sábado, 19 de março de 2022

Capítulo 25 – Viagem a dois

 

Helena e eu finalmente vamos realizar a tão esperada viagem da sessão de fotos.

A minha última semana foi recheada de trabalho, porque eu queria adiantar tudo e pegar o máximo de trabalho possível, pois precisava cobrir os gastos extras por dividir a hospedagem com ela. Minha situação financeira apertada só havia melhorado um pouco, então para viajar tive que fazer um pé-de-meia ou o rombo no meu orçamento vai me falir de vez. Não que o local que Helena escolheu seja caro, eu só não estou podendo ainda me dar ao luxo de certas coisas. Mas, ela nem precisa saber disso, ainda mais com aquela história com o Pedro e que eu acabei de envolvendo demais e deu ruim pra caralho.

Na véspera da nossa partida para a cabana numa praia isolada, estava trabalhando numa festa de aniversário de 15 anos – a mesma garota da qual tirei fotos no parque um dia desses – e fiquei relembrando a minha adolescência e o quanto estas festas eram o nosso maior evento social. Atualmente, só vou em festas para trabalhar mesmo, porque gostar nunca gostei.

Lembrei do meu eu jovem e franzino, que sofria bullying e não pude deixar de me sentir nostálgico, mas só da parte boa. A falta de preocupação, só acordar e ir para a escola, encontrar os amigos. Nem a faculdade me causa tanta nostalgia assim, eu só queria terminar em um certo ponto.

Quanto tinha a idade da maioria das pessoas presentes nessa festa foi a explosão das câmeras digitais e o engatinhar das primeiras redes sociais. Meus pais compraram uma câmera dessa digital, até bem depois dos outros conhecidos e parentes, porém, mesmo assim, foi com ela que descobri que gostava de fotografar. Cheguei a postar as minhas primeiras fotos nas, agora finadas, primeiras redes. Virei o fotógrafo oficial dos eventos da família. Depois disso, resolvi que seguiria por este caminho.

Ainda lembro quando consegui o dinheiro para comprar a câmera que uso agora para trabalhar, foi quando estava estagiando, no final da faculdade. Cada centavo foi bem suado, aliás, todos os equipamentos que compro são assim. Junto cada tostão para tirar fotos melhores. Equipamentos desse tipo são muito, mas muito caros.

Pensei nisso tudo pois é surreal que amanhã irei fazer um dos meus trabalhos dos sonhos e com uma pessoa que admiro muito – e eu estou apaixonado, confesso: Helena. De vez em quando, ainda me pego me beliscando para saber se não é sonho que eu a tenha conhecido.

A festa terminou bem tarde, o que já era esperado. A minha sorte é que deixei tudo já arrumado, só deixei um espaço na mala para colocar a câmera que havia usado. Cheguei em casa, tomei um banho, programei o despertador para conseguir acordar no susto e capotei.

Pareceram só cinco minutos, mas foram 4 horas que consegui dormir. Tomei um banho rápido, engoli alguma coisa e logo Helena bateu à minha porta. Ajudei a levar as malas para baixo. Os vizinhos que estavam saindo para trabalhar ficaram olhando para a gente, porque nesse condomínio tanto eu quanto ela somos conhecidos como dois que “não trabalham”. Enfim, são apenas olhares, que pensem o que quiserem.

Não demorou muito para que colocássemos tudo no carro e partíssemos rumo ao nosso destino de pequenas férias.

***

Em pouco mais de duas horas de viagem, curtindo uma playlist mista, eu e Helena chegamos a cidade. Era próximo da hora do almoço e decidimos comer por ali mesmo. Escolhemos uma pensão bem bonitinha e pedimos um prato feito simples porque ambos estavam com vontade de algo desse tipo. Comemos com calma e conversando bastante animados.

Terminamos, pagamos e demos uma voltinha na cidade, aproveitando para comprar algumas coisas para comermos lá, porque talvez esta noite aproveitaríamos de outro jeito.

A cidade era bem de interior, mas até bem desenvolvida – se for comparar com outras que já visitei - porque ela é turística. O centro da cidade, que era onde estávamos, tinha coisas bem variadas e quem sabe em um dos dias não iríamos ali durante a noite.

Finalmente entramos no carro novamente e no meio do caminho para o lugar passamos na casa do proprietário e pegamos a chave. Mais vinte minutos de carro a partir dali, chegamos e Helena estacionou o carro.

E era mais bonito do que nas fotos que vimos no site. A forma como o sol da tarde batia na pequena casa rústica era lindo, batendo na areia da pequena praia privada logo a frente dela. Peguei a minha câmera e ela logo falou:

- O que vai aprontar com isso? - e riu

- Vai ali para a varanda que vou fotografar. Rápido! Não quero perder essa luz. - fui autoritário mesmo, porque talvez um minuto a mais estragasse aquela iluminação

Helena fez conforme falei, mas perguntou:

- Que pose faço? Aliás, eu estou toda descabelada. Nem para deixar eu me arrumar!

- Encosta na coluna e olha pra cima, mas só um pouco. E sorria, por favor!

Repetiu exatamente como falei e o que eu esperava aconteceu, ela involuntariamente tampou o sol que veio em seu rosto com a mão, fazendo exatamente a pose que eu queria. Eu já disse que gosto de fotos espontâneas. Ela nem percebeu que a foto já tinha sido tirada! Depois de alguns segundos, questionou:

- Já tirou?

- Há um tempo. - sorri – Aqui, venha ver. - indiquei a tela da câmera

Helena viu a foto e adorou.

- Como você faz isso, Gustavo? Aliás, você não pediu que colocasse a mão na frente do rosto.

- Eu sei disso, mas dali o sol ficaria na frente do seu rosto e você fez isso naturalmente, que era o que eu queria. Uma parte é inspiração e outra é técnica.

- Mas você… - reclamou

- Eu prefiro fotos assim, sabe bem!

- Eu amei esta foto. Pena que não pode ir para o photobook.

- Até pode. Só desfocar seu rosto. E, H, uma pergunta: Quer começar a tirar as fotos hoje ou amanhã? Já olhando por aqui, tem alguns lugares para começar.

- Vamos ver a casa primeiro e vemos isso tá?

Assenti e com a chave, abriu a porta e vimos como era a casa por dentro. A propaganda não fazia jus ao lugar, também internamente. A cabana – se é que possamos chamar assim – era bem aconchegante. Espaço aberto com sala, cozinha e o quarto e banheiro no cômodo ao lado. Tudo muito bem decorado e com móveis de cor escura. Era realmente um ótimo passeio para um casal que queria ficar sozinho ou melhor, um fotógrafo e uma blogueira que querer fazer uma série de ensaios nus.

Helena correu para o quarto e se jogou na cama, rindo. E eu fui lá para conferir também.

- Como é macia esta cama! - falou ela, de barriga para cima

- Realmente. - soltei quando pulei ao lado

- Gostou do lugar, G? Eu amei! Acho que as fotos vão ficar maravilhosas!

- Gostei sim! E as fotos vão ficar perfeitas! - respondi convencido

- Onde foi parar a sua humildade? - falou se apoiando

- Acho que deixei em casa quando saímos!

Ela riu e me deu um beijo, mas um daqueles que eu gosto que ela dê. Sabia bem que isso ia acontecer quando chegássemos. Começamos a nos agarrar, trocando beijos e carícias pelo corpo todo. As peças de roupa foram escorregando de nossos corpos numa naturalidade e ritmo que a gente aprendeu a ter um com o outro. Fiquei eu de cueca e Helena só de calcinha. Achei que iríamos aos finalmentes, até que ela me pediu uma coisa inusitada.

- Posso de te pedir uma coisa, G?

- O quê, H? - disse assustado

- Quero que você filme a gente.

- Peraí, quê? Filmar a gente transando, por quê?

- Eu sempre tive esse fetiche, na verdade. Se você não quiser, tudo bem.

- Nunca liguei muito, mas podemos fazer. Só não sei se assistirei depois.

- Mas tem outra coisa: Quero que deixe como se a câmera estivesse escondida.

Observei o ambiente e encontrei o lugar ideal para posicionar a câmera. Fui até a sala, peguei a câmera, a liguei e retornando ao quarto, posicionei no aparador que ficava na frente da janela, atrás de um dos vasos que decorava o móvel.

- Acho que assim está bom! - disse e apertei o rec, começando a gravação

Tentando apagar a sensação estranha de estar sendo tudo gravado, continuei de onde parei. Helena ficara deitada na cama e eu fiquei por cima dela, voltando a beijá-la, causando atrito proposital entre nossas partes íntimas, mesmo que ainda de roupa. Ela enlaçou as pernas em volta das minhas costas, enquanto eu apertava suas coxas e nossas bocas mal se desgrudavam.

- G, eu quero você! - ela disse, num sussurro

Tiramos a única peça de roupa que faltava, peguei a camisinha e a coloquei. Penetrei em Helena com uma facilidade, pois ela estava muito, mas muito molhada, mais do que o normal. Comecei os movimentos de vai e vem, seguindo o ritmo dos gemidos dela. Involuntariamente, em alguns momentos, olhei em direção para onde a câmera estava, querendo que o botão vermelho indicativo apagasse, porque estava constrangido de depois ter que me ver transando. Aquilo estava me bloqueando de uma forma… Acho que Helena acabou percebendo.

- Ei, olha para mim. - ela falou – Foca em mim. - pegou no meu rosto, virando-o em sua direção

Agarrei o seu quadril com mais força e vontade e acelerei o movimento. Os sons dela me seguiram. Estava até escorregando muito, o que facilitava a minha movimentação. Sentia parte de dentro da Helena mesmo com a camisinha. 

Ficamos alguns minutos naquela posição, mas não estava funcionando. Até aquela altura já teria gozado, pelo menos os gemidos da H estavam fazendo valer a pena a demora.

- Vamos trocar de posição. - pediu – Quero ficar por cima um pouco.

Sem tirar, giramos na cama e eu fiquei deitado e ela por cima.

- Você está travado por causa da câmera né? - perguntou

Apenas assenti, confirmando a resposta.

- Vou te fazer relaxar, G! - me deu um beijo

Ela começou a cavalgar em cima de mim, rebolando o quadril e subindo e descendo, se apertando inteira. Via os seios dela saltando para cima e para baixo, o suor pelo esforço escorrendo pela barriga. Agarrei os peitos dela com vontade, fazendo-a gemer sem parar o que fazia. 

Decidi ficar sentado para continuar brincando. Apertei os mamilos e depois chupei, dando leves mordiscadas. Todas essas ações traziam um som pela boca da Helena e uma piscada do seu interior.

Estes esforços deram resultado e eu queria acabar logo com aquilo. Num movimento brusco, joguei Helena na cama e mantive o movimento o mais rápido que conseguia, não evitando de emitir alguns sons. Meu ápice estava chegando, demorou.

- Vou gozar, H! - falei com a voz falhando

Num suspiro, finalmente senti o relaxamento característico. No segundo seguinte vi o olhar de Helena para mim, num misto de satisfação e paixão. Senti o meu batimento acelerar e meu coração me mandou falar uma coisa.

- Eu te amo, H! - foi espontâneo, só saiu

Ela sorriu pra mim, talvez pouco surpresa, porque como disseram meu pai e meu irmão: tava bem na minha cara

- Eu também te amo, G! Finalmente percebi isso.

E nos beijamos, depois me deitei sobre Helena. Poderia ficar ali por horas, mas ela me lembrou de desligar a câmera. Quando o fiz, ela questionou:

- Gostou da experiência de ser filmado?

- Até que sim, mesmo sendo estranho no começo. Eu prefiro ficar na parte de trás da câmera.

- Desculpa ter feito isso. - confessou – Nunca senti liberdade para fazer pedidos desse tipo a não ser com você.

- Tudo bem. - respondi – Foi interessante!

- E a sessão de fotos? - perguntou de novo – Começaremos amanhã?

- Sim. É melhor! Pela hora já estaremos sem luz natural logo.

- Será que podemos ver o vídeo? - soltou tentando esconder o rosto com as mãos

- Podemos!

Levantei-me e peguei a câmera, tirei do stand by por conta do tempo que ficou parada. Deitei ao lado de Helena, entrei na galeria da câmera e o vídeo apareceu logo de cara. Tinha pouco mais de 10 minutos. Dei o play!

Ficamos assistindo e rindo com o constrangimento de rever com detalhes aquilo que acabamos de fazer. Mas, devo confessar que mesmo com esse improviso, a filmagem ficou boa. E bem, era um pornô praticamente de verdade e bem decente, ouso dizer.

- Tá, agora a gente apaga. - disse quando o vídeo terminou

- Não. Deixa aí! - protestou

- E o que eu faço com isso então?

- Só… Deixa aí!

- Tudo bem! - desliguei a câmera – Ficará num canto perdido do meu computador.

- Pior que tudo isso me deu fome. - comentou Helena

- Eu também! - completei - Aliás, a gente nem trouxe as malas pra dentro.

- É verdade! - ela riu

Colocamos nossas roupas e trouxemos tudo para dentro, arrumando as comidas na cozinha. Depois fizemos um lanche para matar aquela fome pós-foda. Resolvemos comer sentados na areia do lado de fora, onde tinham duas espreguiçadeiras para usar e uma mesa no meio. Pelo horário era quase o pôr do sol, então ficamos sentados comendo e vendo o dia virar noite, que, para mim, é sempre uma coisa tão bonita.

Um silêncio estava entre nós, mas não um constrangedor e sim o da companhia. Porém, a minha cabeça estava envolta nas lembranças recentes, justamente que Helena dissera corresponder aos meus sentimentos. Não sei se era a hora ideal para isto, mas resolvi entrar no assunto:

- H, aquilo que disse no quarto, é verdade?

- O que? - ela olhou pra mim – Claro que é! Por que não seria?

- Não estou duvidando de você, só… Fui surpreendido! Sabia que sentia algo por mim, mas não sabia dizer se era desta forma.

- É sim! Estou completamente apaixonada por você. - ela sorriu, ficando um pouco tímida – É tão estranho falar isso de novo…

- É tão estranho ouvir isso. - confessei – Nunca alguém correspondeu meus sentimentos.

- Nunca namorou?

- Já namorei, mas nunca por mais de seis meses. Não deixo de pensar que ficavam comigo por pura pena. - pisquei mais rápido para evitar que lágrimas caíssem, porque comentar isto me lembrava a minha adolescência tensa

- Gustavo, não estou com você por pena. Gosto da sua presença e do seu jeito. Mesmo que tenhamos nos conhecido de uma forma inusitada! - e claro que ela percebeu – E, não precisa ter vergonha de chorar na minha frente.

Quando ela me permitiu, deixei que as lágrimas rolassem, descendo salgadas pelo meu rosto. Há muito guardo esses sentimentos em mim e finalmente achei alguém com quem possa colocá-los para fora.

- Sei que meus traumas não são nada comparados aos seus. Desculpa, Helena.

- Ei, não é uma briga de quem tem a vida mais fodida. - pegou em minha mão – Você teve o bullying e eu tive um namorado abusivo. E é isto!

- Obrigado! - apertei sua mão com força

- Quantas vezes você não me ajudou por causa do Pedro? É o mínimo que posso fazer.

Então, ela se sentou na espreguiçadeira junto comigo, enxugou meu rosto e me abraçou. Eu indaguei:

- E sobre nós? Como ficamos?

- Vamos aproveitar a viagem primeiro, depois colocamos um nome para o que temos! Tudo bem?

- Está bem!

- Agora, G, eu preciso da sua ajuda, pois preciso escolher as roupas para usar na sessão de fotos amanhã.

Aproveitamos aquela primeira noite de viagem com Helena escolhendo os visuais para as fotos e rindo das merdas que falávamos. E claro que antes de dormir transamos de novo.

Eu adormeci animado para o dia seguinte e o início da produção das nossas fotos.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Capítulo 24 – Os preparativos

Finalmente eu e Gustavo decidimos para qual lugar iremos na viagem para fazer o meu ensaio nua. Escolhemos um lugar bem afastado e aconchegante para tal, uma pequena cabana com uma praia privada. 

Quando encontrei este lugar e vi as fotos fiquei muito animada, pois achei o lugar perfeito. O que me deixou apreensiva é que o lugar é bastante concorrido para a hospedagem. Sorte que o Gustavo gostou e tinha vaga para a semana que vem. Então, já está tudo certo para a viagem e devo confessar que estou bastante ansiosa! 

Os próximos dias prometem ser bem corridos, pois temos que preparar tudo para irmos.

Preciso fazer uma revisão no carro, ver se está tudo certo com freios, suspensão, alinhamento, os pneus e tudo o mais. Como já tem um tempo que não faço manutenção, vou aproveitar essa oportunidade para fazer um check-up nele.

Fazer a mala, levar as roupas para usar lá e também nas fotos, talvez até compre algumas coisas novas, porque meus biquínis estão bem capengas. Em questão de lingeries, estou abastecida depois daqueles recebidos que me fizeram conhecer o Gustavo. Devo pegar só alguma camisola de renda mais bonitinha porque eu não costumo usar e um roupão de seda. 

E claro, como não tem nada por perto da casa, teremos que levar comida para lá. Vou ver se monto uns cardápios para comermos algo legal enquanto estivermos lá.

Basicamente, acho que terei que ir às compras de qualquer forma.

Deixarei a Contemporânea com várias postagens adiantadas para poder cuidar disso e aproveitar a viagem. Pelo visto, terei mais um assunto, dessa vez bom, para falar com a minha terapeuta.

Gustavo deve só preparar as malas dele e o equipamento para levar.

***

Consegui adiantar a minha terapia para esta semana e lá fui eu de novo dirigindo pro consultório da minha psicóloga. Assim que entrei na sala dela, disse:

- O que houve, Helena? Qual foi a ocorrência para adiantar nossa sessão para esta semana.

E despejei tudo o que aconteceu. A ida na casa dos pais do Gustavo, meu ex ter aparecido lá, a semi-briga, o sermão da minha mãe, a ida na delegacia. Tudo!

- Caramba! - foi a única coisa que ela conseguiu dizer – Isso está tomando proporções terríveis.

- Tentei seguir seus conselhos, falei com ele para me esquecer, mas mesmo assim não adianta. Ele sempre reaparece! E bem, teve essa última.

- Quero te parabenizar por tê-lo enfrentado antes.

- Obrigada! Foi bem difícil, mas eu consegui. Uma pena que talvez todos esses esforços tenham sido em vão.

- Aí realmente, só com a justiça agora. Fique tranquila que tudo vai se resolver no seu tempo. Apenas continue se defendendo quando ele se aproximar!

- Sei disso! Só espero que isso acabe logo!

Depois disso contei da viagem com Gustavo, incluindo a parte de fazer a sessão de fotos pelada, como parte de mais um projeto do blog.

- Nossa! Parabéns pela confiança. As fotos virão junto com a revelação da identidade?

- Ainda não! Me falta confiança para isso.

- Depois quero me conte como foi viu? E quero as fotos em primeira mão.

- Vamos ver se o Gustavo vai me deixar te mostrar. - e ri – Preciso preparar umas coisas antes de ir, comprar umas roupas novas e tudo o mais.

- Pelo visto você está bem animada com isso.

- Estou! Para fazer umas outras coisas também.

- Será que essa relação de vocês evolui?

- Eu não sei. Estamos deixando fluir apenas. Mas, com certeza, aproveitaremos a viagem para outras coisas.

E comentei mais um pouco sobre a confecção do livro, sobre os meus receios com a escolha dos contos e todo o trabalho que o projeto está dando.

Não demorou muito, a sessão acabou e eu aproveitei para ir ao shopping para poder comprar as coisas que precisava.

***

Fui à minha loja de biquínis e lingeries favorita e escolhi algumas peças novas. Peguei algumas de renda, outras com estampa. Queria ficar sexy em algumas e chique em outras, até porque vão ter camisolas e roupões lindos. Espero só que o Gustavo goste das combinações.

Depois de tudo comprado, voltei para casa. E a pessoa ansiosa começou a arrumar a mala logo, porque queria deixar tudo pronto para que fosse perfeito – se é que poderia ser assim.

Aproveitei o tempo que sobrou para pesquisar alguns locais que pudéssemos visitar na cidade, caso quiséssemos. Tinha muitos anos desde a última vez que tinha ido para lá, quando fui com a família inteira, talvez tenha mudado algumas coisas.

Estou doida para que chegue logo o dia. Quero ficar sozinha com o Gustavo, com toda a privacidade e aproveitar aquela casa linda e aquela praia maravilhosa. Apesar de ser uma viagem a trabalho, também é uma viagem para a gente descansar de tudo o que tem acontecido nas últimas semanas.

***

Logo o resto da semana passou voando, eu e Gustavo nos vimos apenas em alguns dias, mas nós dois demos uma adiantada no trabalho. Eu para não deixar o blog sem atualizações, porque tinham algumas postagens de parcerias para fazer. Enquanto Gustavo estava fazendo um monte de sessões de fotos porque precisava fechar as contas do mês.

Ainda lembro quando comecei a morar sozinha e os perrengues que passei no começo da Contemporânea Erótica e que eu trabalhava também igual uma louca para poder pagar as minhas contas. Por isso, nem julgo o Gustavo de passar praticamente o dia inteiro trabalhando, porque eu faço a mesma coisa, só que estou na minha casa.

***

Mais uns dias passaram e era finalmente a quarta-feira e é a véspera da viagem. Já estava tudo preparado, era só sair! Por mim, saia na quarta à noite mesmo, mas não dava, a hospedagem era só para o dia seguinte.

Gustavo estava trabalhando numa festa de aniversário de 15 anos, se não me engano. Mesmo com ele provavelmente ocupado, mandei uma mensagem:

“Estou ansiosa para a viagem amanhã.”

Demorou um tempo, mas logo recebi a resposta:

“Não é só você. Eu também estou!”

“Já fez a sua mala? Separou os equipamentos?”

“A mala está pronta, fiz ontem. Os equipamentos estão separados, só a câmera que está comigo aqui.”

“E a festa está boa, G?”

“É festa de adolescente. Se eu fosse adolescente talvez estivesse gostando. Haha”

“A debutante já dançou a valsa?”

“Não e nem deve tão cedo. Ela está rebolando a raba na pista. Mas, deixa a garota, é a festa dela.”

“Eu sei. Mas, imagino que deva chegar tarde então. Não esqueça que temos que sair cedo.”

“Sim. Espero não acabar morgando no carro durante o trajeto.”

“Como você está bem trabalhador, te deixo tirar um cochilo.”

“Agradeço. Acho que vou precisar.”

“Não vou mais te atrapalhar. Bom trabalho e até amanhã!“

“Até, H.”

Guardei o celular e passei o resto da noite vendo alguma coisa na TV. Logo após fui dormir, porque devia levantar cedo e sair.

Minha ansiedade para isto vai acabar comigo!

sábado, 12 de março de 2022

Capítulo 23 – Escolhendo o destino

 

Depois daquela treta toda, foi bem complicado conseguir dormir e foi mais difícil ainda de levantar. Eu fiquei revendo as cenas de discussão e a do meu soco, especificamente, na minha mente durante boa parte da madrugada. Estava demorando mais do que o normal para o meu sangue esfriar!

O despertador tocou e eu resmunguei sonolento. Não era tão cedo assim, era a metade da manhã, só sairia perto do horário de almoço, pois as sessões seriam à tarde, num parque a alguns bairros de distância. Eram três: Uma de debutante, outra de casamento e a última um ensaio de grávida.

Estipulei a média de uma hora e meia a duas para cada sessão, começando às 12h e indo até às 18h. Três seguidas não é para qualquer um. Sabia que ia chegar moído em casa! Helena até me mandou mensagem durante um dos meus intervalos – ou essa foi a hora que eu vi? - perguntando sobre a viagem, dando as opções de lugares que podemos ir. Adorei as escolhas e fiquei ansioso, pois com essas pequenas coisas sinto que há algo recíproco entre nós e quero muito que essa viagem ajude nisso.

Sim, eu estou com bastantes intenções e também expectativas quanto a essa viagem. Eu não sou perfeito, tá? Não é querendo pressionar e nem forçar a Helena a gostar de mim, mas, desde sempre, eu fico nervoso sobre saber o que as garotas sentem ou pensam de mim. Enfim, são meus traumas – se é que posso usar esta palavra – de adolescência que ainda tento arrancar de mim.

Decidimos ver os pormenores com mais calma depois do meu trabalho e do dela. Mas, bem provável de irmos a um local de praia, acho que vai combinar mais com a Helena. E… Podemos ter fotos de biquíni.

Terminei as últimas fotos com o último resto de ânimo do meu ser. Apesar da correria, o trabalho foi divertido e gratificante. Os clientes relaxaram e aproveitaram os momentos e consegui tirar fotos maravilhosas e espontâneas.

Peguei o transporte de volta para o condomínio e vim distraído no celular, olhando as minhas redes sociais e vendo o quanto meu engajamento aumentou desde aquela primeira sessão de fotos. O “boom” das fotos e da quantidade exorbitante de likes já passara, porém uma parte das pessoas novas que chegaram estavam bem ativas, sempre comentando e curtindo. Isso me deixa bastante feliz! É tão bom quando reconhecem o seu trabalho!

Não demorou muito e desci no ponto que tem próximo ao prédio. Caminhei um pouco e finalmente cheguei, indo direto para o meu bloco e o meu andar, mas ao apartamento da Helena. Bati na porta e logo ela atendeu, sorrindo:

- Achei que ia demorar mais, o trânsito estava bom hoje?

- Sim! Praticamente sem engarrafamento, o que é bem estranho para este horário. - falei entrando e tirando os sapatos, colocando as bolsas no canto próximo a entrada

- Está com fome? É que ainda vou preparar o nosso jantar.

- Um pouco, só lanchei no meio da tarde. Na verdade, eu queria tomar um banho, será que posso? Estou cansado.

- Cansado para atravessar o corredor?! - e riu – Tudo bem! Vou pegar uma toalha para você. E sua roupa? Não vai ficar com essa né?

- Será que você pode pegar para mim? - estendi a chave

- Seu abusado! - pôs as mãos na cintura – Tá bom!

Conforme disse, ela pegou uma toalha limpa para mim. Entrei embaixo do chuveiro e senti a água gelada relaxar todos os meus músculos. Logo Helena voltou trazendo minha roupa. Agradeci. Terminei de me banhar e sai parcialmente revigorado, o resto seria quando fosse dormir.

Sai secando o cabelo e Helena estava sentada no seu escritório, com o notebook em cima da mesa. Ela parecia procurar um lugar legal para a gente se hospedar.

- Encontrou alguma casa legal para ficarmos? - indaguei e ela praticamente pulou da cadeira e eu ri, pois nem era minha intenção assustá-la

- Precisamos decidir em que lugar ir primeiro. Mas, como comentou que achava melhor praia, separei as casas na praia. Pega uma cadeira na sala para que possamos ver isso.

Fiz conforme ela disse e logo foi me mostrando os lugares que encontrou. Todos os lugares eram belíssimos, eram em casas mais afastadas, porém não completamente isoladas, o que poderia ser um problema para o nosso projeto. Não quis comentar nada sobre isso no começo, pois ela parecia bem animada com tudo o que encontrou. Só que Helena ficou puta com meu silêncio e me cobrou uma posição:

- Fala alguma coisa, Gustavo. Esse seu silêncio está acabando comigo! Gostou de algum lugar?

- Gostei de todos, na verdade. Já até consegui imaginar onde podemos fazer as fotos, porém tem uma coisa que está na minha cabeça…

- E o que seria? - perguntou olhando para mim

- Não são lugares tão privados quanto a gente gostaria. Tem algumas casas aí por volta, dá para ver em algumas das fotos.

- Também pensei nisso. E foi por isso que achei este lugar aqui. - e trocou a aba do navegador – Esta casa isolada que fica a quarenta minutos da cidade e tem uma praia privada.

As imagens passando em repetição mostravam uma casa rústica, pequena, mas aconchegante. Era um pouco maior que uma quitinete na cidade, mas o suficiente para nós dois e o nosso orçamento pequeno – mais por minha culpa do que por ela. A praia privada ficava à frente da casa, segundo o anúncio. Olhei aquelas imagens e eu já conseguia imaginar todas as fotos que tiraria naquele lugar.

Acho que meus olhinhos brilharam, porque a Helena riu e comentou:

- Eu também fiquei assim quando vi este lugar. É perfeito né?

- Mais que perfeito!

- Só preciso saber da sua disponibilidade, sr. fotógrafo ocupado.

- Essa semana estou bem atribulado, mas não fechei o cronograma da próxima semana. Posso deixar a sexta e quinta livres para irmos durante o final de semana. Que tal?

- Perfeito! Vou reservar agora mesmo para o próximo final de semana.

- Excelente!

Helena fez todo o processo de reserva e sorte que tinha vaga pros dias que queríamos, porque ao que parece o lugar é bastante concorrido. E assim, a nossa viagem estava marcada.

- Agora, com isso resolvido, preciso fazer o jantar. Me ajuda?

- Claro!

Seguimos para a cozinha e ela preparou nossa comida, que nem era algo tão elaborado. 

Logo nos alimentamos, limpamos tudo e ficamos no sofá assistindo a um filme qualquer. Helena se esfregou e se agarrou um pouco demais em mim, com claras segundas, terceiras e até quartas intenções. Querer eu também queria, mas eu tava só o pó.

- H, eu tô moído do trabalho hoje.

- Eu sei! Você pode ficar quietinho que eu faço tudo.

- Já que é assim… Como posso recusar? - e ri

Assim ela me beijou e subiu no meu colo. Começamos os amassos ali mesmo no sofá. Peça por peça de nossas roupas foram ficando espalhadas pela sala enquanto a gente não conseguia se desgrudar. E involuntariamente, minhas mãos apertavam várias partes do corpo dela. As coxas, os seios, a barriga.

Logo descemos para o chão, comigo deitado e ela por cima. Ironicamente, quem ficou pelado primeiro fui eu dessa vez. Fez um oral em mim, bem do jeito que eu gosto, dando leves mordidas inclusive. Sentia calafrios subindo pela minha espinha e não estava acontecendo nada demais, talvez fosse meu cansaço querendo que aquilo acabasse logo. Não que não estivesse gostando, nada disso. Quando estava no ponto pra gozar, falei com Helena:

- H, para senão vou gozar e não quero que acabe. Quero você!

Assim que ouviu minha voz, ela já tinha parado, o que me deu tempo para respirar e aguentar um pouco mais ao menos. Foi buscar a camisinha no quarto. Eu mesmo coloquei, enquanto ela tirava a calcinha. Em seguida, encaixou meu membro dentro dela e começou o movimento.

Eu tinha uma visão privilegiada, vendo todo o contorno da cintura e dos seios da Helena, os cabelos caídos sob os ombros, aqueles olhos bem na minha direção e uma leve mordida nos lábios para segurar o tesão. Além de toda a sensação me arrepiando por completo. Sabia que não ia aguentar muito, tava foda!

Respirei fundo para tentar segurar nem que fosse mais um minuto, mas não deu, acabei gozando ao soltar um gemido baixo. Helena protestou:

- Já? Foi rápido hoje.

- Eu disse que estava cansado. Desculpa!

- Tudo bem. - sorriu – Vou te dar essa moral hoje! Até porque a gente vai ter bastante tempo na viagem para isso.

Helena saiu de cima de mim, tomei outro banho, desta vez junto com ela e fui para casa, porque tanto eu quanto ela iríamos trabalhar no dia seguinte.

Assim começamos a contagem regressiva para a nossa viagem!

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