sexta-feira, 28 de março de 2014

Capítulo 12 - Ajudando Makoto no escritório

No horário de almoço da segunda-feira, após comer, resolvi pegar o diário para ler. Abri e continuei da anotação de onde parara no dia anterior, se bem que dei uma bela lida antes de dormir.

Bom dia diário,
desde ontem que eu não escrevo. Achei estranho o Makoto não ter ido trabalhar ontem. Ele tomou café na maior paciência do mundo e depois foi resolver umas coisas no escritório que tem aqui no apartamento dele. Ajudei a Keiko a arrumar por ali pela sala e a minha curiosidade levou minhas pernas até onde Makoto estava.”

Sabe aqueles dias que você simplesmente não quer ir trabalhar? Pois é, era um dia desses.
Não que eu seja preguiçoso, nem goste do que faço. Não é nada disso! Eu gosto mesmo é de tirar uma folga das pessoas que trabalham comigo. Tem dias que eu simplesmente não tenho saco para aguentar aquela cobrança e reclamação. Digo ao chefe que trabalharei em casa e ele nem resmunga. Eu rendo até mais!

Ao me ver, ele questionou:
–O que faz aqui? Não devia estar com a Keiko?
–Eu vim por curiosidade.
–Ora, vão vê que estou trabalhando? Não quero que me atrapalhe.
–Então, por que não foi lá hoje?
–Quero trabalhar em casa. Tem dia que não aguento eles, são uns chatos. Mas com você agora, parece até a mesma coisa.
Esta última frase tocou em mim. Eu? Chata? Respondi cabisbaixa:
–Perdoe-me, Makoto. Não vou incomodar mais.
E sai. Retornei a sala e fique lá, assisto a um programa, assim como o Makoto falou: chato.
Keiko logo notou a minha mudança de humor e veio conversar:
–O que aconteceu, Kazuko?
–Makoto foi grosso comigo.
–Tem dias que ele acorda com espinhos na boca e sai cuspindo-os em qualquer um. Ele só deve estar irritado com você o questionando e tirando a concentração dele.
–Mesma assim, eu me sinto mal. Sinto que não sou nada, sabe, Keiko?
–Eu entendo, querida. Quer um doce para se animar?
–Não tem sorvete para eu afogar as mágoas?
Ela riu e completou.
–Tem sim. Eu pego e dividimos.”

Tem horas que até eu me impressiono com as minhas grosserias. E o pior que falo sem pensar. Naquele dia senti-me arrependido depois.

Ela pegou e eu me acabei naquele sorvete. E fiz a minha mania de morder diversas vezes.
Estava me animando quando o telefone tocou, Keiko correu para atender. Após algumas palavras afirmativas, ela me pediu:
–Kazuko, leve o telefone para Makoto. É o chefe dele.
Tomei o telefone e fui depressa ao escritório.
–É o seu chefe! Quer falar com você, Makoto. - fui direta
–Obrigado!
Então ele começou a conversar com o chefe e eu não perguntei se podia sair, fiquei, sem graça, ouvindo algumas palavras difíceis. Ao final do telefonema...
–Não precisava ter escutado minha conversa.
–Desculpa. Não sabia que podia sair. Fiquei aqui, sem nada entender desta conversa.
Eu me senti triste novamente e uma bendita lágrima caiu dos meus olhos. Makoto, rápido, se levantou.
–Por que está chorando? - disse enxugando meu rosto
Tirei sua mão e respondi:
–Não é nada. Sou só uma chata que te incomoda.
Eu ia sair, contudo Makoto agarrou meu braço.
–Acho que é por causa do que eu falei.
–Você acha? - comentei irônica
–Desculpe-me. É que... Detesto que me perturbem quando estou trabalhando.
–Eu não sabia.
–Sei que não, mas agora sabe. - disse, acariciando meu rosto – Quer me ajudar em uma coisa?
–No que?
–Bem... Essa papelada tá uma bagunça. Poderia ser tudo no computador, mas parece que essa parte não avança. Arruma para mim?
–Claro.
–Em ordem alfabética.”

Pois é, uma coisa que não me conforma: Para quê tanto papel?
Eu já me enrolo o suficiente sem eles. Com eles, nem se fala.
Justiça é lerda que só!

Primeiro, juntei todos aqueles papéis e fui organizando. Acho que eram clientes do Makoto e eram muitos. Enquanto isso ele estava vidrado naquela tela brilhante.
–O que tanto faz?
–Estou fazendo umas petições. O pessoal pede tudo em cima da hora. É uma merda!
Não evitei de rir.
–Merda?
–Eu fico atolado de coisas. Se fosse para lá hoje, sem dúvida estaria com o triplo.
–Tanto trabalho assim?
–É! Só que em casa rendo melhor, por causa do silêncio e tudo mais.
–Estou atrapalhando?
–Não. Fazendo isso, tira um quinto do que tenho que fazer.
Ao terminar com a papelada. Makoto me pediu para pegar um livro aqui e outro lá. Organizar outras. Tudo até depois do almoço. E antes do lanche da tarde, nós terminamos.
Eu, Makoto e Keiko nos divertimos conversando. Após o jantar, Keiko saiu e eu tive uma ideia ótima para o Makoto naquela noite.”

Hum... Eu me lembro disso. (risos)
–Makoto, o que está lendo? - um colega de trabalho me perguntou, quase que cai da cadeira – Tão entretido.
–É um livro! - menti
–Sobre?
–Uma garota que foi comprada com escrava e escreveu um diário, contando o que passa com o dono.
–O nome? Me parece bom!
–É... - engoli seco. E agora? Vi a capa manuscrita dele. - O diário da escrava amada.
–Procurarei.
E ele voltou a sua mesa. Caramba! Foi por pouco.
Retomei o fôlego, olhei em volta e abri o diário.

Falei que tomaria um banho e que ele me esperasse no escritório. É, diário, deve conhecer fantasia da secretária. Isso que fiz!
Peguei um terninho que eu tenho e usei no colégio umas duas vezes, vesti-o. Seria a secretária do meu dono naquela noite.
Sai do quarto e fui ao escritório. Makoto estava sentado em sua cadeira, distraído, girando a caneta.
–Sr. Miyasaki! - chamei
Seu olhar se levantou e ele se surpreendeu ao ver como estava.”

Sentia minha imaginação voar e me corpo fervilhar nessa hora.

Diga, Srta. Hirasawa?
–É que... Está um calor. - falei tirando o blazer
Makoto se levantou enquanto eu me aproximava.
–Eu concordo!
Eu notei que ele estava adorando aquilo.
–Sabe, tem um cliente tão chato que não para de ligar.
–E disse que estava ocupado?
–Disse! Mas ele ainda insiste.
–Deixe ele para lá! - falou abrindo os botões da minha blusa
Eu nem comentei nada. Permiti que Makoto fizesse o que queria comigo. Ele tirou a minha blusa e meu sutiã e se deliciou com os meus seios. Eu soltei uns gemidos baixos.
–Não quer que eu faça em você, Sr. Miyasaki?
–Não é necessário.
Makoto arrancou a minha calcinha e me deixou ainda de saia. Ele se despiu apenas na parte de baixo. Eu vi como ele estava e não fiz nada demais.”

Fantasias, Kazuko! O nome disso são fantasias e elas são bem mais poderosas do que muitos estímulos.

Ele me jogou de bruços na mesa e com a mão, ele fez um pouco em mim. Depois ele penetrou.
Aquela era uma posição diferente, e cada vez que ele entrava sentia um arrepio na espinha. E a minha voz não era diferente, estava com vergonha de gemer tanto.
Não demorou muito e Makoto gozou. Ele caiu em cima do meu corpo e eu senti sua respiração forte em meu ombro.
Se recuperou e fomos ao quarto dele para dormir. Antes de me desejar boa noite, ele comentou:
–Você podia fazer isso mais vezes. - e riu – Gostei desta brincadeira.
Eu dei um sorriso tímido e com certeza devo ter ficado vermelha. Ele me deu um beijo na testa, desejou-me boa noite e adormecemos.
E hoje, ele foi ao trabalho.
Vou tomar um banho e fazer as minhas outras coisas.
Até!”

Fechei o diário e olhei na direção em que meu colega senta. Ele estava atento a me observar. Medonho!
Acenei para ele, que sorriu.
Guardei o diário e prossegui com o meu serviço, mesmo que o horário de almoço não tivesse terminado.
Mais tarde, em casa, contei a minha esposa sobre o que li. Deixei, subjetivamente, no ar uma vontade de que eu queria que ela fizesse aquilo comigo. Kazuko, que não é boba nem nada, logo percebeu e acabou me satisfazendo aquela noite.

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