu também!
-Até logo!
-Até!
Fizeram a reverência e cada um foi para um lado. Akemi pegou o metrô de volta para casa.
Desceu na estação próxima de onde morava. Andou até o seu prédio, pegou o elevador e foi ao apartamento. Entrou e viu que sua irmã já havia chegado.
-Por que chegou tão tarde de novo, irmã?
-Eu estava com um garoto, Yoko.
-Você tem parar com isso de ficar saindo com um monte de caras, isso vai acabar te dando algum problema, como um filho.
-Yoko, eu me protejo. Sempre!
-Mas camisinhas são uma coisa de plástico tão frágil que arrebentava fácil. Elas não são 100% seguras.
-Também sei disso. Irmã, eu sei me cuidar. Não se preocupe!
-Queria ver se fosse mamãe e papai ouvindo essa conversa. Eles te dariam uma bela surra, assim como as que eu tomei.
-Vai querer metê-los nisso de novo?
-Vou sim. Você está soltinha desse jeito porque veio morar comigo.
-E o que tem errado em sair? Você faz a mesma coisa.
-Mas eu já sou uma mulher adulta e sou dona do meu próprio nariz.
-Então, segundo a sua lógica faltam 4 anos para eu ser dona do meu nariz. Mas, eu já me sinto dona de mim mesma.
-Pare com essa bobeira. Você só tem 16 anos, Akemi.
-Fica falando de mim, mas na minha idade fazia a mesma coisa. - falou faca a face com a irmã
Yoko fez um som de desdém.
-Quer saber, se acontecer alguma coisa, vai ser problema seu.
-Ótimo!
A conversa acabou ali. Akemi foi seu quarto trocar de roupa para o jantar.
***
Aiga Akemi morava em uma cidade pequena com a família, constituída de pai, mãe e uma irmã mais velha.
Quando a irmã se formou conseguiu um emprego na cidade de Tóquio e Akemi implorou aos pais que a deixassem se mudar junto com a irmã. Ela queria ter uma experiência diferente no ensino médio. Por sorte, a família de sua melhor amiga, Shinkawa Naomi, também estava de mudança para lá. Então, foi um passo a mais para convencer os pais a deixá-la viver com irmã.
Akemi ingressou no ensino médio junto com a amiga, porém elas ficaram em classes diferentes no 1º ano. Apenas no segundo ficaram juntas, e também Akemi conheceu o novo amigo de Naomi, Washiyama Tsuyoshi.
No ensino médio, Akemi deixou sua sexualidade aflorar e a distância dos pais a deixou mais livre para soltar o seu líbido. Perdeu a timidez, saiu com muitos garotos, perdeu a virgindade e passou a ser uma garota livre, decidida e experiente com esse tipo de coisa. Por conta disso, ela se tornou uma das garotas mais populares, todas queriam ser como ela, mas não tinham coragem.
***
Passou-se pouco mais de um mês desde então e Akemi não saiu com mais ninguém nesse período, pois eles estavam em uma época de estudos importante. Era mais um início de semana e Akemi mal tomou café da manhã direito, ela acordou passando mal.
Ela estava a caminho da escola com sua melhor amiga, Shinkawa Naomi, e o amigo dela, Washiyama Tsuyoshi. Eles perceberam a cara dela.
-Aki-chan, o que está acontecendo? Sua cara tá me preocupando. - perguntou a amiga
-Acordei enjoada, não consegui comer. Espero que logo passe.
Mas aquilo não passou, nem naquele dia e nem nos seguintes. A garota começou a ficar preocupada, eram todos esses sintomas e a menstruação atrasada. Todos ao seu redor estavam preocupados, mas ela não contou a ninguém o que estava pensando.
No final daquela semana, a caminho para um dia de aula, foi a farmácia e comprou um teste. Seria agora que ela descobriria.
Assim que chegou ao colégio, correu ao banheiro. Leu as instruções do teste e o fez. O problema é que ela tinha esperar cinco minutos. Foram os mais longos da vida dela, a cada momento olhava para o horário no celular. E de repente, elas apareceram. As duas listras que indicavam o positivo.
A reação àquilo foi nenhuma, pelo menos não do lado de fora. Por dentro, a cabeça dela se tornou uma confusão. Foi desespero com nervosismo! Sua mão veio a boca para evitar algum som que alguém do outro lado da porta escutasse.
O que ela faria? Aquele teste poderia estar errado. Muitas outras perguntas se fizeram em sua cabeça. Mas ela não tinha como respondê-las. Não agora! O sinal da escola tocara, era hora de ir para a aula.
Guardou tudo na bolsa, saiu do banheiro e foi para a sala.
Encontrou com Naomi e Tsuyoshi na sala, eles se sentavam próximos.
-Akemi-san, chegou atrasada. - comentou o garoto
-Ah, perdi a hora. Mas estou aqui.
-E parece que aquilo que você tinha passou. - ele completou
Era verdade. Ao descobrir da possível gravidez, o nervoso tomou o lugar do enjoo, ela tinha se esquecido deles.
-Pois é! - sorriu
O professor adentrou a sala, desejou bom dia e começou a dar a matéria daquele dia.
Akemi mandou uma mensagem para Hayama-kun, era a única pessoa para quem ela tinha coragem de contar aquilo, afinal, era o pai da possível criança que esperava. Pediu para se encontrar com ele na hora do almoço.
O sinal do almoço bateu e Hayama apareceu na classe. Comentários rolaram acerca dos dois e Akemi pediu para eles irem a um canto mais reservado para poderem conversar.
-Lá vai ela de novo. - comentou Naomi – Sabe, Tsu-kun, eu tenho pena de você nessas horas.
-Por que, Naomi-san?
-Você está apaixonado pela Akemi, mas ela é desse jeito. Ela fica saindo com qualquer garoto, a fama dela nessa escola é de uma garota fácil.
-Eu não ligo para isso e você sabe. Apesar disso tudo, Aki-chan é maravilhosa. Tão bonita, tão inteligente, tão segura de si. Ela tem um jeito encantador, não acha?
-Sim. Ela era bem diferente antes de entrar no ensino médio, ainda acho que teria sido melhor ela ter ficado na nossa cidade natal.
-Não, Naomi-san. Assim não a teria conhecido.
-Eu quero saber quando é que vai se declarar para ela?
-Ainda não sei. Preciso ter coragem... E ficar sozinho com ela.
-Isso é ridículo de conseguir, você mora no apartamento ao lado. Mora mais perto dela do que eu.
-Só que ela não sabe disso! - e riu – É até melhor! Posso ficar olhando-a pela janela de vez em quando.
-Ai, Tsu-kun, só você mesmo!
Akemi e Takeshi foram do outro lado do colégio, que estava mais vazio, para conversarem.
-Diga, Aiga-san, o que quer? Quer sair de novo comigo?
-Não é isso! É que... Bem... Como eu vou te dizer? - ela suspirou e sussurrou – Acho que estou grávida.
-Como é que é? Grávida? - ele indagou surpreso
-Sim. E se for verdade, é seu.
-Ora, não me venha com essa! Você sai com um monte de garotos e vem dizer que eu sou o pai do seu filho.
-Mas é você. Tenho certeza!
-Acho que não! Você lembra que usamos camisinha.
-Usamos sim, mas alguma pode ter furado.
-Quem me garante que não é de outro, Aiga-san? Todos sabem como você é. Sai com todos! Dorme com todos! Esse filho pode ser de qualquer um. - cruzou os braços – Trate logo de abortar isso antes que fiquem sabendo. Até mais ver!
A garota ficou desolada, aquele foi o pior fora que tinha tomado na vida. Agora é que ela estava sozinha. Não tinha coragem de contar para a melhor amiga e nem para a irmã. Como ela iria ao hospital sozinha para confirmar a gravidez? Ela tinha que dar um jeito nisso e sozinha.
Uma única lágrima caiu do seu rosto, secou-a depressa. Ergueu-se e voltou para a sala.
Durante o resto do dia, ela se concentrou na aula e não deixou transparecer suas preocupações.
Ela foi para casa sozinha! Seguiu todo o caminho em silêncio de cabeça baixa. Chegou ao prédio. Perto do seu apartamento, abriu a bolsa para pegar a chave, era o mesmo lugar onde estava o teste que fizera mais cedo. Ao puxar a chave, o teste também foi e acabou caindo no chão. Ela se virou para pegar, mas teve uma surpresa, era Tsuyoshi-kun atrás dela e ele pegou o teste antes.
-Tsuyoshi-kun, o que faz aqui? Você me seguiu?
-Não, Akemi-san. Eu moro aqui - apontou o seu apartamento – bem do seu lado. - olhou o que estava na sua outra mão – Isso é um teste de gravidez?
-É sim! - responder cabisbaixa – E deu positivo. - permitiu que algumas lágrimas caíssem – Eu não sei o que fazer.
Tsuyoshi não sabia o que pensar e nem o que sentir. A garota por quem ele estava apaixonada estava ali, mais vulnerável e insegura do que ele nunca tinha visto. Sua última frase tinha um tom de súplica, de socorro. E por seu amor a Akemi, ele decidiu que a ajudaria.
-Akemi-san, - ela levantou o olhar para ele – vem, precisamos conversar! Eu vou te ajudar com isso, tá bem?
Ela apenas assentiu e eles entraram no apartamento dele.

Copyright © Contos Anê Blog. All Rights Reserved.
Blogger Template by The October Studio